O fascismo da intolerância

islamCarlos Roque,
Maio de 2014

E eis que a Europa está a ser engolida pela extrema-direita…
O que é peculiar no fenómeno é que as análises que se fazem por aí só vão buscar a figura do nazismo para o justificar, quando, na verdade, o Hitler está morto e enterrado e é um outro facto que está a detonar tudo isto: a imigração islâmica.
Os muçulmanos quando chegam à Europa não estão interessados em participar no grande plano de Bruxelas. O que eles realmente fazem é tentar desenvolver comunidades autónomas em território europeu, com os seus micro-souks e pequeno comércio que não se mistura no resto da actividade económica europeia. As que vingam são as mais organizadas, habitualmente radicais e intolerantes, que se regem pela Sharia (a lei islâmica, que não respeita constituições).
O que se segue é o crescimento da comunidade e a imposição em crescendo dos seus valores religiosos, valendo-se da tolerância e da legislação da UE, superprotectora das minorias.
O cidadão comum europeu sente-se agredido por isto. Para além de muitos desses emigrantes serem crónicos desempregados sustentados pelos regimes de rendimento mínimo e pensões, tudo pago pelos impostos europeus (logo, sustentados por si), eles são agressivos no quotidiano. Em Portugal o fenómeno ainda não se sente, mas existem cidades francesas e inglesas onde os Mutaween, a polícia religiosa islâmica, patrulha as ruas e incomoda cidadãs europeias pela sua indumentária.
A Europa, escaldada com o nazismo (cuidado como se estica a mão em Berlim para chamar um táxi…), desenvolveu uma legislação excessivamente tolerante e em termos legais está manietada para lidar com esta ameaça de forma eficaz. E, a nível de cúpulas, a percepção da mesma (para muitos é um caso de mera indumentária: com Hijab ou sem Hijab, com Burka ou sem Burka) não é alarmante: só o cidadão vulgar, que tem cada vez menos filhos, o sente na pele, pela proximidade com estas comunidades que cada vez mais se multiplicam.
Assim, os partidos do costume não encaram como prioridade a resolução de um problema que, para os cidadãos europeus, talvez seja o mais importante e assustador (por exemplo, um soldado inglês, de licença, foi degolado na rua por radicais islâmicos residentes em Londres). Os únicos que mostram toda a vontade de mexer na legislação (pelo menos…), são os da extrema-direita.
É apenas esta a mensagem que os eleitores europeus queriam transmitir, mas vai ser muito difícil a coisa ser tratada ao nível dos media porque a protecção às minorias na Europa tornou-se uma vaca sagrada: há um blackout, não se pode falar nisto sem se ser confundido com um fascista… Na verdade, alimentando um outro fascismo, o do “politicamente correcto”: o fascismo da tolerância

Comments


  1. Faz todo o sentido: para defender a xenofobia, a intolerância religiosa, o ódio ao outro, critica-se a invocação do nazismo. Há continuadores seus de ambos os lados.

  2. Nightwish says:

    “As que vingam são as mais organizadas, habitualmente radicais e intolerantes, que se regem pela Sharia (a lei islâmica, que não respeita constituições).”

    É como os políticos e os banqueiros, também não respeitam.

    “para além de muitos desses emigrantes serem crónicos desempregados sustentados pelos regimes de rendimento mínimo e pensões, tudo pago pelos impostos europeus (logo, sustentados por si),”

    Ver acima. E ninguém dá subsídios de desemprego a quem não trabalhou, mas enfim.
    Mas pronto, cada um escolhe as suas lutas…


    • Nightwish, não é bem assim.
      Para o bem e para o mal, o sistema de protecção social em França garante condições (financeiras, habitação, etc) de sobrevivência a quaisquer cidadãos franceses (ou naturalizados) – sem tomar em conta se trabalharam já ou nunca trabalharam.
      Assim como, para o bem e para o mal, são bastante generosos os apoios à natalidade: um casal com cinco filhos não tem que se preocupar com mais nada. O Estado assegura. Para o bem e para o mal.

  3. andagulha says:

    “as que vingam são as mais organizadas, habitualmente radicais e intolerantes”
    isto é baseado nalgum estudo económico, ou é tirado do rabo?

    “legislação da UE, superprotectora das minorias”
    como assim? em que é que um cidadão de uma “minoria” (o que quer que isso seja) é beneficiado em relação a um cidadão de uma “maioria”.

    “O cidadão comum europeu sente-se agredido por isto”
    generalizar a tua opinião para a do “cidadão comum europeu” dá jeito, mas vale tanto como dizer eu dizer que “o cidadão comum europeu não concorda com este post”.

