Houston, we have a problem

Sim, estamos a passar uma fase delicada. O Aventar levou uma bordoada mas já recebeu tratamento.

Ainda convalesce, e os leitores podem encontrar alguns problemas. Também não estamos a conseguir publicar em condições normais.

Mas estamos confiantes no regresso à terra. A amaragem vai correr lindamente, podem crer.

Actualização: Coordenadas da amaragem definidas. Aproxima-se a sempre difícil entrada na atmosfera terrestre.
e outra: estamos na fase em que estamos e não estamos.

Maria Pinto Teixeira, uma nova aventadora

Maria Pinto Teixeira é uma advogada da Foz, mas foi a causa dos animais que lhe deu alguma notoriedade pública, pelo menos na cidade do Porto. A associação que lidera, a Animais de Rua, faz um trabalho extraordinário que deveria estar a cargo das Câmaras Municipais: vai a colónias de gatos, esteriliza-os em clínicas veterinárias e volta a pô-los no mesmo local. Se são animais dóceis, tenta encontrar um dono para eles. Quando pensamos que um casal de gatos pode dar origem a 14 milhões de gatos em 10 anos, apercebemo-nos melhor do admirável trabalho que, sem apoios financeiros, é feito pela associação.
Recentemente, Maria Pinto Teixeira foi uma das subscritoras iniciais do movimento que pede o casamento de pessoas do mesmo sexo, causa que abraça a 100%. Dinâmica, multifacetada, criativa, é mais recente aventadora deste blogue. Que seja muito feliz por aqui!

E o grande vencedor da noite foi… o Aventar!

Pois é, o Aventar foi o grande vencedor da noite eleitoral. 6000 visitas, 1200 das quais numa hora só (até tivemos um apagão) e mais de 11 mil páginas lidas. Resultado: estamos no top-25 do número de visitas e do número de páginas. E se era impensável para nós, há seis meses atrás, estarmos à frente do Arrastão nas páginas lidas (mesmo que seja uma situação temporária, sabe bem!), mais impensável ainda era entrarmos no top-25 das visitas diária e conseguir ultrapassar um blogue histórico como o HotTVNews.
Hoje e nos próximos dias, continuaremos a dar-lhe em força com as Autárquicas. Vamos virar-nos para as regiões. É esse um dos segredos do nosso êxito. É que, meus senhores, Portugal não é só Lisboa e Porto.

Blasfémias: R.I.P.

Ao ler hoje ESTA caixa de comentários do Blasfémias fiquei com duas certezas: que a falta de solidariedade no blasfémias é uma realidade que devia envergonhar quem lá escreve e que ESTA minha posta sobre o fim do Blasfémias é cada vez mais certeira…

Pensamentos para o próximo período de reflexão

Monarquias

Pais, filhos, primos, sobrinhos, netos, noras, genros e sogras concorrem nas listas de alguns dos candidatos com reeleição (quase) assegurada, garantindo assim a continuidade do clã familiar na gestão dos destinos de alguns municípios. Só falta serem coroados.

Carlos Barbosa de Oliveira, Delito de Opinião

E ainda aconselhou o nosso primeiro na sua qualidade de ex-alfaiate

Desde que retomou a chefia do Governo, Silvio Berlusconi fez um trabalho a todos os títulos notável em defesa dos interesses do seu povo:

  • Para começar enfrentou o poderoso lobby da justica, em que avulta a bem organizada corporação dos juizes.
  • Depois fez uma corajosa reforma da administração pública e do sistema educativo, que trouxe para as ruas cerca de um milhão de professores.
  • A seguir corrigiu alguns abusos da liberdade de imprensa, maliciosamente alimentados por um ou outro canal de televisão e alguns directores de jornais.
  • Finalmente, tem vindo a encetar um expedito programa de obras públicas, sem a habitual canga de burocracias, concursos e regulamentos que entravariam o progresso de um país assolado pela crise internacional.

