
Fotografia: Sérgio Valente
O 1.º de Maio de 1974 na Avenida dos Aliados, na cidade do Porto.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Fotografia: Sérgio Valente
O 1.º de Maio de 1974 na Avenida dos Aliados, na cidade do Porto.
Celebrou-se hoje o 1° de Maio, Dia do Trabalhador, mas o sindicalismo, ameaçado à escala global, continua em trajectória descendente, de desmobilização. Ainda assim, sobrevivem boas excepções, como os inevitáveis nórdicos, onde a percentagem de trabalhadores sindicalizados, face ao total da população empregada do país, é mais alta. Ainda que enfrentando a mesma tendência de queda.
50,4% na Noruega, em 2019. Em 2000 estava nos 53,6%.
58,8% na Finlândia, em 2019. Em 2000 estava nos 74,2%.
65,2% na Suécia, em 2019. Em 2000 estava nos 81%.
67% na Dinamarca, em 2019. Em 2000 estava nos 74,5%.
92,2% na Islândia, em 2020. Em 2000 estava nos 89,1%.
Em 2019, a média da OCDE – onde fui buscar estes valores – era 15,8%. Em 2000 era 20,9%.
Em 2016 – os números mais recentes no site da OCDE – a média em Portugal era 15,3%. Em 2002 – também não tem 2000. Ou 2001 – era 20,5%. Em linha com a média.
[Read more…]Para quem despreza o Dia do Trabalhador/Dia do Trabalho e faz questão de trabalhar neste dia só para contrariar o seu significado, o meu mais sincero e honesto desprezo. São “cães que mordem em quem lhes dá comida”, pois beneficiam de um conjunto de direitos que muitos morreram para ter. Para quem despreza o Dia do Trabalhador/Dia do Trabalho e não trabalha, vivendo de rendas, juros ou lucros, eu compreendo que despreze este dia tal como eu desprezo quem ganha a vida em cima do trabalho dos outros.
Para quem é trabalhador e este dia não lhe diz nada, sugiro que vejam o motivo de ter sido instituído um dia para celebrar e agradecer quem trabalha todos os dias, quem vive do seu salário e não vive do salário dos outros não pago (ou seja, os que vivem de renda, lucro e juro).

A história tem uma argumentação nos factos. O que denomino a lógica da história. Primeiro, luta-se pela independência, a seguir, a república cresce e nascem indústrias, trabalhadores que eram soldados e passam a ser heróis não da guerra, mas sim do trabalho. Reivindicam os seus direitos, não são ouvidos. Rebelam-se, ninguém se interessa. Os governos caem, aparece uma esperança que passa a ser uma frustração. Os lutadores persistem, como Santiago Carrillo, que faleceu no dia em que se comemoram 202 anos da libertação do Chile. Com 98 anos. Habituado as lutas, a vida não o perdoo. Como antes, a Dolores Ibarburri, La Passionária, Presidenta do Senado Espanhol, por honra.
A dois dias de se comemorar o Dia do Trabalhador, apetece-me partilhar um poema de Gibran, intitulado O Trabalho (um dos poemas de O Profeta, escrito em 1923).
Kahlil Gibran não precisa de apresentações, mas gosto da que fez a revista Blue Travel em Janeiro de 2005, que não descreve Beirute sem mencionar o poeta libanês: “Um povo de apenas quatro milhões de almas unido pela frase «o trabalho de um bom cidadão é manter a boca aberta», de autor estrangeiro (Gunter Grass), mas incorporada na ideologia reinante como as palavras proféticas de Kahlil Gibran, o maior poeta libanês.”
O poema é muito belo, mas aviso que pode ferir susceptibilidades. [Read more…]
Pingo Doce e Continente abertos. Violência policial em Setúbal. Como para o ano calha a uma terça-feira, já não deve ser feriado.
Manifestante baleado nos joelhos. Mais informações no Indymedia e no Spectrum. Na comunicação social do costume, umas linhas, confirmando 3 feridos, e é uma sorte.
Amanheceu cedo o dia de todas as perdas.
Amanheceu muito cedo o dia de alguns ganhos.
Dali para a frente, tudo foi feito às avessas.
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Naquele tempo, cumpria o serviço militar, e naquela manhã, estava «desenfiado». Desenfiado era o termo utilizado pelos magalas para definir quem, devendo estar de serviço dentro do quartel ou instituição militar, se encontrava fora, normalmente em casa, a dormir.
Ora na verdade, eu estava desenfiado. Dormia a bom dormir quando, pelas oito da manhã, uma tia me telefona a perguntar o que sabia eu da revolução. Nada, não sabia nada. Se calhar era outra intentona como a de Fevereiro, disse. [Read more…]

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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