Misoginia é censurável, mas misandria já pode ser?

As mulheres lutaram e ainda lutam, bem, por direitos iguais. Na igualdade de direitos e deveres, convém não esquecer, estão incluídos os de maternidade e paternidade. Sem prejuízo de resolver nos Tribunais eventuais casos de violência ou outros, quem se sentir lesado deve recorrer à Justiça, parece-me óbvio que o princípio de custódia partilhada entre pai e mãe deve prevalecer na maioria dos casos, em lugar da tradicional decisão de atribuir à mãe a guarda dos filhos, apenas porque sim, porque é hábito, porque a mulher tem mais jeito, é mais capaz…
Igualdade não é, nem pode ser, privilegiar um género é detrimento do outro. Totalmente favorável à petição que visa alcançar igualdade nos direitos parentais.

ANA e José Luís Arnaut: a arte da privatização e a gestão privada de excelência

Fotografia via Diário de Notícias

Dezembro de 2012. Em pleno Inverno Austero de Pedro Passos Coelho, o herói contemporâneo da direita que exilou a social-democracia numa gaveta, a agenda neoliberal em funções avançava, triunfante, e dava início a uma das maiores épocas de saldos de sempre, ou, nas palavras do próprio, ao processo de “alienar participações como quem vende os anéis para ir buscar dinheiro“. E enquanto os portugueses enchiam o bucho de bacalhau e bolo-rei, já com os olhos postos na festança do final do ano, o ministro Marques Guedes anunciava a venda da ANA – Aeroportos de Portugal aos franceses da Vinci. [Read more…]

O roubo continua…

Podem vender Portugal como paraíso turístico, associar-lhe moda e até um certo glamour, promover os seus encantos e tradições, o país tem múltiplos encantos que farão a delícia dos turistas, mas aos nacionais está reservado um verdadeiro inferno.
Os rendimentos de quem trabalha são divididos com o Estado, que se comporta como proxeneta ficando com metade do rendimento alheio. Quando abastecemos combustíveis seja para trabalho ou lazer, aproximadamente dois terços do valor da factura são impostos. Em 2016 perante a baixa de receitas provocada pela baixa do preço do crude nos mercados, o governo resolveu criar uma sobretaxa adicional, para que o Estado não perdesse receitas. Em 2018 com a subida, faz tábua rasa da promessa, ficamos já a perceber o quanto vale a palavra destes aldrabões, quem quiser enfie a cabeça tipo avestruz ou siga em manada, mas a verdade é que não têm palavra. Mas pior, a muleta BE e sua líder Catarina que suporta a geringonça, após tanto berrar contra Centeno e sua política económica, na hora da verdade, meteu a viola no saco e cedeu à chantagem. Não pense o estimado leitor que dou o mínimo de crédito à oposição, porque não o merecem, se algo já me habituei foi que prometem quando estão de fora e assim que chegam ao poder arranjam mil desculpas para não cumprir, isto quando não aumentam impostos ao arrepio de tudo o que anteriormente prometeram. [Read more…]

João Semedo

joao_semedo[Alexandre Carneiro]

Morreu João Semedo, alguém que eu conhecia de alguns encontros, mas que me lembro 3 ocasiões muito distintas.
A primeira foi na IX Convenção BE, onde no meio do stress e do afamado nervosismo de uma convenção, existia uma alma sorridente e que dava hi5’s nos corredores. Eu pensava como é que alguém que devia ser o mais tenso, era o mais relaxado.
A segunda foi num debate onde ele contou a historia do telefonema que o José Seguro lhe fizera, a pedir para encontrar com ele. Onde nos partilhou que “quando nós telefonamos a pedir convergência ele não atendia, agora que queria parecer mais a esquerda e estava em eleições, mandei-lhe dar uma volta”. Ri-me, mas percebi como as alianças e/ou interesses funcionam na política.
A terceira foi na festa de encerramento da campanha para as legislativas de 2015. Quando falei com ele, apenas tive uma franzir da sobrancelha e um levantar de ombros. Descobri que a voz tinha lhe falhado.
Foi uma pessoa que eu conhecia superficialmente, mas por quem tenho uma admiração na forma como ele fazia política.
Tivemos sorte em o ter, e espero que o projeto dele e do António Arnault para o Serviço Nacional de Saúde, não seja esquecido.