Luis M. Jorge, Vida Breve

Maçãs

Os macs são como aquelas gajas demasiado boas. Um gajo fica “wow!”, mas depois não sabe onde fica o menu Iniciar.

Juvenal, o Anormal, O melhor blog do universo

E ao morrer não vai para o céu

O principal media da actualidade é este onde escrevo: a internet. A certidão de óbito da TV já estava a ser escrita, desde que se soube que já passamos (na Europa), mais tempo em frente ao ecrã do computador do que em frente ao ecrã do televisor. Agora, a secundarização da televisão já faz manchetes de jornais. Em breve, os televisores só interessarão se já forem vendidos preparados para se aceder facilmente à internet.

Ricardo Alves, Esquerda Republicana

Um agradecimento ao «5 Dias»

Iniciei a minha aventura na blogosfera há 9 meses atrás. Convidado pelo Nuno Ramos de Almeida e pelo Luis Rainha, dava por mim, de repente, no «5 Dias», um dos históricos blogues portugueses.
Como diz o outro, fui muito feliz no «5 Dias». Não foram mais de 3 meses, mas foram os suficientes para aprender muito do que sei hoje, para decidir que queria continuar pelo mundo da blogosfera e para saber aquilo que se deve e aquilo que não se deve fazer num blogue colectivo. Porque ninguém é perfeito – nem o «5 Dias».
Ao fim de 3 meses, saí e decidi lançar o Aventar. Convidei o Luis Moreira, que deu o nome ao blogue, logo a seguir o José Freitas e depois todos os outros. Na altura, o meu sonho era que um dia o Aventar pudesse chegar aos calcanhares do «5 Dias» no que diz respeito à qualidade. Audiências? Não, foi algo que nunca me interessou.
Seis meses depois de termos começado, parece-me que estamos no bom caminho. Nomes como Carlos Loures, Raul Iturra ou Carla Romualdo, sem desmerecer todos os outros aventadores, comprovam que estamos na presença de um projecto de qualidade e com futuro. Temos um blogue com gente de todas as tendências partidárias e muito diferentes entre si. Temos leitores fiéis.
É por isso que hoje, no dia em que o Aventar ultrapassa o «5 Dias» no número de páginas visitadas (ver Blogómetro), não posso deixar de agradecer ao blogue que me possibilitou o início desta aventura que tanto tem enriquecido a minha vida.

Blasfémias: A Morte Anunciada…

Primeiro foi o Mata-mouros, depois foi o Blasfémias, as minhas referências em termos de blogosfera.

O Blasfémias, com mérito e inteligência chegou a blogue nacional de política mais lido em Portugal e, julgo eu, assim continua. Porém, está muito diferente.

O actual blasfémias é uma sombra daquele que eu me habituei a ler diariamente. Nos últimos meses está fraco, muito fraco. As caixas de comentários estão um verdadeiro nojo com uma imensa multidão a despejar ódio e ressentimento, em especial contra o CAA, a alma do Blasfémias. Eu tenho um grande respeito pelo Gabriel Silva, pela Helena Matos, pelo JCD, pelo Pedro F., entre outros blasfemos e uma profunda amizade pelo CAA mas o actual blasfémias é uma sombra daquele que foi o meu blogue preferido. Hoje prefiro ler o Delito de Opinião, por exemplo.

Sinceramente, com semelhante mau ambiente naquelas caixas de comentários e com a nítida redução de postas diárias, é preferível fechar e partir para outra, por muito que custe. Se o Pedro Arroja foi um erro de casting e o João Miranda um imenso bocejo, a actual situação das caixas de comentários do Blasfémias é a antecipação de algo que já se tornou nítido para todos excepto, talvez, para os blasfemos: o Blasfémias, o nosso Blasfémias, morreu. RIP.

