Porque vou votar na Coligação


paf

Umas eleições deveriam ser, basicamente, a escolha de quem nos vai governar nos quatro anos seguintes. Ou seja, o juízo de valor que sustenta a decisão de um qualquer voto, definir-se-ia pelo resultado da análise de quem seria mais capaz para gerir os destinos do País. No entanto, e compreensivelmente, aquele processo mental sofre a influência de muitas outras variáveis, com uma acima das outras todas: o julgamento do Governo que esteve em funções na legislatura que termina. Legítimo e natural.

Deste modo, temos duas vertentes principais que determinam a escolha que se fará no próximo dia 4 de Outubro: quem preferimos que nos governe nos próximos 4 anos e se sancionamos o que o Governo fez nos 4 anos que agora terminam.


Começando pelo exame do Executivo que, praticamente, todos fazem ao decidir o voto, surge a pergunta inevitável: foi ou não positivo o desempenho deste Governo? A resposta não é fácil. Por um lado as emoções e as provações que experimentamos nos últimos 4 anos levariam, inexoravelmente, a uma resposta negativa. Ninguém, em situação normal, concorda que lhe aumentem (brutalmente) os impostos ou que lhe reduzam o rendimento. Só que os últimos 4 anos, não foram, de maneira nenhuma, uma situação normal. Em 2011, o País não estava à beira da bancarrota: estava na Bancarrota! Pelo que se sabe agora, a situação muito pior do que a que era pública e que serviu de base ao memorando de entendimento com a Troika, só fazia adivinhar um caminho: o segundo resgate. Não concordo, como nunca concordei, que a deliberada ausência de explicação sobre a real situação do País em favor da credibilidade externa, tenha sido uma decisão acertada. Teve um preço avassalador na credibilidade do Governo e, principalmente, na do Primeiro-Ministro. Mais, impediu que todos pudessem perceber que os sacrifícios que teríamos de fazer seriam muito maiores que o que se esperava.

E foi nesta conjuntura que o Executivo teve de governar: numa situação financeira paupérrima e sem liberdade de escolha devido aos ditames da Troika. E o certo é que conseguiu: estamos, novamente, a crescer, a dívida dá sinais de aliviar, o desemprego está, paulatinamente, a descer, o deficit baixou, etc. Obviamente que estes resultados são e serão desmentidos por muitas pessoas. Mas, como parece mais que evidente, essa negação funda-se muito mais na própria agenda política que nos números que, diariamente, são tornados públicos. Aliás, neste cenário, existe, ainda, outra forma de “cegueira”: a daqueles que durante os últimos 4 anos fizeram deste Governo a razão de todos os seus males e do Primeiro-Ministro, uma espécie de imberbe incompetente e perverso. Para estes que se afundaram num rancor e num azedume, manifestamente, mal direcionados, não há evidência que resulte. Acreditar na notória recuperação seria estilhaçar com aquilo que sustentou o seu mundo nos últimos tempos: a miragem de um PM cujo único objetivo era a nossa infelicidade.

Quanto à capacidade das forças políticas para governar o País durante a próxima legislatura, a escolha determinante terá, forçosamente, de ser feita entre a Coligação e o PS. Por um lado, temos um rol imenso de pequenos partidos sem qualquer vocação ou objetivo governamental. Alguns, no entanto, assentam em projetos que poderão fazer sentido num futuro próximo e na, evidente, alteração do sistema político que se avizinha. De seguida, aparecem as duas forças mais à esquerda: o Bloco e o PC. O voto nestes partidos ou é um voto de “clubismo” ou um voto de censura. Não são, manifestamente, partidos que queiram ou possam governar. Qualquer deles no Poder, ou governava de forma, radicalmente, oposta ao que defendem ou levava o País ao descalabro. Aliás, estou, sinceramente, convencido que, intimamente, só querem ser oposição. Por um lado, acho que nenhum dos seus apoiantes gostaria de viver num País governado segundo o que defendem. Por outro lado, o inexorável falhanço de um Governo Bloco ou PC, materializaria de forma definitiva o que, sempre, se pressentiu: a total ausência de um projeto válido para o País.