Obrigado, João Semedo

O João Semedo era, para mim, um farol e uma inspiração. Um dos poucos que, nesse charco de mediocridade em que se transformou a política portuguesa, mantinha acesa a minha esperança de um futuro melhor. Lutou contra o fascismo, foi preso pelo fascismo, lutou pelo Estado Social e terminou os seus dias a lutar por mais e melhor SNS e pelo direito à escolha de morrer com dignidade. Lutou por quem precisava, apesar de não precisar. Sim, João Semedo não precisava da política. João Semedo era um excelente médico, com provas dadas, mas cedo abdicou do conforto do seu estatuto para se dedicar às suas causas e convicções. Foi um parlamentar de excelência, como poucos se podem orgulhar, e combateu com elevação, sem nunca perder a objectividade, sem nunca se vergar, sem nunca se render. [Read more…]

Lembrem-se quando forem votar

“Foi pirateado. Isso só demonstra que há necessidade de haver controlo na Internet” A. Marinho e Pinto.

O advogado parece não saber que há uma lei geral em vigor.

Neste caso concreto, deixou o caderno de notas aberto no jardim da cidade e houve que lá fosse deixar escrito quanto apreço nutre por este sujeito. É a vida.

Daí até extrapolar para a necessidade de “controlar” vai um grande passo. Podia ter referido que quem fez isto, que não foi a “Internet” nem a generalidade de quem a usa, agiu mal. Podia ter aproveitado até para apelar à elevação. Mas não. Sacou do tiquezinho de pequeno ditador, até como explicação lateral para o seu voto que nada teve a ver com isto, e decretou que é preciso controlar a Internet. A seguir, controlam-se os muros, os jornais e o melhor mesmo é fechar as tipografias, não se vá dar o caso de alguém se lembrar de imprimir panfletos.

“A Internet está ocupada por hordas de mujiques e enquadrados por legiões de técnofilos.” A. Marinho e Pinto

Eis a elevação do político, e bem informado, como se percebe.

“O que digo a essas pessoas é que as minhas convicções políticas nunca estiveram em leilão político, nem estarão seja qual for o número de votos que possa ter.” A. Marinho e Pinto

Duvido que este acto de gozo com a nabice do eurodeputado fosse alguma tentativa de o levar a vender o voto. Por outro lado, mais parece ter sido a expressão, mesmo que rude, daqueles que o político não quis ouvir. Sim, este foi um dos representantes dos portugueses junto do Parlamento Europeu que tomaram posição sem se dignar ouvir os seus representados. O próprio Marinho e Pinto o afirmou: não leu nem ia ler os argumentos daqueles que se opuseram à polémica lei entretanto chumbada.

Quanto ao tweet inicial do Viagra, o que há mais são boots a explorar vulnerabilidades como esta. Foi a falta de uso dessa conta por parte do seu dono e da subsequente mediatização do caso que lhe inundou o sítio. Mas se o ego ficar mais elevado por se achar vítima de perseguição, siga então.

Não é preciso leiloar o seu voto, senhor eurodeputado. Basta que se tivesse informado para votar de forma esclarecida.

Mas é bom que se fale de votos. Esta gente não surge do nada. Lembrem-se disto quando forem votar mas próximas europeias.

Deus nos proteja da violência da extrema-esquerda

 

Lembram-se daquela vez em que a PJ organizou uma megaoperação e deteve dezenas de motociclistas violentos de extrema-esquerda, acusados de associação criminosa, tentativa de homicídio, roubo, ofensa à integridade física e tráfico de droga?

Claro que não lembram, porque isso nunca aconteceu. Porque, neste país, a verdadeira esquerda só é violenta ou potencialmente perigosa nos folhetins de propaganda da direita dita moderada, que volta e meia gosta de romantizar Mários Machados na Fox News cá do sítio.

A CP e o colapso programado da linha do Douro

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Carlos Almendra Barca Dalva


Uma nota prévia:
a CP deixou de alugar comboios charter às empresas de turismo e excursões no Douro há vários anos. Razão? – não há comboios disponíveis. Há vários anos.