DOIS INOFENSIVOS COMENTÁRIOS, UM A BELINA MOURA E OUTRO A DANIELA MAJOR

Belina:
“Será que tenho um problema por estar constantemente a pensar em sexo?”
Não Belina, não há qualquer problema. Há estudos credíveis que dizem que os dois mais importantes factores que contribuem para uma boa saúde física e mental, bem como para uma  maior longevidade são a actividade mental e a actividade sexual. Claro que não é preciso estar constantemente a pensar no mesmo, mas sempre que possível é bom e eficaz. Nunca um problema.

Daniela Major.
Cara Daniela, a pontuação num texto, nomeadamente a colocação das vírgulas é imprescindível na literatura. Não se pode brincar com isso. Conhece, certamente, a seguinte história: “Um caçador tinha um cão, e a mãe do caçador era também o pai do cão”, bem diferente de “Um caçador tinha um cão e a mãe, do caçador era também o pai do cão”.

Apresentação

E é este o meu primeiro post no blogue. Fui recentemente (e surpreendentemente) convidada para escrever no Aventar, um blogue que já conhecia e onde escrevem bloggers que respeito e de quem gosto.

Prometo pouco porque, admito, promessas não me agradam. Prometo apenas escrever sobre temas que me interessam e prometo colocar mal as vírgulas algo que nunca soube fazer. Espero vir a revelar-me como uma boa “contratação” assim com o Jorge Jesus foi para o Benfica.

Dito isto, resta-me agradecer aos que me endereçaram o convite e dizer apenas que nas eleições presidenciais já poderei finalmente votar.

Daniela Major

Nos seis meses de vida do Aventar, temos o prazer de apresentar a nossa mais recente contratação, a Daniela Major. Poderia dizer que representou um considerável esforço financeiro para o Aventar, mas a verdade é que veio a custo zero, já que o blogue onde escrevia está a dar os seus últimos suspiros.

A Daniela Major vem reforçar a ala direita do nosso blogue, actualmente muito minoritária, e o sector feminino, que como se sabe está muito desfalcado e entregue apenas à Carla Romualdo e à De Puta Madre. Significa também um rejuvenescimento do Aventar que, nos últimos tempos, tem vindo a coleccionar alguns autores de provecta idade, como é o caso do meu amigo Luís Moreira. 🙂

Para além do seu blogue pessoal, Câmara dos Lordes, a Daniela Major destacou-se recentemente no Jamais, blogue que foi criado para apelar ao voto no PSD nas útimas eleições.

No entanto, apesar de tudo o que escreveu sobre o assunto, no dia 27 a Daniela acabou por não votar no PSD. Incoerência? Não. Simplesmente não tem ainda idade para votar.

A aventar desde 30 de Março de 2009

O Aventar faz hoje 6 meses. Começámos a 30 de Março, à meia-noite em ponto, com um poema da De Puta Madre, «Coro».
Desde então, já publicámos 2881 «posts» e já fomos comentados 8567 vezes. Todos os dias, somos lidos por 2 mil pessoas. 4500 páginas das nossas são lidas diariamente pelos nossos leitores. No Blogómetro, estamos em 38.º lugar, à frente de excelentes e históricos blogues, como o Aspirina B, o Cachimbo de Magritte, o Causa Nossa, o Delito de Opinião, o Corta-Fitas ou o Do Portugal Profundo. Já sentimos, inclusivamente, uma certa fragância peculiar ligeiramente à nossa frente. Ali meteremos a penca logo que nos deixarem.
Já conseguimos muito em pouco tempo, mas queremos mais, por isso não dizemos que conseguimos uma «vitória extraordinária». Não, isso é para os outros.
Por vezes, pergunto-me por que raio é que tanta gente quer ler o que tem a dizer um conjunto de gente anónima. Não interessa, querem e pronto. Por nós, ficamos muito contentes.
Ficamos contentes também por sermos diferentes dos outros. Num prémio para o melhor blogue de Esquerda ou de Direita, o Aventar nunca estará presente. Porque o Aventar não é de Esquerda nem de Direita. Tem gente de todas as áreas e, se calhar, está aí a chave do seu sucesso.
Aventadores, continuemos. Como diz o outro, ainda não ganhámos nada. Caríssimos leitores, continuaremos todos por aqui a dar-nos bem. Como se fosse uma família (não gostas da expressão, pois não? azarito!). Muitas vezes, discordaremos uns dos outros. Mas afinal, não são assim todas as famílias?