Quanto ao PS e à Coligação, a escolha depende, obviamente, daquilo em que se acredita. Se se acreditar que o Estado cria e tem dinheiro próprio, que a recuperação e o desenvolvimento dependem do investimento público, que a Segurança Social só precisa de uns retoques, que é o Governo que cria postos de trabalho, etc., a escolha parece óbvia. Só que, infelizmente, a realidade é um pouco mais cruel. Primeiro, o Estado não tem dinheiro próprio nem o cria. O dinheiro que usa, é o nosso! O Estado para gastar mais, tem de nos tirar mais. Se desejarem muitos serviços públicos e muito investimento do Estado, preparem-se para continuar a pagar uma enormidade de impostos. Ou então a voltar a ficar a dever dinheiro que, evidentemente, não temos. Depois, são as empresas que criam postos de trabalho que se vejam. Definitivamente. Não é o Estado. Quanto à Segurança Social, e tendo em conta que, presentemente, as pensões dos antigos trabalhadores são pagas com o dinheiro que os atuais trabalhadores descontam, que há uma clara imparidade entre o que se descontou e o que se recebe, que para sustentar esta situação será, sempre, preciso injetar dinheiro dos impostos, parece claro que não é com pequenos ajustes que se resolve o problema. Obviamente que pode-se, sempre, atirar para o ar a promessa de poupar mil milhões de euros. Conveniente, era conseguir explicar, decentemente, como.

No fundo, a escolha é parecida com a que teríamos de fazer se na nossa Família houvesse uma herança e tivéssemos de escolher para a gerir entre um Tio bon vivant que gosta de coisas caras e de dar umas festas e jantaradas e outro circunspecto e ponderado, se calhar, menos simpático. É muito mais agradável o primeiro, mas eu, decididamente, escolhia o segundo.

Comments

  1. Tio sem herança says:

    ” … Por um lado, acho que nenhum dos seus apoiantes (PCP e Bloco) gostaria de viver num País governado segundo o que defendem “.
    Psicanálise facciosa a esta hora ?
    Está-se mesmo a ver de onde vêm estes tios e as heranças.

  2. Antonio Santos says:

    Se calhar estes são melhores. Nem a casa sabem governar, quanto mais um país.

    PS sem dinheiro renegoceia dívida com a banca

    http://expresso.sapo.pt/politica/ps-sem-dinheiro-renegoceia-divida-com-a-banca=f920519

  3. omaudafita says:

    Só existem três escolhas este domingo:
    Votar na coligação PAF e continuar a comer do mesmo.
    Votar no PS por convicção ou por «voto útil» e correr com este governo.
    Votar em qualquer um dos restantes partidos e continuar a comer o pão que o Passos e o Portas amassaram.
    O resto é conversa da treta.

  4. Ana Moreno says:

    A primeira coisa a fazer seria uma auditoria à dívida para sabermos exactamente a origem da mesma – que foi inflacionada pelo salvamento dos bancos e que agora os cidadãos e as cidadãs têm que pagar a factura, o que continua a acontecer, é um dado certo. Segundo, a austeridade pode ser mais ou menos dirigida contra os menos abonados. Também se poderia olhar para cima, por exemplo, exactamente para as heranças, para os rendimentos chorudos… chega de fazer crer que não há nada a fazer, porque se é assim, então tanto faz quem lá está, porque é que há-de ser a coligação???

