Vamos lá chamar os bois pelos nomes…

PX

Ninguém detesta mais o Estado que eu. Mas deixemo-nos de falsa moral ou hipocrisia, 5,1kg de sardinha não é refeição para uma família de 4 a 6 pessoas. Ou está ali um pequeno negócio de bairro onde alguém faz pela vida, ou trata-se de comprar sem factura para fornecer um pequeno restaurante que pretende declarar menos refeições do que as que efectivamente irão ser servidas.

Por mim ambas as hipóteses servem e mando a GNR ou fisco bugiar sem hesitação. Não quero um Estado atrás de mim ou de qualquer cidadão. Mas não venham depois clamar pela falta de qualidade ou quantidade dos serviços públicos prestados. O dinheiro dispendido pelos 5,1kg de sardinha ficam muito bem no bolso do pescador de 79 anos. Os que se indignam face à actuação da GNR, talvez para criticar o governo, bem podem rasgar as vestes, mas para continuarem defendendo o “Estado social”, seja lá isso o que for, arranjem mas é argumentos para o pescador pagar 5,1kg, entregando ao Estado um valor correspondendo a aproximadamente 2kg. À medida que vou envelhecendo, a diferença de conceito entre Estado e proxeneta vai ficando cada vez mais ténue…

*imagem tirada daqui.

Comments


  1. António de Almeida!

  2. Tarciso Tarias says:

    1 – A sardinha congela-se, caro Sr.

    2 – E se for boa, basta uma família de 8-10 pessoas, um almoço de amigos, etc…para ser facilmente consumida em família!

    3 – Portanto…estamos conversados!

  3. Nightwish says:

    Sem estado, levam-lhe as sardinhas e a carteira.
    Mas sem estado também não tinha dinheiro para elas, já que lhe pagavam migalhas e os fundos de pensão que lhe prometeram serem seguros já tinham todos sido descapitalizados à muito tempo.
    Provavelmente, também não chegava aos 79, que isto de saúde sem estado social é coisa para ricos.

  4. Fernanda says:

    “À medida que vou envelhecendo, a diferença de conceito entre Estado e proxeneta vai ficando cada vez mais ténue…”

    Muitos privados pensam o mesmo. Têm do proxenetismo 1 visão menos irrevogável.


    • Sim!! em Portugal temos uns liberais muito tachistas; alguns até distintos membros da Brigada das Colheres a volta do tacho publico.

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