A tristeza de não saber ganhar

Certa(o)s Coisas são o exemplo típico dos socialistas que não sabem ganhar. Achincalham, humilham, rebaixam no momento da vitória. É desta massa que esta gente é feita. E nem sequer têm coragem de permitir comentários

Legislativas no Aventar:

Foi um dia especial, numa noite em grande: pela primeira vez mais de 3000 visitas num só dia e mais de 6000 page views! O chat das legislativas foi um must e lideramos, sem espinhas, a blogosfera avançando com as previsões das televisões com 2 horas de antecedência e, requintes de malvadez, às 19h30 já estava no Aventar uma média das três que seriam apresentadas às 20h (todos dentro do intervalo de resultado final).

Por isso mesmo, quem acompanhou o Aventar soube primeiro. Os blogger responderam em massa – foram mais de 1500 a visitar esta tasca após as 18h! Para um blogue que ainda não completou seis meses de vida, é obra!!!

Obrigado a todos!

Noite eleitoral em directo no Aventar

O Aventar vai acompanhar, já a seguir, a noite eleitoral com o seu chat do costume (já está aí na barra lateral). É só entrar e começar a opinar sobre os resultados, o futuro, os cenários pós-eleitorais e tudo o que mais quiserem.
Quando as emissões da televisão acabarem, continuaremos por aqui. Estão todos convidados!

Noite eleitoral em directo no Aventar

O Aventar vai acompanhar a noite eleitoral com o seu chat do costume (já está aí na barra lateral). É só entrar e começar a opinar sobre os resultados, o futuro, os cenários pós-eleitorais e tudo o que mais quiserem.
Quando as emissões da televisão acabarem, continuaremos por aqui. Estão todos convidados!

Dia de Reflexão. Dia de quê?

Já passa de meia-noite.
Era só para avisar que, no Aventar, não há Dia de Reflexão para ninguém.
Até ao lavar dos cestos é vindima e, por isso, continuamos em campanha eleitoral. Cada um pelos seus, à boa maneira do diversificado Aventar.

Noite eleitoral em directo no Aventar

O Aventar vai acompanhar a noite eleitoral com o seu chat do costume (já está aí na barra lateral). É só entrar e começar a opinar sobre os resultados, o futuro, os cenários pós-eleitorais e tudo o que mais quiserem.
Quando as emissões da televisão acabarem, continuaremos por aqui. Estão todos convidados!

100 000 aventadelas

AVENTAR100-001
Cá está. 100 000 aventadelas em 5 meses não é nada mau. Um comunista do Barreiro, que abriu o «post» «Nós, professores e educadores, apoiamos a CDU», foi o número 100 000, provavelmente sem saber que estava a fazer história no Aventar.
Obrigado a todos os nossos leitores e a todos os aventadores. Agora tenho de me ir deitar, porque a partir de amanhã vamos começar a trabalhar para o milhão.

Aventar: Um prémio para o visitante 100 000

Nas próximas horas Aventar vai assinalar o visitante número 100.000, segundo o Sitemeter.

Há uma ligeira discrepância entre o contador no fundo da lateral e ao dados do Aventar no site do Sitemeter. Esta diferença acontece porque quando o Aventar ‘aderiu’ ao Sitemeter já tinha umas centenas de visitas, um pouco mais de 400 se a memória não me atraiçoa. O Sitemeter (no site) começou do zero mas o contador inserido permitiu a colocação dos primeiros quatrocentos e tal visitantes extra.

Aliás, em rigor, o visitante 100 mil já deve ter sido ultrapassado, uma vez que o Sitemeter esteve sem funcionar durante umas horas quando da mudança de estilo, no início deste mês.

