Não temos água, não temos electricidade, mas também não temos os russos

“Não temos água, não temos electricidade, não temos televisão, não temos internet, mas também não temos os russos.”
Cidadão de Xerçon em entrevista divulgada na CNN ontem.
Lembro-me dos tempos em que debatia quando surgiu a nação em Portugal e, ainda hoje não temos, nem precisamos de uma resposta, porque é algo que se vai assimilando e incorporando no tempo, mas este senhor define, na sua simplicidade, o seu sentimento de pertença a uma nação, no caso, a da Ucrânia.

Quando abalam esse sentimento de pertença ao grupo que faz parte da nossa identidade, dói-nos e reagimos na defesa dele, mesmo colocando a vida em risco. A essência social humana e a de muitos outros animais, diga-se, é essa, a de pertença a um grupo com características naturais, econômicas, sociais, culturais e um território. Foi esse o salto civilizacional da família para a sociedade, grupo de famílias e indivíduos que partilham a mesma identidade [Read more…]

Ide trabalhar, fachos!

Se estivessem a lutar por melhores salários, condições de trabalho dignas, melhores serviços públicos ou contra o uso de combustiveis fósseis, era tudo uma cambada de mandriões subsídio-dependentes que não queriam trabalhar.  Como são bolsominions a exigir um golpe de Estado, por não saberem aceitar a derrota, são patriotas e pessoas de bem. Não se riam. Os sindicatos do Ventura estão a caminho e vai ser a mesma merda.

Preços excessivos: Pomar Coutinho vs Continente

Muito se tem falado sobre os lucros ditos excessivos que algumas das maiores empresas, em Portugal e lá fora, têm acumulado ao longo dos últimos anos, primeiro durante a pandemia, agora com a invasão da Ucrânia e a inflação que daí resultou.

Já aqui escrevi sobre a decisão de vários governos europeus, à esquerda e à direita, de aplicar taxas sobre a fatia dos lucros considerados excessivos. E sobre a resistência deste governo de eSqUeRda em seguir o mesmo caminho. Não sei o que esperavam de um governo que se chegou à frente para pagar o aumento do salário mínimo nessas empresas, mas eu não esperava nem espero nada. O único governo de esquerda que este país conheceu foi o XXI, este e os restantes são o business as usual de sempre.

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Paulo Raimundo Em Curso

Foto: MANUEL DE ALMEIDA / LUSA

Os processos internos dos partidos interessam-me tanto como os das empresas privadas. Não sou apologista do modelo comunista de eleição – chamemos-lhe assim – do secretário-geral do partido, mas também não sou propriamente um entusiasta da alternativa proposta pelos partidos do bem, assente em campanhas difamatórias, compra de votos, quotas pagas em cima da hora, de militantes que vivem aos 20 na mesma casa, e facadas em geral.

Devo dizer, aliás, que a prática do PCP tem uma vantagem, que é a transparência: toda a gente sabe ao que vai quando entra no partido, e toda a gente que está fora, a rachar outro tipo de lenha, sabe o que a casa gasta. E, que se saiba, só lá está quem quer. A mim interessa-me, sobretudo, que o PCP cumpra as regras da democracia no Parlamento, nas autarquias que governa e na sua acção política em geral. O que se passa no interior do edifício na Soeiro Pereira Gomes é lá com eles.

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