Pensar transmontano

sendim_elisabete_figueiredo_agosto_01_2015
© Elisabete Figueiredo (01/08/2015)

Um homem está sentado à porta com o seu cão. Passo. Digo boa tarde. E pergunto se o rio é longe. Longe? Isso são duas horas para ir e duas horas p’ra vir! Diz ele. Eia. Isso é mesmo longe! Digo eu. E ele: bem… enquanto vai e vem o caminho não está sozinho.
Não fui. Vou antes à estação abandonada.

Comments


  1. Ainda bem que não foi lá…

    http://fotos.sapo.pt/sYph3ojYQUShLFSRy40t/

  2. Luis Faria says:

    Como velho (e reacionário) que sou, fico desolado quando vejo estas estações assim… ou pior, mas também me parece que seja só o abandono e a passagem do tempo que as degradou…

  3. Luis Faria says:

    A questão aqui não será só recuperar esse património mas também zelar pela sua conservação, pois quer me parecer que as portas e janelas arrancadas, os grafittis, as fogueiras no interior, etc. tem mais a ver com vandalismo do que com o simples abandono. Viajando por algumas linhas e ramais desactivados podemos-nos deparar como o que resta de instalações ferroviárias completamente destruídas (por mais inacessíveis que possam parecer estar) edifícios com uma traça arquitetónica única, com belos e pequenos jardins que ainda não há muito tempo eram carinhosamente cuidados pelos velhos funcionários da CP. E afinal quem é que as anda a destruir e com que propósito? Com terminar com isso? Sem esta reflexão bem poderemos gastar milhões a reconstruí-las indefinidamente… pois continuarão a ser sucessivamente saqueadas, destruídas e vandalizadas, tal com outros edifícios semelhantes; casas de guardas florestais, postos da guarda fiscal, instalações fronteiriças, casas de cantoneiros etc etc etc

Trackbacks


  1. […] fora’. Vejo o que é visível e por agora, que estou de férias, isso basta-me. Já o contei ontem que à soleira de uma porta está sentado um homem com o seu cão. Perto deles havia uma placa que […]

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