É um facto político, não?

Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
É um facto político, não?


Primeiro foi Francisco Assis, que procurou congregar a ala direita do PS para evitar o acordo com os partidos à sua esquerda, terminando a jornada humilhado, num almoço com mais leitão que convivas. Agora é Maria de Belém, ladeada pelos oposicionistas da solução governativa encontrada por António Costa, que termina esta noite eleitoral reduzida a pó por uma derrota esmagadora. Podem sempre mudar-se todos para o PSD.
Um porta voz da candidata de Maria de Belém acabou de falar. Evocou, indirectamente, o caso das subvenções para justificar o mau resultado. No entanto, ao fim da primeira semana de campanha, antes do caso vir a público, já se antecipava o mau resultado que a candidata poderia vir a ter (cerca de 8%). Depois do caso das subvenções, piorou. Não só porque é mortal alguém ter-se mexido em luta pelos seus direitos, tendo ficado caladinha quando direitos de outros já tinha sido cortados, mas também porque a campanha que fez foi, desde o primeiro momento, um vazio. Vamos lá ver se o Tino não lhe passa a perna.

Sócrates acabou com elas, Passos Coelho tentou ressuscitá-las, algo que causou embaraço e alvoroço num Parlamento que vive acima das suas possibilidades, e agora é o Tribunal Constitucional, esse perigoso baluarte da extrema-esquerda, que vem repôr as subvenções vitalícias, com retroactivos, aos titulares de cargos públicos que haviam perdido este privilégio de casta. A medida, segundo o DN, terá um impacto de 10 milhões de euros nos cofres do Estado. [Read more…]

O auto-denominado ” messias ” do Partido Socialista, Francisco Assis, acusa o agora candidato presidencial António Sampaio da Nóvoa de ” messianismo “.
Ainda não vai muito longe o jantar da Bairrada, após as últimas eleições legislativas, em que o anfitrião Francisco Assis reuniu os amigos João Proença, José Junqueiro, Eurico Dias Brilhante, António Galamba, Manuel dos Santos e até Narciso Miranda para debaterem o futuro do PS e do País.
Na altura o País rapidamente percebeu que o único objectivo do repasto era criar uma solução ” messiânica ” à volta de Francisco Assis de forma a tentar fazer cair António Costa no Partido, bem como a solução governativa que estava a construir com o apoio parlamentar do BE, do PCP, Verdes e o PAN.
Aliás consta mesmo que este foi o jantar que teve muito mais ” leitão ” que convidados. Atendendo ao inequívoco insucesso da iniciativa política rapidamente o ” leitão ” deixou de fazer parte da ementa – leia-se agenda política do ” messias ” Assis – para se colocar ao lado do novo Primeiro-Ministro, António Costa.
Agora que a festa é outra – leia-se eleições presidenciais – estará Francisco Assis a pensar organizar um novo jantar na Bairrada agora de apoio a Maria de Belém?
Uma candidatura a Presidente em cima de uma candidatura a Primeiro-Ministro. Ora, são os dois iguais, mas há um mais igual que outro.
Marcelo Rebelo de Sousa está a ter uma pré-campanha difícil, o que é natural, porque está afastado do debate político há muito tempo, tendo-se limitado, no últimos anos, a desempenhar papéis em revistas à portuguesa, acolitado por compères compreensivos. Hoje, foi, mais uma vez, desmentido, depois de, no debate com Maria de Belém, ter citado o deputado comunista João Ferreira, que, na sua página de facebook, explica:
No debate com Maria de Belém, ontem na RTP1, disse Marcelo Rebelo de Sousa: “como disse o deputado comunista João Ferreira, Maria de Belém é ziguezagueante, tem duas caras, faz um discurso à esquerda enquanto procura charmar à direita”. Presumindo que o candidato se referia a este que vos escreve, já que outro João Ferreira deputado do PCP não conheço, cumpre-me humildemente advertir que:
1. Não disse nem o que está acima nem rigorosamente mais nada, publicamente e até à data, sobre a citada candidata;
2. Se o tivesse feito, se alguma coisa tivesse dito publicamente sobre Maria de Belém, certamente não seria que ela “faz um discurso à esquerda”, optaria antes por destacar e criticar aspectos reais do seu posicionamento político.
3. Juro que não sei o que é “charmar”, pelo que dificilmente usaria essa palavra para dizer o que quer que fosse;
4. Não sendo propriamente novidade, mais uma vez se confirma que o candidato do PSD e do CDS alia à sua conhecida (e reconhecida pelos pares) qualidade de cata-vento uma notável capacidade de invenção ou uma delirante imaginação. Ou ambas, melhor dizendo.

Não tenho acompanhado os debates presidenciais. O entusiasmo que me colou à TV por altura de todos os debates televisivos que colocaram frente-a-frente os líderes dos partidos em disputa pela vitória nas Legislativas é agora substituído pelo tédio de assistir a uma campanha para uma presidência da República na qual um candidato, Marcelo Rebelo de Sousa, leva uma vantagem absolutamente desigual sobre todos os seus opositores e, como se tal não bastasse, ainda é levado ao colo pela imprensa. Não admira que já se autoproclame sucessor de Cavaco Silva. [Read more…]

Só para relembrar, que isso já foi há uns anos, quem é que lhe pagou mesmo o Mestrado?

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
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