Então? Hoje os juros da dívida portuguesa não foram notícia?


Não houve extensas análises, gráficos, opiniões e reopiniões. Nada de destaques de primeira página, nem abertura de telejornais. Apenas uns simples artigos, com o destaque de uma qualquer corriqueirice.

O Tesouro português colocou esta quarta-feira 1.250 milhões de euros com juros negativos recorde

Conseguiu arrecadar 1.000 milhões de euros em bilhetes do Tesouro a 12 meses, tendo registado um juro médio de -0,112%, abaixo do juro de -0,047% que havia observado há dois meses numa operação semelhante. E obteve ainda 250 milhões de euros em títulos a seis meses, com a taxa a situar-se nos -0,158%, que compara com os -0,091% do último leilão. [jornal ECO, 15/3/2017, Alberto Teixeira]

Onde andam as camilorencíces e as insurgências? O que é feito das jotas dos cartazes do feicebuque? Onde pára o diabo?

Para os analistas, esta situação reflecte-se num conjugação de factores que, entre outras coisas, têm ver com a taxa de depósitos do Banco Central Europeu (BCE) em -0,4%, que leva os bancos a procurarem outras soluções menos onerosas para ter o seu dinheiro em aplicações com bastante liquidez, e também com as perspectivas da inflação, que provoca uma revisão em alta dos preços dos activos de mais longo prazo. [jornal ECO, 15/3/2017, Alberto Teixeira]

Quem estiver de boa fé sabe perfeitamente que juros favoráveis ou desfavoráveis dependem muito pouco do contexto nacional. Esse não é o caso dos que aproveitam essas situações para tirar conclusões sobre a política nacional, sublinhando ou ignorando os números, conforme a conveniência política. Vamos observando e registando.

Comments

  1. Fantasma da Troika says:

    Então e hoje não são objecto de post neste blog?

    http://observador.pt/2017/03/16/novos-benchmarks-levam-juros-a-10-anos-para-43/

Trackbacks

  1. […] Pois é, Jorge. A emissão de dívida de curto prazo com juros negativos recorde não foi merecedora de grandes manchetes, o que é de estranhar visto vivermos num país onde a imprensa, toda ela e sem excepção, se encontra ao serviço da máquina soviética da Geringonça. O mais certo é nem ter havido emissão de dívida nenhuma. Se houve, com certeza que terá sido a habitual catástrofe, com juros altíssimos e perigo de resgate ao virar da esquina. […]

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