Outra nota prévia: em 2015, e apesar das condições de exploração sofríveis e da vetustez dos comboios disponíveis, as receitas dos bilhetes cobriram as despesas operacionais na linha do Douro. É um caso raro na Europa ter uma linha de cariz regional a pagar a sua própria operação com as receitas. É mesmo o único caso em Portugal.
Explicando melhor: a linha do Douro é única via férrea que “não dá prejuízo”. A linha de Cascais dá prejuízo, a linha de Sintra dá muito prejuízo, só para termos uma ideia do que estamos falar. A linha do Douro cobriu as despesas operacionais num ano em que a CP já não alugava comboios, num ano em que a CP abdicou de transportar 180.000 passageiros em comboios charter. Teria sido uma média de +500 passageiros/dia a um valor nunca inferior a 10 euros/pessoa.

Basta pedir os números à CP.

Mas vamos à situação actual. 
A linha do Douro tem, desde há muitos anos, cinco comboios diários em cada sentido no entre a Régua e o seu terminus, a estação do Pocinho.
Um grupo de amigos pretendia organizar uma viagem no Douro em Agosto. Feita a pesquisa no site da CP, o grupo verifica que, dos actuais 5 comboios, a partir de 5 de Agosto passariam a ser apenas 3. Portanto, um decréscimo de 40% na oferta de comboios, e isto em plena época alta, a mesma época alta em que a GNR é amiúde chamada às estações do Pinhão e Régua para serenar os ânimos dos “clientes” que não conseguem encontrar lugar nos comboios.

Época alta, corte de 40% nos lugares a partir de 5 de Agosto.
No país “melhor destino turístico”. No Douro, “Património da Humanidade”

Mas tudo isto é premeditado.
Se não, atente-se na correspondência trocada com a empresa. O email de resposta, recebido a 12 de Julho, contém um texto que diz que “existiu actualização de horários a partir de 05 de Agosto”. Ora bem, meus senhores, faltam 3 semanas para as alterações!
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É também digno de embaraço o facto de os horários serem alterados no pico do Verão. Não há memória de tal. Será porque as pessoas estão de férias, as empresas estão encerradas, os políticos estão de férias e, como é Verão, ninguém repara?
O problema, meus senhores, é que no Douro repara-se, e muito.

A amigos meus, a CP assegura que o facto de desaparecerem 2 de 5 comboios em cada sentido no Douro e a partir de 5 de Agosto se deve a um “erro de pesquisa”. Então, o email-modelo recebido, já a contar com esse “erro”, é o quê, meus senhores?
Mentir é feio.
Para contextualizar, é de recordar que a linha do Douro padece da falta de comboios há muitos anos. Há mais de 10, há mais de 15, talvez 20.
É, pois, escusado, andarem a empurrar o problema com a barriga.

Politicamente correcto, os talibãs do sec. XXI…

Agora que se aproxima o fim do mundial da Rússia, decidiu a FIFA ceder à insidiosa agenda do politicamente correcto e proibir grandes planos de miúdas giras. Muito provavelmente agora só teremos direito a ver nas transmissões gajos de copo na mão e claques de apoio mais ou menos carnavalescas.
A FIFA vai por mau caminho, se quer promover o respeito pelas mulheres poderia começar por obrigar a que todas as federações filiadas permitam a entrada de mulheres nos estádios e promovam a prática de futebol feminino sem uso obrigatório de véu ou burka… Quanto a questões de género, que filmem tudo e cada um coma o que gosta. Já não há mais paciência para proibições, restrições ou recomendações desta gente…

Trump pairando sobre os céus de Londres

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Ao contrário do que muita gente por aqui acha, Trump não é propriamente destituído de inteligência prática e sabe exactamente onde quer chegar.

Trump quer redesenhar a política mundial, nem mais nem menos, e pô-la ao serviço da “America great again” e das grandes corporações privadas, fazendo tábua rasa de organizações humanitárias e/ou garantísticas, género ONU ou UNESCO, e blocos transnacionais como a CE, as quais, na sua concepção, só atrapalham.

A recente cimeira da NATO mostra que Trump pode facilmente ameaçar torpedear uma organização que, além das questões estratégicas, não sirva os interesses da indústria americana e o seu ascendente geoestratégico, neste caso a do armamento.

O mesmo se passa hoje, na visita a Inglaterra. [Read more…]

Sexta-feira, 13

Tomorrow is another day.

— Peter Sagan

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Efectivamente. Ainda por cima, sendo sábado, não teremos o nosso querido Diário da República.

