Ao cuidado dos camaradas do PSD


psd

Faz ou não faz sentido, perante os valores da social-democracia, que aqueles que têm rendimentos mais elevados, tenham de ter, em cima de todos os impostos que já pagam, nomeadamente do IRS, uma taxa de solidariedade adicional? Eu acho que faz sentido. Como faz sentido aqueles, que tinham activos imobiliários acima e um milhão de euros, que têm uma tributação agravada por causa disso. É ou não é um bom princípio social-democrata, de dizer a todos os portugueses, que podemos isentar, ou podemos aliviar, o esforço que poderia ser pedido àqueles que têm menos, pedindo um contributo adicional àqueles que têm mais? Eu orgulho-me disso.

Pedro Passos Coelho, num longínquo comício em 2014.

Imagem e video confiscados à Geringonça

Comments

  1. Ricardo Almeida says:

    E pronto, resume-se a isto. 500 mil €. Aparentemente meio milhão de euros (que é muito dinheiro entenda-se, mas há que meter a situação em contexto), é o que separa “Justiça Social” made in Massamá, de uma suposta criminalização da “classe média”, a julgar pelos gritos de horror que se ouvem ali para os lados da Rua de S. Caetano.
    Será que, se o patamar inicial imposto pelo PSD fosse de 2 milhões de € e agora a esquerda o baixasse para metade, tal e qual como pretende fazer neste momento, estaríamos ainda a assistir a esta procissão de arautos da desgraça?

    • Penso que sim. Eles tendem a apostar todas as fichas na falta de memória dos portugueses.

      • José Peralta says:

        Se tendem a apostar, é´mais uma prova da estupidez desses pedregulhos ! Há sempre, felizmente, “uma alma caridosa” que se dá ao trabalho de pesquisar na Net, para avivar-lhes a “memória”…

        No vídeo, um grande e unânime aplauso ao “presidente do politburo”, o “camarada” aldrabão coelho !

        Agora… berram que nem vitelos desmamados, contra a proposta da Mariana Mortágua !

  2. Nascimento says:

    Muita bem sacado eheheheh

Trackbacks

  1. […] do sucesso que foram as declarações do camarada Passos, recuperadas pelo totalitário Luís Vargas, recordemos o camarada Núncio, imortalizado por lutas […]

  2. […] Estamos no longínquo ano de 2005. Luís Marques Mendes é presidente do PSD e Pedro Passos Coelho seu vice. No Parlamento, o camarada Paulo Rangel dá a cara por uma proposta controversa que conseguiu a proeza de unir CDS-PP e PCP num coro de críticas. Tratava-se do levantamento total do sigilo bancário, proposta incomparavelmente mais radical do que aquela que foi recentemente vetada por Marcelo Rebelo de Sousa e que levou o deputado Leitão Amaro, num tom de convite ao pânico, a falar numa “verdadeira radicalização em curso deste governo das esquerdas“. Pobre Leitão Amaro, rodeado de estalinistas com pele de cordeiro, numa bancada onde ainda pontificam tantos daqueles que subscreveram esta proposta, entre eles o seu querido líder e secretário-geral do comité central do PSD, o camarada Passos Coelho. […]

  3. […] A forma como o (hipotético) novo imposto sobre o património é colocado é, também ela, uma canalhice deliberada, na medida em que dá eco à forma como a direita radical, através dos seus tropas e canais de propaganda, procurou transformar um imposto orientado para uma parcela ínfima da sociedade, a mais abastada, num ataque à classe média. A forma como se reduz uma questão desta importância a um imbecil “sim, se tu tens coisas tens que pagar. Tu não podes ter coisas e eu não, isso não é justo. Nós temos é que ficar os dois sem nada, entendes camarada?” é reveladora da ausência de seriedade na mensagem da JSD. Reveladora da ausência de escrúpulos de quem não hesita em manipular tudo e todos em nome do partido. Reveladora da falta de respeito pelos portugueses, que procuram iludir com um discurso infantil, estupidificante e incongruente, ao mesmo tempo que apostam todas as fichas na falta de memória colectiva, omitindo que ninguém empobreceu tanto o país, ninguém o tornou mais desigual do que o anterior governo. Omitindo que o anterior governo defendeu, num passado não muito distante, uma medida muito semelhante. […]

  4. […] para o Banif, do aumento dos impostos sobre o consumo, do levantamento do sigilo bancário ou da taxação do património. É certo que a malta precisa de se rir, mas isto começa a ser constrangedor e Portugal precisa […]

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