  5. Não, Não estava na bancarrota !!

    PEC IV
    Nem sou socialista, nem Psd, pois para mim são todos a mesma coisa, estão no governo, para se governarem e não para servirem o país e os seus cidadãos.
    Mas isto que comenta este senhor, não deixa de ser verdade. Tinha sido negociado o Pec IV, com a Chanceler Alemã e o Sr Sarcozy, para tentar acalmar os mercados e impedir que as taxas de juro continuassem a subir.
    Recordo-me perfeitamente que o bloco de esquerda, convocou uma moção de censura, para provocar a caída do governo, e o Sr. Passos Coelho, disse nessa mesma moção e passo a citar ” Não está na hora de irmos ao pote”
    Como eles percebem disto de irem ao pote!
    Enfim depois veio o célebre discurso do Sr. Silva, aquando da reeleição a presidente da republica, e depois de estar muito zangado, com as calúnias, segundo ele, que lhe foram ditas nomeadamente no caso BPN e corroboradas pelo Sr. Manuel Alegre, decidiu vingar-se do partido socialista, dizendo cobras e lagartos acerca de governação deste partido.
    O estranho disto tudo, é que durante os anos que se tinham passado de governação, quando questionado acerca dessa mesma governação, dizia que estava tudo bem, que o governo estava a fazer um bom trabalho e que o ministro Teixeira dos Santos era uma pessoa muito competente e muito honesto.
    Foi aí que o Sr Passos decidiu ir ao pote. e chumbar o Pec IV, até porque se veio a saber algum tempo depois, que recebeu do Sr Marco António Costa um ultimatum, que se não tomasse a iniciativa, teria que se sujeitar a eleições internas.
    O resto é o que todos sabemos, mentiras acima de mentiras, tentando disfarçar o indisfarçável.
    Primeiro que não tinha sido avisado do Pec IV, Mentiu, porque veio-se a saber que esteve reunido com o Sócrates varias horas a discutir o assunto.
    Depois que chumbava o Pec IV porque não podia haver mais austeridade, o povo não suportava mais impostos.
    Quando a chanceler e o Sarcozy ficaram muito chateados, pelo Pec ter sido chumbado, o PSD enviou um comunicado em Inglês a dizer, que chumbava o Pec IV, não porque estava contra a austeridade nele contido, mas sim porque não era suficiente, (Soubemos depois o que era ir além da tróica)
    Lembro-me que passado pouco tempo houve uma reunião, onde estavam os ministros Europeus r, e a Chanceler e o Sarcozy o votaram ao ostracismo. (Ao Passos Coelho, ainda candidato) Hoje, como podem ver são muito amigos. Tirem as vossas conclusões.
    Enfim, poderia continuar horas escrevendo acerca disto tudo, mas penso que já ficou claro, que estes indivíduos, só pensam é neles e nos partidos.
    Em Espanha, sendo os mesmos corruptos e ladrões, ao menos fizeram tudo para que a tróica não entrasse, para assim não estarem a pagar juros exorbitantes a sanguessugas, mas aqui foi precisamente ao contrário.
    E o Sr. Silva assistiu naquela altura a toda uma campanha eleitoral feita pelo Sr Passos. baseada em puras mentiras, e nunca abriu a boca para dizer que o povo estava a ser enganado, e que não havia alternativa a austeridade,
    Quando vejo estes artistas nos meios de comunicação, mudo logo de canal.
    Os meios de comunicação e comentaristas de turno, muitos a mamarem a custa disto, são os culpados de não desmascararem estes aldrabões e corruptos.
    Quando estão na oposição dizem uma coisa e quando estão no governo fazem outra. Quando estava na oposição o Psd e o Cds estavam contra a austeridade implementada pelo Ps.
    Quando o Campos e Cunha foi nomeado ministro das finanças pelo Ps e disse que haveria que apertar o cinto, todos os partidos da oposição, fizeram a algazarra que fizeram e não descansaram enquanto o homem não se demitiu.
    Agora que o PSD implementou a austeridade indo além da tróica e prejudicando e acabando com a classe média, são os outros que dizem que estão contra a austeridade.
    Lembram-se do outro que esteve na oposição uns anos no tempo do Guterres e que dizia cobras e lagartos da governação e do estado do país e quando chegou a primeiro ministro, disse que não poderia cumprir as promessas eleitorais, pois e passo a citar ” Não sabia que o país estava de tanga”
    Lembram-se quando o ministro Teixeira dos Santos disse que não havia mais dinheiro para a Madeira, pois aquilo era um poço sem fundo, a algazarra que fizeram os partidos da oposição, a começar pelo Psd. Bem como depois viemos a saber. E depois da tróica ter feito as contas e o João Jardim ter aldrabado as contas da Madeira, veio-se a saber que a Madeira estava em bancarrota e que eu saiba não houve mais nenhum partido a governar a Madeira a não ser o Psd.
    Os tempos não mudaram é vira o disco e toca o mesmo.
    Por tudo isto que explanei aqui e depois de 40 anos a serem enganados e roubados. Só posso tirar duas conclusões acerca do povo Português. Ou anda muita gente a mamar à custa da política ou são dos povos mais atrasados do mundo.
    Vejo como o Sr. Paulo Morais nos jornais, na televisão e até no parlamento lhes chama corruptos e até diz quem são eles, e tudo continua na mesma,
    E vem dizer o Sr. Silva que nos países civilizados as democracias têm partidos fortes estáveis, mas não abre a boca para dizer que nesses mesmos países civilizados, a justiça funciona e os corruptos são presos e que os políticos, estão la para trabalharem e servirem o país e aqui é precisamente ao contrário.
    Enfim sigam vendo isto dos partidos como se fossem o Porto e o Benfica e depois chorem.