***

Melania Trump totalmente recuperada

A Primeira Dama dos Estados Unidos parece estar totalmente recuperada dos problemas de saúde que a afectaram recentemente, a avaliar pelas imagens que se seguem. Quanto à dignidade das instituições europeias, já o assunto parece ser um pouco mais periclitante. Parece ser nestes termos, e nestes preparos, que se decide o destino da Europa e dos seus povos.

Braga, a cidade do Medo e do Respeitinho

Autarca que foi da “terceira cidade do país”, Mesquita Machado foi ontem condenado a “a três anos de prisão, com pena suspensa, no processo relacionado com a expropriação do quarteirão das Convertidas”.

Como anuncia a condenação os jornais locais?

O jornal da diocese, o Diário do Minho, publica um texto da agência Lusa. Apesar de este jornal estar sediado em Braga, por respeitinho, vai buscar um texto sobre um tema brácaro a Lisboa. É compreensível. O arcebispo e empresário da fé, jorge ortiga, não gosta de alimentar polémicas, um pouco à semelhança do cordato e consensual Cristo.

O Correio do Minho, jornal ex-propriedade da Câmara Municipal, transformado que está num republicatório de boletins camarários e empresariais, não tem uma única linha sobre a sentença aplicada a Mesquita Machado.
O seu director, Paulo Monteiro, ou tem graves problemas de memória ou, digo eu, entende que os bracarenses são estúpidos. Alguns são mas são a minoria.

 

A traição não mete férias

Os professores, de modo tranquilo e inteligente, têm conseguido levar a cabo uma greve histórica. Hoje, ministério e sindicatos sentaram-se à mesa para alegadamente negociar. De acordo com declarações de representantes dos sindicatos, o ministério terá manifestado abertura para negociar o tempo de serviço, o que foi visto como um avanço, quando, na realidade, é uma simulação.

Para além de um moderado e/ou aparente regozijo, o resultado desta alegada negociação consiste na criação de uma comissão que irá analisar o real impacto financeiro da recuperação integral do tempo de serviço dos professores. Todas as contas deverão ser feitas, como é evidente, mas há várias razões para não perceber qual é a utilidade da dita comissão.

(Na realidade, sabe-se que uma das melhores maneiras de não resolver um problema ou de fugir de um problema é criar uma comissão. É essa a utilidade da comissão.)

Em primeiro lugar, António Costa, na sua qualidade de primeiro-ministro e não como membro de uma tertúlia de copos, disse que as reivindicações dos professores custariam 600 milhões de euros. Em que se baseou Costa? Se a dita comissão desmentir o primeiro-ministro, o que acontecerá?

No âmbito de uma negociação acerca da recuperação do tempo de serviço, que sentido faz criar uma comissão para saber qual o valor em causa?

Mais: se os sindicatos participaram numa reunião para discutir o tempo e o modo de recuperação do tempo de serviço, por que razão integram um grupo de trabalho que não se dedica a esse assunto?

Entretanto, a greve convocada pelos sindicatos desta plataforma terminará no dia 13 de Julho e poderá ser retomada em Setembro, quando o trunfo da greve às avaliações já não existir. A luta, pelos vistos, vai de férias, irá mesmo a banhos, depois de nada se ter conseguido, porque, diante da magnitude da greve, é nada a possibilidade de o ministério ponderar a recuperação do tempo de serviço, o anúncio de uma comissão sobre a importância dos gambozinos e a promessa de retoma da luta sob a forma de folclore.

Muitos dos professores que estiveram a participar na greve às avaliações sentir-se-ão traídos. Do ministério nada havia a esperar, já se sabe. Quem traiu?

Más notícias para a Internet, novamente

Os conservadores norte-americanos têm engolido muitos sapos vindos de Trump, tal como sucedeu no caso do envolvimento deste com uma prostituta, situação que normalmente, faria disparar a hipocrisia moralista desse grupo de políticos e eleitores.

Uma possibilidade para estarem a fechar de olhos tem sido a possibilidade de Trump vir a nomear um juiz claramente conservador para o Supremo Tribunal, assim deslocando o fiel da balança para os republicanos. Até agora havia 2 juízes democratas e 3 republicanos, tendo um destes, Anthony Kennedy, algumas vezes votado com os republicanos e outras vezes com os democratas.