    “muitos desses emigrantes serem crónicos desempregados”
    não há europeus desempregados crónicos? é o que mais há por aí.
    (acho que querias dizer “imigrantes”, mas estudar Português, está visto, não é o teu forte..)

    “sustentados pelos regimes de rendimento mínimo e pensões”
    “sustentados” pelos descontos que fizeram, se trabalharam para patrões que lhes deram contratos de trabalho e fizeram os descontos devidos.

    “eles são agressivos no quotidiano”
    “eles”? quem? todos os muçulmanos? todos os imigrantes? todos os estrangeiros? todos os que não pensam como tu?
    outra vez a generalizar..

    “A Europa em termos legais está manietada para lidar com esta ameaça de forma eficaz”
    sim? e um link para a Decisão da Comissão em que se baseia esta decisão? um link para um decretozinho-lei?

    “só o cidadão vulgar, que tem cada vez menos filhos, o sente na pele, pela proximidade com estas comunidades que cada vez mais se multiplicam”
    hahaha!

    “um problema que, para os cidadãos europeus, talvez seja o mais importante e assustador”
    outra vez a generalizar a tua opinião para a opinião dos “cidadãos europeus”. neste momento o maior problema da Europa é o seu destino ser decidido pela alta finança, para quem o bem-estar dos cidadãos não é uma variável a maximizar.

    “Os únicos que mostram toda a vontade de mexer na legislação (pelo menos…), são os da extrema-direita.”
    sempre foram! sempre mostraram vontade de a mexer directamente para o lixo, em particular tudo o que tenha a ver com a liberdade dos cidadãos (a que chamas “fascismo da tolerância”).


  4. Este texto baseia-se em pura sociologia de pacotilha. Esta citação resume a qualidade do mesmo:
    “Os muçulmanos quando chegam à Europa não estão interessados em participar no grande plano de Bruxelas.”

    Onde é que está o fundamento desta afirmação? Há mais de 15 milhões de muçulmanos na Europa, a maior parte não chegaram à Europa, nasceram cá, são europeus e estão perfeitamente integrados. Neste texto a árvore confunde-se com a floresta, enfim uma boa base para fomentar ódios, no fundo o autor utiliza as mesmas técnicas dos fundamentalistas (muçulmanos, católicos e judeus) para fomentar ódios, não é muito diferente deles.
    Aliás, o Charlie Hebdo fez imensas caricaturas de indivíduos que pensam como o autor deste texto, como Eric Zemmour e Marine Le Pen.

  5. A.Silva says:

    São filhos da puta como tu que alimentam estes e outros fascistas islâmicos ou de outra espécie!


  6. No xadrez faz-se “roque” (pequeno ou grande) mudando as posições do rei e de uma das torres para uma melhor defesa e controlo do jogo. Aqui insinua-se devagarinho, como quem não quer a coisa, o que se pretende realmente. A escrita também pode ser criativa, tal como o xadrez.


  7. o polícia que morreu no ataque também era muçulmano. chamava-se Ahmed Merabet.
    http://www.theguardian.com/world/2015/jan/08/ahmed-merabet-mourned-charlie-hebdo-paris-attack


  8. “And European publics wildly overestimate the proportion of their populations that is Muslim: an Ipsos-Mori poll in 2014 found that on average French respondents thought 31% of their compatriots were Muslim, against an actual figure closer to 8%.”

    aqui: http://www.economist.com/blogs/graphicdetail/2015/01/daily-chart-2?fsrc=scn/fb/wl/bl/islam%20ineurope


  9. O seu ponto de vista ou estudo,apesar daqui da argumentação “profunda” dos troll´s meus parceiros que lamento pode seguir se separar credo(qualquer) e adjectivos para definir as pessoas. Os imigrantes(primeira geração) aqui como em qualquer país do mundo são (geral) dos melhores e mais respeitadores cidadãos; apesar de serem olhados com desconfiança e por vezes desprezo (compreensivel mas mau) pelos locais, pois são diferentes em tudo e mal falam e sabem de leis – daí a presença de polícia!!(voluntarios) da comunidade a tentar ajudar a não serem excluidos. Apesar disso e dos muitos frentes nacionais e ukip´s por essa europa a UE tem a legislação(unica no mundo) mais tolerante e cria pelos povos do mundo uma grande ambição de para cá virem.
    Aprofundando o problema real das avalanches de imigrantes ilegais- que só querem fugir a miséria e violencia, tardam todos os pensadores e decisores dos diversos quadrantes a enveredar por medidas mais eficientes- porque não abrirem nos países de origem delegações da UE de formação profisdsional e imigração legal? em vez de darem dinheiro a dirigentes corruptos desses países como ajuda? que acaba nos paraisos fiscais que teimam em não combater?:

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