Mas isso agora, como diria a outra, não interessa nada. O que conta é o número 100.000 no nosso contador, aqui ao lado, no fundo da barra lateral.

E há um prémio para o felizardo. Terá apenas de fazer o seguinte: Verifique se é o visitante 100.000, se o número mágico lá estiver faça um “print-screen”. Envie através do formulário de contacto, que está no menu de navegação aqui em cima. No texto do formulário coloque os seus dados, incluindo nome, telefone e morada. Nós tratamos de lhe enviar um prémio. Ainda não sabemos o quê mas garantimos a entrega e a sua respectiva divulgação.

Se o visitante for um aventador, não vale. E o prémio fica para mais tarde.

Crítica à Crítica

Reparei que ultimamente, muita gente discorda da crítica em tom de sátira. Mas mais importante que isso, reparei que meio mundo critica o facto do outro meio mundo criticar alguma coisa. A própósito disto, queria só dizer uma coisinha rápida…

Uma crítica que faço a mim próprio é a de ser demasiado agressivo verbalmente. Volta e meia, perco as estribeiras e rebento em asneiradas. Está mal. Às vezes, sou até bastante estúpido, precisamente porque fervo em pouca água. Embora, a quente, discorde de mim próprio. É estranho, mas é verdade. Critico tanta coisa, que acabo até por me criticar. Ainda há pouco tempo estive envolvido numa discussão acesa, na qual, depois de longa argumentação, consegui piorar mais ainda a situação, chamando estúpidas às pessoas que vêem telenovelas, porque, para mim, as telenovelas são mesmo uma estupidez pegada e uma anestesia cerebral. Obviamente, a mãe ou a avó de alguém (eu incluído) vê religiosamente “a telenovela” (como se não existissem aí umas quinze) e acho que até acreditam que aquela porcaria é mesmo verdadeira, e que aquelas personagens se chamam mesmo Dulcineide e Wordinaldo. Portanto, devido a esse estranho item denominado de “proximidade”, não se pode dizer estúpido, nem nada. E também por respeito, mas hei!, estamos no século XXI, que respeito é que estamos mesmo a falar?!? A minha liberdade de falar abertamente (e criticar) esbarra na liberdade de outro não me querer ouvir e querer responder na mesma moeda. Ou, levemente inspirado, nas palavras do “nosso” ainda Primeiro Ministro: a minha vontade de te dar um soco nas trombas, termina na falta de vontade do teu nariz. Percebo isso. Mas também aprendi a ser verdadeiro. Sempre me ensinaram a não mentir, e analisando o mundo em meu redor, todas as suas implicações e todas as suas complexas relações, e se acho que algo é estúpido, não sinto nenhum pudor em lhe chamar como acho que deve ser chamado. Tenho é de o fazer “para dentro” ou muito baixinho, precisamente por causa da tal dualidade própria de me exprimir livremente. E também porque entendo o conceito de empatia. É que do outro lado, pode estar um gajo com um maior “arsenal de asneiras” e mais meio metro de altura. É tudo uma questão de força. Eu, por exemplo, reajo muito mal à crítica. Tanto positiva como negativa. Se no caso da crítica positiva, não sei muito bem o que fazer ou dizer e preferia muito sinceramente que ninguém dissesse nada, por outro lado, a reacção às críticas negativas pode ser, digamos, um pouco violenta. Violenta, não. Emotiva, como se diz na política. “Tanta coisa está terrivelmente mal no mundo e eu é que sou o criticado, só por criticar?” Não reajo bem. Não sou político ou figura pública, portanto sou imune à perfeição e posso ser violento/emotivo, como todo o ser humano normal por esse mundo fora. Não podem ser só virtudes. E depois penso novamente na empatia e critico-me a mim próprio por estar sempre a criticar tudo. Portanto, não sei muito bem se a crítica, no sentido geral, é válida. Mas também, se não criticar o que acho que está mal, acabo por entrar na lógica do “quem cala consente”. Dúvidas existenciais profundas só porque um gajo qualquer se lembrou de fazer um provérbio.  É claro que se a crítica girar em torno de algo em que toda a gente (ou uma maioria) está de acordo, esse problema de contenção e “proximidade” já não existe. Se num grupo de pessoas apolíticas alguém critica a política e/ou chama a um qualquer político de ladrão ou mentiroso, todos os outros aplaudem e conseguem até arranjar uma forma de criar novos palavrões ainda piores. Mas isto acontece num círculo fechado. Em aberto, publicamente, pura e simplemente não acontece.