E essa nomeação acabou por acontecer. Com a reforma de Kennedy e com a nomeação de Brett Kavanaugh, o lado republicano passará a contar com decisões deste tribunal que lhe sejam mais favoráveis. Ter engolido sapos até à indigestão irá compensar para os conservadores.

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A Descentralização, as “coisas importantes” e o “pessoal da limpeza”, segundo um dirigente nacional do Partido Socialista

O escasso – e bizarro – pensamento sociológico e político de Eduardo Vítor Rodrigues, dirigente nacional do Partido Socialista, professor da Universidade do Porto e presidente da Câmara de Gaia, sobre o processo de descentralização do Estado, a transferência de competências para as autarquias e a dignidade das classes sociais mais desfavorecidas:

Da Palestina

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Hoje comprei uma caixa de tâmaras maduras da Palestina.
Custou-me quatro vezes mais que as caixas de tâmaras maduras oriundas da mesma área geográfica.
Porque será?

A retórica do IP3

[Santana Castilho*]

António Costa disse, no lançamento da empreitada de requalificação do troço entre Penacova e Lagoa Azul, que ao fazer obra no IP3 “estamos a decidir não fazer evoluções nas carreiras ou vencimentos”. Deixou, assim, bem claro que o dinheiro para as estradas origina a falta de dinheiro para as carreiras e salários e que o não reconhecimento de todo o tempo de serviço prestado pelos professores não é uma questão de dinheiro mas, outrossim, uma questão de prioridades.

A adesão inicial dos professores de esquerda ao vazio do programa político do PS para a Educação ficou a dever-se às chagas que o “ajustamento” deixou e à habilidade de António Costa para se entender com o PCP e com o BE. Agora que esse entendimento abana (se não acabou já), António Costa reduziu o PS ao que sempre foram os figurões incompetentes que propôs para a educação. O significado político da retórica pelintra do IP3 ilustrou-o bem. Dizendo o que disse, António Costa deixou implícito que a negociação que hoje vai recomeçar não pode ser mais que a repetição da coreografia do costume, para tentar desmobilizar uma greve que dura há cinco semanas, com uma eficácia que surpreendeu. [Read more…]

Pelos vistos, Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da CM de Gaia, acha que se quiser pode escrever no Aventar. Não pode.

Disse quem lá esteve, e pelos vistos terá mesmo sido gravado, que durante o julgamento de Eduardo Vítor Rodrigues por difamação, o autarca de Gaia terá referido que, caso quisesse, poderia escrever no Aventar. Não sei se o militante do PS terá confundido o Aventar com o Acção Socialista, mas este blogue, portuguesmente falando, não é o Largo do Rato nem a casa da mãe Joana.

Tais declarações, que não passam de fake news com um toque nada subtil de fanfarronice, são um completo disparate. Eduardo Vítor Rodrigues NÃO pode escrever no Aventar. Não pode e não lhe adianta nada querer. E não pode por uma razão muito simples e concreta: porque eu não quero, e o meu querer, ao contrário do querer do autarca de Gaia, tem impacto directo na gestão do Aventar. [Read more…]

A CP sem comboios

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[maquinistas.org]

Em altura de greves é frequente vermos repórteres televisivos de microfone em punho a disparar perguntas frenéticas às pessoas directamente lesadas cuja resposta, sendo tão óbvia, torna o motivo da reportagem burlesco, não pretendendo defender utentes mas sim atacar quem de facto exerce um direito.
É vê-los nas urgências dos hospitais: “então, a greve dos médicos causou-lhe muito transtorno? e agora quando terá nova consulta?”…ou na estação do Cacém: “a que horas vai chegar ao emprego? esta greve traz-lhe muitas dificuldades”… como se as greves tivessem sentido prático se os efeitos não se fizessem sentir.

No último mês foram suprimidos na CP centenas de comboios não por efeitos de greves mas por falta de material circulante, por avaria, falta de mão de obra na EMEF, falta de investimento. Chegamos ao cúmulo do serviço ferroviário ser substituído por camionetas na Linha do Oeste, no Algarve, no Minho, no Alentejo, no Vouga, comboios que deviam ser feitos com Pendulares substituídos por material a cair de maduro sem que isso se reflicta no preço do bilhete, encerram-se troços por não haver comboios a circular como aconteceu na semana passada entre Caldas da Rainha e Coimbra na Linha do Oeste. Milhares de passageiros prejudicados.
Custos acrescidos com o aluguer de camionetas.
Perda de imagem e valor sem que se questionem os responsáveis.