  6. omaudafita says:

    Posso estar muito enganado mas acho que no domingo os pafiosos, os jornaleiros, sondageiros e comentaristas laranjas isentos vão levar um MONUMENTAL PAF!!! Daqueles à Obélix!

  7. Salazarista Salazarento says:

    Que burro que eu fui… Podia ter governado o país durante 50 anos seguido em democracia…

  8. Pedro e Paulo says:

    Para todos os que votarem em nós ou noutro partido sem ser o PS, vamos oferecer 1460 cromos com a cara de cada um de nós. Um por cada dia que vão ter que nos aturar, digo adorar.

  9. Ana A. says:

    Este post convida-nos a fazer uma reflexão sobre o que temos em cima da mesa, no dia 4:
    – uns partidos que não têm vocação para governar, e só querem mesmo é ser oposição (e como se pede uma maioria “grande e boa”, a oposição pouco pode fazer, porque é tudo aprovado);
    – um partido que tendo também vocação para governar, não sabe fazê-lo pois é perdulário;
    – uma coligação que tem tudo para ser governo: sabe governar, é honesto, poupadinho, etc. etc.
    Bem, meus caros, estou convencida! Votar na Coligação, não para 4 anos mas para os próximos 40!
    Senão, vejamos: entretanto, o mundo muda; os partidos que não têm vocação para governar, vão aprender fazendo cursos profissionais; e quem sabe se o perdulário ganha juízo e aprende com quem sabe!
    Posto isto, sugiro que se poupe dinheiro ao erário público e se congelem as eleições até 2055!

