Darwinismo empreendedor na Amazon?

Bezos

Jodi Kantor e David Streitfeld assinam um artigo de opinião no The New York Times que arrasa o funcionamento interno do gigante Amazon. Aqui ficam algumas passagens de um artigo do Dinheiro Vivo que retratam aquilo que aparentemente se vive no interior do império de Jeff Bezos:

“Na Amazon, os trabalhadores são encorajados a destruir as ideias uns dos outros nas reuniões, a trabalharem até tarde (os emails chegam depois da meia noite, seguidos por mensagens a questionar por que ainda não foram respondidos) e a manter padrões que a empresa se gaba de serem irracionalmente elevados”

“A empresa está a experimentar até onde pode pressionar os trabalhadores de colarinho branco para que eles alcancem as suas ambições”

“Os falhados vão-se embora ou são despedidos nas dispensas anuais de trabalhadores – um Darwinismo propositado, disse um antigo diretor de recursos humanos da Amazon. Alguns trabalhadores que sofreram de cancro, abortos e outras crises pessoais disseram que foram avaliados injustamente ou eliminados em vez de terem tempo para recuperar”

Bezos respondeu. Estará o magnata tecnológico a ser alvo de um ataque vil ou estaremos perante mais um episódio da selvajaria capitalista em todo o seu esplendor? Deixo a resposta ao cuidado do caro leitor.

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Adenda: Nick Ciubotariu, quadro da Amazon, saiu em defesa do empregador. Vale a pena ler as suas palavras ainda que o seu vinculo com a empresa possa levantar suspeições.

Comments

  1. joão lopes says:

    “bezos respondeu” e respodeu mal,muito mal,porque o que se passa realmente é que os trabalhadores desta empresa(ou outras) nem sequer abrem o bico com medo de retaliações:por exemplo o tipico ” se não estas bem há mais duzentos la fora à espera” ou então o muito vil ” nem penses em coisa como gravidez se não o olho da rua é já ali” ou então o genial “505 euros não te chega,eu ate ouvi dizer que tens uma casa para pagar e como não arranjas melhor que 505 E és obrigado a fazer o que nós mandamos mesmo que sejamos umas bestas” e por aí a fora…

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