Ora o que nos reserva ainda este governo? Um hotel no Mosteiro de Alcobaça!
Uma PPP, agora em Alcobaça. Mais uma vez não há justificação para isto. Se o fazem por doutrina, ao menos publiquem-na! Que vergonha! O Sr. Primeiro Ministro e o Sr. Secretário de Estado da Cultura são dois ignorantes em matéria de cultura e património. Primeiro foi a barragem do Tua, com o amén do ex-Secretário de Estado da Cultura Francisco José Viegas; Depois foi o Crivelli, também da “lavra” de FJV. Seguiram-se os Mirós, e o Museu dos Coches, e agora nada mais fácil. Estrangula-se a gestão e apresenta-se como alternativa um Hotel!
Se para as contas públicas seguem o que é determinado, dizem eles, pelo estrangeiro, porque é que no que diz respeito ao Património e à Cultura fazem tábua rasa dos compromissos internacionais, e fazem de conta que não há doutrina internacional sobre esta matéria?
Shame on you Sr. Primeiro Ministro! Shame on you Sr. Secretário de Estado!






Pois eu cá não concordo com o “shame on you” dirigido a essa gentalha.
Prefiro o portuguesíssimo pano encharcado pelas trombas!
Cambada de labregos!
Não sei o porquê do choque. O governo Alemão há muito que tinha aconselhado a Grécia a vender umas ilhas para amortizar a dívida. Nós privatizamos monumentos históricos. Está lá perto. Estamos a seguir à risca a receita prescrita de Berlim.
Ora assim sendo do ponto de vista de quem toma decisões isto não é um desrespeito pela cultura. É antes uma afirmação politica e social muito clara sobre os direitos de propriedade e acesso.
Eu acho que o único destino que se pode dar a um mosteiro é torna-lo naquilo para que foi construído: mosteiro. Entreguem o mesmo aos monges de Cister, já.
Um mosteiro vazio, com serviços públicos, sala de eventos, sala de concertos, exposições ou hotel, tem o mesmo valor no que a questões de cultura e património. Ou mosteiro ou universidade, tudo o resto é lixo.
Há por aí dúzias de pousadas em castelos e conventos, há uma no Terreiro do Paço e outra no palácio de Queluz. Não me lembro de alguma vez alguém berrar que eram um atentado ao património, muito pelo contrário…
Consta, não sei se anedota ou não, que o conhecimento sobre a cultura, e a história, deste país é tal que, na recente assinatura, em Guimarães, do acordo de coligação partidária, os elementos destes partidos, andaram, nesta cidade, à procura do túmulo de D. Afonso Henriques para lhe colocar uma coroa de flores.
Terá sido verdade?
Aposto que 90% dos jovens que passam pela universidade de Coimbra não fazem ideia onde está o túmulo de Afonso Henriques embora passem à sua frente quase todos os dias, e nunca tiveram a curiosidade intelectual para entrar na Igreja de Santa Cruz.
Caro ‘Xico’, creio que se engana nos seus cálculos, pois não acho que seja 90% dos estudantes que passam pela UC, creio mesmo que seja 90% da população portuguesa!
Se perguntar a um qualquer deputado onde se encontra este túmulo, apesar de «bacocamente» ter sido considerado panteão nacional pelo anterior governo PSD/PP, por ventura dirá que é em Guimarães pois o epiteto foclórico de Salazar «aqui nasceu Portugal», perdura e foi, na sua essência, relembrado no encontro dos partidos da coligação!
Mas relembro que foi Isabel Pires de Lima, Ministra do PS, que, com outros dirigentes abaixo dela, bacocamente impediram investigação científica sobre esse túmulo. Uns e outros uns ignorantes e uns fascistas.
Resta saber se a investigação científica oferecia as condições que se devem exigir. À conta do científico já se fizeram muitas asneiras. Isabel Pires de Lima esteve muito bem em impedir a “brincadeira”.
Não creio que concorde com o ‘Xico’, cientificamente não haveria nada a apontar, o selo de qualidade da equipa estava lá, houve foi medo…
É certo que temos eleições e convem bater forte. O Museu dos Coches é uma xuxalisada.