  10. Carlos Alexandre says:

    Eu passado 4 anos desde que esta mafia substituiu a outra mafia que nos governava, não compreendo como é que ainda têm a lata de andar na rua a fazer a figura triste que fazem.
    Vejamos então como eu vejo estes abutres.
    Houve uma crise mundial em 2008, que muitos reconheceram igual ou pior à crise da grande depressão nos USA. no século passado.
    O proprio Passos Coelho referiu isso no seu livro, acrescentando que o governo d´altura tinha contornado bem a crise, fazendo que não se sentisse tanto em Portugal.
    Lembro-me então de ouvir no contraditório, os comentaristas do programa dizerem que havia que fazer algo, injetar dinheiro na economia com força, evitar a todo custo que as empresas fechassem ou deslocassem, aumentar o defice como autorizou a EU, etc. etc. etc.
    Esta marioneta que apareceu, pois não passa de ser um subproduto dos Relvas, Angelos Correias e outros que tais,
    cansados de levar tanta tareia do Socrates, com todos os lideres do Psd que se apresentaram a disputar o pote, foram buscar esta ave rara, que andava perdido, a dar cursos de chacha, para aeroportos inexistentes, isto claro sem fazer os devidos descontos e esquecendo-se de fazer os respetivos pagamentos à Segurança Social, pois como todos ficamos a saber o dinheiro não lhe chegava.
    E qual foi a campanha desta ave rara? Pois que não se podia continuar com a austeridade, as vendas das empresas por truta e meia, os cortes na saude, na educação, os 300 mil que ficaram sem o fundo de desemprego, enfim circula aí um video de 10 minutos com todas as mentiras deste pinóquio.
    Ou seja o país estava numa situação delicada, as taxas de juro a subir, o Socrates lutando por todos os meios, para evitar que entrasse os abutres do FMI.
    Veio o PEC IV, já com o acordo da Merkel e do Sarcozy, para tentar aliviar o apetite das sanguessugas dos mercados internacionais,
    E o que é que faz esta mafia da oposição?
    Chumba O Pec IV com o pretexto de que o povo não pode mais com os aumentos de impostos que este comporta,
    Entretanto, a Merkel e o Sarcozy ao saberem deste chumbo e como consequência a queda do governo, ficaram furiosos com o Psd, e estes apressaram-se a emitir um comunicado em Inglês para a Merkel a dizer, que não chumbavam o tratado por causa da austeridade, mas porque ainda queriam ir mais longe na austeridade. ou seja tudo ao contrário daquilo que diziam na oposição.
    Enfim, antes 15 dias tinham dito que não tinham pressa dei ir ao pote, mas depois daquele discurso inflamado do presidente da republica, como que foi o toque de ordem para avançar para o pote, interessado-lhes pouco, que a queda do governo naquela altura, serviu para as taxas de juro começarem a subir por aí fora, custado mihões de Euros aos portugueses, ao que se seguiu mais uns milhões para a campanha politica de 2011 e que serviu para o Psd endireitar um pouco as contas, pois pelos vistos estavam quase na falência etc. etc. etc.
    Conclusão da história:
    Fizeram que a Troika entrasse no país com as consequências que todos sabemos.
    Cumpriu-se de facto aquilo que pretendiam que era ir além do Pec IV, mais, até foram além da Toika, sempre a tirar aos mais indefesos, porque das gorduras não se viu nada.
    Enfim, triste vida dos fanaticos que ainda continuam a defender estas mafias dum lado e do outro. Agora é o outro que esta na oposição que está contra a austeridade, é como diz a velha canção ” vira o disco e toca o mesmo”
    Os papalvos engolem tudo e eles vão levando a vidinha, sorrindo e cantando e alimentando as clientelas.
    Para acabar há aquele velho chavão ” que já não havia dinheiro para pagar os salários”
    Bem que eu me lembre o Teixeira dos Santos, (ministro muito competente e pessoa honesta) isto na boca do nosso presidente, disse precisamente isso, que não haveria dinheiro se chumbassem o PEC IV. coisa que veio acontecer,
    Outra nota:
    O ministro Teixeira dos Santos também disse naquela altura que não haveria mais dinheiro para a Madeira, pois aquilo era um autentico sorvedouro de dinhero, mas logo todos os partidos da posição ergueram a voz a dizer que era uma injustiça,
    Depois veio a saber-se que a Madeira também estava na falência e que eu saiba nunca houve outro partido lá a governar, que não fosse a mafia que nos governa agora,
    E quando o Jardim tornou a ganhar, a mafia regozijou-se pois o ter levado a Madeira a banca rota era motivo de todo orgulho.
    E falando nisso, a nossa ministra da justiça que disse que agora é que era, gostava de lhe perguntar como é que está o processo contra O joão Jardim, por ter ocultado as contas aquando a entrada do FMI.
    Segundo fiquei a saber na altura era um caso que dava prisão, mas até agora o povo portugues não sabe de nada.
    Enfim, agora andam aí mais uns milhões a rodar, para fazerem o circo. esses mesmos milhões que davam para resolver tanto problema de pessoas idosas, que coitadas que vivem supostamente num dos continentes mais ricos do mundo, tentam sobreviver com reformas miseraveis, com um custo de vida equivalente a paises com um salario minimo, 6 vezes maior do que essas miseras reformas,
    Enfim, haja dinheiro para esses abutres com fartura, e entretanto a investigação ao menezes para saber como é que enriqueceu e outros que tais está tudo à espera de melhores dias.

