Sobre as eleições no U.K.

Existem várias razões para os britânicos manterem o sistema eleitoral e comparações com Portugal são absurdas, porque a realidade é diferente. Seria mais fácil a comparação com Espanha. Porque também é uma federação de nações. Fala-se agora nos escoceses, mas poucos referem os 8 deputados unionistas a que se somam os 4 que o Sinn Fein elegeu na Irlanda do Norte, bem mais que o UKIP. Para lá dos 5 partidos amplamente referidos nos noticiários em Portugal, foram eleitos mais 22 deputados. Ora imaginem o que seria um círculo nacional único no U.K., retirando a representação parlamentar às várias nações que o integram. Imaginem também um círculo único em Espanha, que reduziria imenso o peso dos nacionalistas catalães ou bascos…

Comments

  1. Nightwish says:

    Nesse caso, Portugal também tem regiões, são os distritos.
    Faz sentido haver círculos diferentes para as diversas nações, mas não é disso que se fala. Olhando para o mapa, até parecem círculos mais pequenos que os portugueses. De resto, a contagem espanhola não é comparável com as largas dezenas da Bretanha.


  2. Alguém defendeu um círculo nacional único para a Inglaterra? essa não vi em lado nenhum.
    Até mantendo os círculos os resultados poderiam estar bem mais próximo da representatividade: bastaria uma 2ª volta, como em França.


    • A 2ª volta tem o contra de favorecer os maiores partidos. Mas sim, seria sempre mais justo que apenas a 1ª. E manteria a proximidade eleito/eleitor. O UKIP já fala em proporcionalidade, o que a acontecer implicaria um agrupamento de vários círculos em regiões maiores. Outra hipótese seria um sistema misto, com parte e círculos, outra num sistema proporcional nacional.

  3. Rui Moringa says:

    Os bifes nunca me enganaram, desde a “metáfora” do Magriço.
    Sempre nos ajudaram contra os franceses, mas para defenderem a terra deles. Se nós caissemos ficavem sem protecção a Sul
    Depois ficavam com os “negócios”. Pouco me importa com os círculos uninominais deles. Cá para mim podiam por no governo deles quem lhes apetecesse.
    Nós temos de por a nossa Democracia em níveis de representatividade cada vez melhores. É lógico a “coisa” deles não serve. Ponto.
    É vê-los a questionar a UE. Cá para mim fazem bem, mas vindo deles não me suprreeende. Eles são uns piratas e corsários. Não fazem acordos se não ganharem, tudo. Se puderem fazem piratagem.


  4. Eles são uns piratas e corsários. Não fazem acordos se não ganharem, tudo. Se puderem fazem piratagem.

    Ora aí está! Verdades como templos…

  5. Calvin says:

    Quando o Syriza ganhou, ninguém neste blog veio questionar um sistema eleitoral em que são atribuídos 50 deputados extra ao partido vencedor. Existem 50 almas no parlamento grego que não fazem puto ideia de quem os elegeu mas por aqui só se escreveram loas à “lição de democracia” dos gregos. Agora que, no UK, a realidade deu mais uma chapada na tromba desta malta que aqui mora, é que surge a berraria e o choro. Mas ainda chegaremos mais longe, pois outros resultados eleitorais futuros irão provar que afinal o problema não é apenas de sistemas eleitorais que não produzem resultados desejados mas que “o povo é burro” e nem deveria votar. Cumprimentos

    • Hélder P. says:

      Essa cláusula dos 50 deputados extra, foi aprovada pelo bloco central (Nova Democracia/PASOK) e foi o expediente que permitiu ao governo de Samaras uma maioria.
      Que eu saiba foi amplamente criticada por cá. E é uma lei eleitoral tão errada para eleger o governo Samaras como para o governo Tsipras.
      Espero que o Syriza promova uma reforma da lei eleitoral a seu tempo. Mas deve concordar que enfrentam problemas bem mais prioritários de momento, pelo que não tem sido tão falado nos últimos meses.
      O povo pode até ser muito burro e tomar escolhas erradas, mas defenderei até às últimas consequências o seu direito ao voto.

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