E assim, devido a todos estes condicionalismos, a crítica cómica, o sketch e a sátira, tornam-se a arma de eleição para criticar sem criticar e, principalmente, para criticar sem esperar represálias. Tudo com um sorriso nos lábios, que é bem melhor do que levar um soco nos dentes. E também por uma questão de audiência. Ninguém (ou quase) quer estar a ouvir um homenzinho muito sério, com um tom de voz sério, à frente de um cenário muito sério, a falar de coisas sérias. Mesmo o Marcelo R. Sousa tem aqueles tiques todos e uma maneira esquisita de falar, só para não parecer tão sério. Aquelas histórias de ele ler 20 livros enquanto dorme também é com o mesmo propósito. Gajos sérios não têm piada nenhuma. Os portugueses já são um Povo deprimido por natureza, não estão para aturar mais um gajo sério. Por outro lado, a crítica “séria” quase não existe, e não existe porque paira no ar uma consciência de que não é possível criticar os gajos sérios, sem se meter numa carga de trabalhos, arranjar inimizades duradouras, passar um longo tempo em tribunais, atolados em papéis para provar que não disse o que disse. Enfim, a suprema violência burocrática. E a carga de trabalhos é proporcional ao tamanho do criticado. Tenho ideia de que na altura em que a crítica se tornar mais séria, directa e objectiva, as contendas vão-se resolver à porrada, num mano-a-mano de mangas arregaçadas. Alguém tem tomates suficientemente grandes para ir contra e criticar aberta e publicamente o núcleo duro da Política? Da Banca? Das Corporações? Bem, o Francisco Louçã faz isto, mas como tem também aquela maneira esquisita de falar e um programa de governo de extrema-esquerda ninguém o leva a sério. Eu sou sincero e desmarco-me desde já. Ainda é preciso levar muitos “carolos” e umas chapadas “à padrasto” para chegar a esse ponto. Mas para lá caminho. Fico com a dúvida se a crítica “na brincadeira” existe porque afinal as coisas não estão assim tão más, até porque ainda dá para ir “mandando umas piadinhas”… ou se existe porque quem critica está meio acagaçado e é melhor não abrir a boca toda.

Pensando bem, para quê tanto trabalho, para quê as nódoas negras e um corte no sobrolho, para quê o “inferno dos papéis” se se pode criticar exactamente a mesma coisa, ainda por cima, com a possibilidade de o alvo das críticas poder estar ao nosso lado a rir-se, apenas tendo para isso, que fazer um pouco de parvo para ninguém me levar demasiado a sério? É preciso ter noção que, hoje em dia, para criticar alguém ou alguma coisa na praça pública, é necessário fazer um inquérito prévio para determinar todas as opiniões e tomadas de posição envolvidas, de modo a não suscitar acesas discussões que suscitem demasiada argumentação. Até porque toda a gente sabe que, acabando os argumentos, só resta virar costas à discussão ou dizer palavrões e/ou falar mais alto que os outros, e isso é considerado uma extrema falta de educação. Novamente, o exemplo da política: sendo que a argumentação há muito que já não existe, resta apenas o insulto (apesar de muitos virarem as costas à discussão). E um dos poucos insultos permitidos é chamar o outro de demagogo, o que não aflige quase ninguém, porque também quase ninguém sabe o quer quer dizer. Fica apenas o recado para “dentro” e é praticamente uma piada própria da Assembleia da República. É o sinal para acabar com as discussões, antes que alguém chame outro de néscio.