  11. Rui Moringa says:

    Faça bom proveito com a sua decisão. Reveja alguns dos dado que associou á argumentação, porque estão não conformes as fontes oficiais mesmo aquelas que a PaF dirige.
    O Salazar também nos salvou da dívida e da banca rota e no final tudo resultou num falhanço estratégico para Portugal.
    Argumento fraco o da salvação da banca rota. Aliás o dinheiro é uma convenção…
    Sou com orgulho português. Fomos longe da alienação da nossa soberania (basicamente a capacidade de tomar decisões sem os outros interferirem).
    Sou social democrata e não sou um tonto liberal que aliena tudo, adoram o sacro santo mercado.
    Pelos princípios repudio esta coligação da treta PaF que vai virar puf.
    Divirta-se seja feliz com a PaF
    Já agora deixe de a vender aos outros, não preciso muito agradecido. Tome-a toda, a coligação…

  12. Orvalho says:

    Tretas !!
    Os causadores do estado a que chegamos são o PS, o PSD e CDS. Isto é um facto inegável !
    Mas os responsáveis são os que neles votaram, sem sombra de dúvida.
    E que dizer dos que lhes continuam a fazer a campanha, como é o caso, sabendo que as políticas e as caras até são as mesmas? Não me parece que sejam ingénuos ..

  13. Nightwish says:

    “Umas eleições deveriam ser, basicamente, a escolha de quem nos vai governar nos quatro anos seguintes. ”
    Podiam ser, mas nã são, são para eleger deputados.

    “Em 2011, o País não estava à beira da bancarrota: estava na Bancarrota!”
    Situação que não se alterou com o enorme aumento da dívida e manutenção do défice feito por este governo: a dívida continua impagável com os instrumentos que o estado dispõe e extremamente vulnerável a qualquer espirro internacional.

    “Pelo que se sabe agora, a situação muito pior do que a que era pública e que serviu de base ao memorando de entendimento com a Troika, só fazia adivinhar um caminho: o segundo resgate. ”
    O rodinhas e a badocha continuam a mandar no orçamento nacional e nas “reformas” e estão muito mais à direita do que o FMI, que aprendeu umas coisas com o falhanço completo da recuperação na EU.

    “E foi nesta conjuntura que o Executivo teve de governar: ”
    Não só teve, como quis! Era a altura de mudar o país e ir ainda além da troika.

    ” Mas, como parece mais que evidente, essa negação funda-se muito mais na própria agenda política que nos números que, diariamente, são tornados públicos. ”
    Ou isso ou há quem saiba economia e que quando se pára a austeridade a economia estabiliza. Mas toda a Europa continua estagnada, como e pode ver pelas taxas de juro e pela inflação.

    “Por um lado, temos um rol imenso de pequenos partidos sem qualquer vocação ou objetivo governamental. ”
    É a sua opinião, na minha são quem tem uma visão da economia a quem os últimos 80 anos deram sempre razão, ao contrário da austeridade e reformar que nunca resultaram em lado nenhum.

    “Por um lado, acho que nenhum dos seus apoiantes gostaria de viver num País governado segundo o que defendem. ”
    Acha muito mal.

    “Se se acreditar que o Estado cria e tem dinheiro próprio, que a recuperação e o desenvolvimento dependem do investimento público, que a Segurança Social só precisa de uns retoques, que é o Governo que cria postos de trabalho, etc., a escolha parece óbvia. ”
    Só é pena o PS não defender nada disso, até porque está amarrado ao TO. E, mais uma vez, foi a única coisa que resultou em qualquer lado nos últimos 80 anos, ainda para mais contra o ZLB.

    “Se desejarem muitos serviços públicos e muito investimento do Estado, preparem-se para continuar a pagar uma enormidade de impostos. ”
    Ou então podemos pagar mais para ter pior serviço nos privados. São escolhas.

    “Obviamente que pode-se, sempre, atirar para o ar a promessa de poupar mil milhões de euros. Conveniente, era conseguir explicar, decentemente, como.”
    Já 600 milhões não precisam de explicação.

    “No fundo, a escolha é parecida com a que teríamos de fazer se na nossa Família ”
    A macroeconomia não tem um pentelho a ver com a economia familiar.

  14. Fernanda says:

    Em qual? Em qual?

  15. MJoão says:

    Deu-lhes para actos de contrição no último dia porquê?

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