Um País dirigido por governantes e políticos fracos, nunca poderá ser um País Forte.

Tinha 18 anos quando me filiei no PPD / PSD, já lá vão 24 anos. Tenho muito orgulho em ser social-democrata. Acredito na social-democracia de Willy Brandt que teve como seguidores, entre outros, Olof Palme e Francisco Sá Carneiro, que veio a fundar o PPD a 6 de Maio de 1974.

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Identifico-me com um PSD que, como um dia descreveu Francisco Sá Carneiro, não assenta ” apenas numa simples democracia formal, burguesa, mas sim, numa autêntica democracia política, económica, social e cultural. Uma democracia política que implica o reconhecimento da soberania popular na definição dos órgãos do poder político, na escolha dos seus titulares e na sua fiscalização e responsabilização, que exige a garantia intransigente das liberdades individuais, o pluralismo efectivo a todos os níveis e o respeito das minorias, não existe democracia se não houver alternância democrática dos partidos no poder, mediante eleições livres, com sufrágio universal, directo e secreto.”

Entendo, como sempre defendeu Sá Carneiro, que a democracia social impõe que sejam assegurados efectivamente os direitos fundamentais de todos à saúde, à habitação, ao bem-estar e à segurança social, e exige a abolição das distinções entre classes sociais diversas e a redistribuição dos rendimentos, pela utilização de uma fiscalidade justa e progressiva.”

E sublinho ainda, que como defendeu o fundador do meu partido, que não podemos esquecer ” a democracia cultural que deverá consistir em garantir a todos a igualdade de oportunidades no acesso à educação, à cultura e no favorecimento da expressividade cultural de cada um. A democracia é a única maneira de um grupo, tão numeroso, chegar ao consenso entre variadas opiniões, sem submissão a despotismos e a iluminados.”

Esta é a social-democracia em que acredito, que defendo e continuarei a defender para o meu País.

Lamentavelmente o PPD / PSD tem-se afastado destes princípios ideológicos que estiveram na génese da fundação do partido mais português de Portugal.

Tenho a honestidade intelectual de reconhecer que a conjuntura económica, em que o actual governo pegou no País, em nada ajudou a que fosse possível colocar em prática estes princípios e valores, mas também reconheço que o caminho a seguir poderia ter sido muito mais próximo daquele que Sá Carneiro defendeu sempre para Portugal.

Também não podemos esquecer o facto da qualidade intelectual de vários dos actuais dirigentes e governantes do PSD ser sofrível. Ao que ainda acresce o facto que a moral, a ética e o carácter de alguns ser mesmo muitas vezes questionada publicamente. E tudo isto fragiliza muito o PSD, a política e a democracia.

Um País dirigido por governantes e políticos fracos, nunca poderá ser um País Forte.

Comments


  1. Sá Carneiro começou a sua vida política na juventude da Ação Católica.
    Era filho do advogado José Gualberto Chaves Marques de Sá Carneiro, natural de Barcelos, e de Maria Francisca Judite Pinto da Costa Leite, natural de Salamanca, filha do 2.º Conde de Lumbrales.
    Sá Carneiro professava o republicanismo e a laicidade como as formas de organização estrutural do Estado Português.
    Em Maio de 1974, após a Revolução dos Cravos, Sá Carneiro fundou o Partido Popular Democrático (PPD), juntamente com Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota.

    (Nunca me enganou)

  2. Aventanias says:

    Há algo de velho do Restelo ao se defender em 2015 a social democracia de Sá Carneiro.

    É tão anacrónico como defender-se hoje a ditadura do proletariado.

    Servirá apenas para apaziguar a consciência de quem não muda de partido quando tudo muda à sua volta ?

  3. Anónimo says:

    Caro PVS.

    Tem razão. PPC foi um PM fraco, senão mesmo cobarde. Bateu nos fracos, não se atreveu a mexer nos fortes mesmo de acordo com directivas de Bruxelas que tanto gosta de dizer aos outros (gregos ou não) para respeitar. Óbvio. Mas quem alguma vez desejará destruir a sua galinha dos ovos de ouro?. Enquanto alguém votar nele …

    Já quanto ao “…Acredito na social-democracia …”.
    “Acreditar” fica bem em assuntos de carácter religioso. Deuses, religiões, essas coisas de fezadas (nas quais é de incluir o Partido Comunista, justamente). Fezadas.
    Em política é preciso estar sempre com um olho no cigano e outro no burro. Infelizmente o cigano, por cá, negoceia com o apoio do legislativo. Grande buraco.
    Quer um conselho?. Desista do burro ou junte-se aos ciganos.
    Ps. Tudo em sentido figurado, claro. Qualquer semelhança é pura coincidência.


  4. Reblogged this on primeiro ciclo.


  5. Depois de ler o post, fiquei na mesma……..


  6. Façam como eu. Deixem de votar PPD/PSD. o Partido actualmente é mais direitista do que nunca. Só não resvala para o fascismo porque a lei e o povo não o permitiriam. Na prática este PSD é um partido de gente que odeia, que persegue, que se vinga e que abusa dos contribuintes, Inaceitável.

  7. O lindo menino Paulo Vieira da Silva é um básico e um grande filho da puta que censura comentários. says:

    O lindo menino Paulo Vieira da Silva é um básico e um grande filho da puta que censura comentários..

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  1. […] “ que comandavam e que valiam exclusivamente para a eleição do presidente do partido. A mediocridade passou a ser premiada. Quanto pior melhor que assim não incomodavam. E esta passou a ser […]

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