Senhores jornalistas, considerando que o senhor Presidente da CP numa greve em Junho alegou prejuízos de 1,3 milhões de euros , que tal perguntarem-lhe quanto é que a CP já perdeu neste processo de degradação programada ?

A novela Bruno Carvalho acabou, as crianças tailandesas felizmente saíram da gruta, o Benfica ainda não começou a jogar , os incêndios tardam , o Pontal ainda vem longe.
Vamos entrar na silly season com os motivos de reportagem a escassear.

Senhores jornalistas, porque não ir por esse país fora, pelas estações ferroviárias do Algarve ao Minho fazer aquela pergunta sacramental que tanto gostam de fazer em alturas de greve :

“então, a falta de comboios está a causar-lhe muito transtorno???”

Estabilidade, responsabilidade e sentido de Estado: a lição de Paulo Portas, cinco anos depois

Na passada Segunda-feira, dia 2 de Julho, assinalaram-se cinco anos desde que Paulo Portas anunciou a sua famosa e irrevogável demissão, que como sabemos durou até que Passos Coelho aceitou ceder mais poder a Portas e ao CDS-PP, entregando-lhe um novo ministério e fazendo dele vice-primeiro-ministro.

Poderia alongar-me sobre o oportunismo desta decisão, que, bem vistas as coisas, nos foi apresentada como uma divergência insanável, gerada pela substituição de Vítor Gaspar por Maria Luís Albuquerque, na sequência da demissão do primeiro, mas que na verdade não passou de um assalto ao poder. [Read more…]

Stanley Kubrick dá inesperada explicação para o final de “2001: Odisseia no Espaço”

Via Esquire:

Quando foi originalmente lançado em 1968, o público não fazia ideia do que pensar de “2001: Odisseia no Espaço”. Com efeito, 250 críticos de cinema saíram da estreia, em Nova York, literalmente perguntando em voz alta: “Que porcaria é esta?”

Ao ver este filme pela primeira vez, era eu adolescente nessa altura, senti a falta das estrondosas explosões de Galáctica e de Star Wars. E, também eu, achei que aquele final seria um delírio psicotrópico induzido por algum LSD espaço-temporal.

Eu tentei evitar fazer isto desde que o filme estreou. Quando se verbalizam as ideias, elas parecem tolas, enquanto que, se dramatizadas, sentimos-las, mas vou tentar.

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Acordo Ortográfico de 1990: parar de fazer

Vendo bem, não há muito para contar.

— Ana Cristina Leonardo, “O Centro do Mundo

***

Os meus agradecimentos ao muito atento e excelente leitor do costume.

Efectivamente.

***

O próximo secretário-geral do PS

Os “não pagamos” são soldadinhos de chumbo.

Esplendor na relva

Imagem: internet

A edição em papel do Jornal de Notícias do dia 29 de Junho de 2018 deu nota de que a Câmara de Gaia “foi alvo de buscas” por parte da Polícia Judiciária, estando em causa suspeitas de alegados crimes relacionados com o financiamento dos relvados sintéticos dos estádios de Canelas e de Pedroso, ambos situados em Vila Nova de Gaia. Segundo o Jornal de Notícias e fonte do executivo municipal por ele citada, no centro da questão estarão “dois contratos celebrados pela Gaianima – entretanto extinta – com a empresa Ambigold”.

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A conferência de Obama e a comédia cívica

O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu uma Conferência no Porto sobre o Ambiente e as Alterações Climáticas. O Diário de Notícias decidiu ir escutar a opinião de alguns convidados ilustres, entre os quais escolheu, vá lá saber-se porquê, o presidente da Câmara de Gaia. Eis o que Vítor Rodrigues disse ao DN:

“Estamos a falar daquele que, pelo menos para mim, é provavelmente a pessoa mais inspiradora na política mundial. E portanto a mensagem quer de reforço da democracia quer de combate às alterações climáticas é uma mensagem absolutamente estruturada e, sobretudo, o que não é normal nos políticos – e ainda mais quando saem das funções – é uma mensagem coerente com aquilo que ele próprio fez.

Quem afirma isto é a mesma pessoa que anda a processar criminalmente ambientalistas.

