Perder nas urnas e perder nos cemitérios

Carlos Docampo-Angelote-Camposanto de CambadosAlberto Núñez Feijóo é líder do PP na Galiza, e é dado como delfim e possível sucessor de Rajoy. Decidido a contribuir para o anedotário da direita nossa vizinha, explicou a perda de 190 000 votos com o falecimento de 100 000 galegos.

Repetem incansavelmente que o Podemos é financiado pela Venezuela, mesmo sem apresentar provas que já teriam levado a uma investigação judicial, Ana Palacio, ex-ministra dos negócios estrangeiros, sente uma nostalgia do Califato Islâmico no ar quando lhe falam do Podemos, já houve quem implorasse por coligações de todos contra o Podemos, mas o prémio fica para Feijóo. O humor da direita espanhola é impagável.

Fotografia: Carlos Docampo, Angelote, Camposanto de Cambados

Comments


  1. E o da direita portuguesa?
    E a lata estanhada que têm…UUUFFF!


  2. Ora aí está um bom argumento de campanha, os votantes deles são os que morrem, primeiro.

  3. Fernando Antunes says:

    Não serão antes as velhas ideias da direita que estão a morrer?

  4. ZE LOPES says:

    Por cá também já soou o alarme! Quais sondagens! O Passos já colocou os assesores a analisarem ao pormenor a necrologia! Portas não lhe quis ficar atrás e já pediu ao Nuno Melo para dar a corda aos sapatos de Bruxelas para se dedicar a 100% ao problema! E oxalá não venha por aí mais uma onda de calor. A derrota é certa! (Última hora! Pires de Lima deu corda aos sapatos e tem uma solução para o caso: distribuir umas cervejolas frescas pela população para ver se, pelo menos não se morre à sede. Mota Soares já se ofereceu para fazer a distribuição pela rede de IPSS)


  5. O PODEMOS é, neste momento, o verdadeiro terror da direita europeia e do capital mundial. Enquanto as legislativas em Espanha não acontecerem, quem vai pagá-las é a Grécia, por ter tentado beliscar o poder instalado. O SYRIZA está a ser queimado para espanhol ver, como pseudo-bruxa tostada em público. Grécia e Portugal não incomodam assim tanto. Já Espanha… Se a direita se mantiver no poder castelhano depois das eleições, lá se farão as pazes com os gregos. Até lá, convém esticar o terror até ao limite.

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