Um palerma narcisista

A última de Trump é ele pretender que o Twitter apague as contas dos jornais The New York Times e The Washington Post.

Este exercício de estupidez vem na sequência de o Twitter estar, por fim, a apagar milhões de contas falsas (mais de 70 milhões em 2 meses) , muitas delas geridas por bots (abreviatura para robots, correspondendo a programas informáticos que, neste caso, republicam os seus tweets e simulam a interacção entre utilizadores).

O argumento do palerma que presidente aos EUA é que estes dois jornais são fontes de notícias falsas (fake news). Na verdade, ele próprio é uma fonte de fake news, quando por exemplo, segundo a Vox, em Fevereiro afirmou que nunca disse que não existiu interferência russa nas eleições americanas, apesar de o ter afirmado publicamente diversas vezes. Ele próprio, segundo a sua argumentação, devia-se submeter ao cancelamento que preconiza para os outros.

O narcisismo da figura vai ao ponto de ter um passado de interacções com os bots agora a serem apagados pelo Twitter, por exemplo agradecendo-lhes por terem reencaminhado bostas que tweetou.

Post baseado num artigo da Vox, o qual contém links para o que aqui é afirmado.

Quando li o título, até pensei que fosse sobre o financiamento partidário

PSD quer transparência sobre donativos

Afinal, é só chicana política quanto aos donativos para os incêndios do Verão passado. Não me interpretem mal, tenho o maior interesse em termos os autarcas a prestar contas, agora ainda mais, face ao regabofe que aí vem. Mas boa ideia, até para dar o exemplo, seria primeiro começarem pela própria casa, em vez de virem para a comunicação social fazerem o número.

Ao que o PÚBLICO apurou, a operação, que recebeu o nome de Tutti-Frutti, centra-se sobretudo num conjunto de suspeitos ligados ao PSD desde os tempos da JSD. Este grupo terá escolhido pessoas da sua confiança para integrarem as listas candidatas às eleições autárquicas de Outubro passado em vários municípios, tendo entrado em negociações com responsáveis do Partido Socialista sobre a composição dos órgãos municipais eleitos. E conseguiram que empresas suas ou as pessoas da sua confiança vendessem serviços a estas autarquias, através de avenças mas também por via da adjudicação de contratos públicos. [Público, 27/06/2018]

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Autarca de Gaia leva ambientalista a julgamento

 

São inúmeros, a avaliar pela Comunicação Social, os Processos Judiciais em que está envolvido Eduardo Vítor Rodrigues, o autarca de Gaia, presidente da Área Metropolitana do Porto e dirigente do Partido Socialista. Esta verdadeira disfuncionalidade cívica, institucional e política, há-de constituir caso único em Portugal, onde não há memória de um autarca socialista manter um tal nível de litigância criminal, invadindo os Tribunais com Processos-Crime e transmitindo à ordem social de que participa – em cargos de alta responsabilidade – uma imagem totalmente contrária ao exemplo que se lhe exige, quer enquanto político e dirigente do PS, quer enquanto cidadão e professor da Universidade do Porto.

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Gaia: Medalha entregue por Eduardo Vítor Rodrigues a Marco António Costa chega a Tribunal

Eduardo Vítor Rodrigues homenageando Marco António Costa. Junho de 2016.

A Medalha de Mérito Municipal (Grau Ouro), com que o presidente socialista da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, homenageou o Dr. Marco António Costa em Junho de 2016, chegou a tribunal por via de uma queixa-crime – mais uma – que o próprio autarca gaiense apresentou e na qual me acusa, pela enésima vez, de “difamação”. A “difamação” em causa consiste, segundo a queixa deste infeliz litigante, em ter aqui descrito, no Aventar, aquilo que se vê na fotografia que ilustra este pequeno apontamento: o próprio Vítor Rodrigues, eleito  presidente da câmara de Gaia pelo Partido Socialista, a homenagear o Dr. Marco António Costa, entregando-lhe em cerimónia solene comemorativa do Dia do Município, a Medalha de Mérito Municipal da Câmara de Gaia, Grau Ouro. Exactamente o mesmo Dr. Marco António Costa que algum tempo antes era acusado de co-responsabilidade na alegada miséria financeira gaiense. O mesmo Marco António Costa que Vítor Rodrigues também processou judicialmente, isto apesar da antiga e profunda cumplicidade que une os dois políticos.

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