Conclusão: actualmente, quem tem voz pública, tem uma táctica que passa por criticar mas sem criticar ninguém, nem magoar ninguém, nem insultar ninguém. O P.R. deu o mote institucional: falar, falar e não dizer nada. A única crítica verdadeiramente autorizada é a crítica positiva, mas também não seria de esperar outra coisa, já que vivemos no Tempo do Optimismo-Salvador e dos Manuais de Auto-Ajuda. Para criticar alguém convenientemente, de preferência têm de se citar autores mais ou menos desconhecidos que criticaram dissimuladamente situações mais ou menos parecidas com o que se quer criticar ou utilizar linguagem que quase ninguém perceba. E depois discute-se se o autor A tem mais livros editados do qu
e
o autor B e esquece-se a crítica.

A crítica aberta, em praça pública, fica assim restrita a um estilo moderno de “Revista à Portuguesa”, sem os adereços populares, o improviso e uma vareira a cantar um “faduncho”, até porque sendo a Identidade de Portugal, o fado, esse ninguém o critica. Pessoalmente, continuo a ver a crítica, seja ela qual for (positiva, negativa, séria, cómica, colorida), apenas como uma gigantesca sondagem ao País e ao Mundo. Obviamente, menos fiável, mas muito mais abrangente. Mas também, qual é a sondagem que é fiável hoje em dia? Por isso mesmo, acho que todos devem criticar e ser criticados de volta. Todos, menos eu, claro.

Digo tudo isto a brincar, não vá alguém se ofender…

Concurso «Blogues Escolares» – Turmas participantes

Explicação do Concurso aqui

Regulamento aqui

 

Esta lista será actualizada semanalmente.

Este «post» é fixo.

 

Distrito de Aveiro Escola José Macedo Fragateiro, Ovar – Posto de Socorro

 

Distrito do Porto Escola Básica Marques Leitão, Valbom – Blogue do 9.º A, Diário do 9.º B, Blogue do 9.º C  

 

Distrito de Viseu Escola Secundária Prof. Dr. Flávio Pinto Resende, Cinfães – Turma 11.º D

O Blogue 69…

Depois de termos conseguido atingir o Top 100 dos blogues nacionais e de sermos, actualmente, o 69º blogue nacional em visitas diárias (um número que nos deve servir de reflexão), já somos o 20º blogue nacional entre os blogues “mais” políticos. Tudo em menos de um ano.

É obra!

Obrigado aos leitores do Aventar.

A Rita, Sócrates e o Aventar

Foi a Rita que deu o sinal. No chat do Aventar lançado para o debate entre José Sócrates e Francisco Louçã, Rita apareceu com uma frase onde dava a indicação de estar o líder do PS a portar-se bem. Um aventador João José Cardoso recomendou-lhe, de forma humorada, que mudasse de canal. Rita não assimilou a frase pela via humorística e tomou uma decisão. Se naquele chat só se podia falar mal de Sócrates ela ia pregar para outra freguesia. E foi. No chat não apareceu mais.

socrates1009

No mesmo chat e nos post de comentários acerca do debate, Louçã era apontado, no final, como claro vencedor do debate.

Nos dias seguintes a generalidade dos comentadores dos jornais indicava Sócrates como o vencedor e apresentava, como uma das razões, ter passado ao ataque e colocado o temível líder do Bloco de Esquerda à defesa e sem capacidade de lançar o contra-ataque. Se ganhou votos não o saberemos, mas pode não os ter perdido naquele que seria, à partida, o debate mais perigoso, com pouco a ganhar e muito a perder. Segurou-se.

No Aventar, Sócrates perdeu. Por muitos. Não é difícil perceber que neste blogue há uma esmagadora maioria de anti-Sócrates. Terão as suas razões. Respeitáveis, claro. Eu, que não sou pró mas também não sou anti, registo apenas que, muitas vezes, os nossos rancores acabam por nos toldar a análise. Também já me aconteceu.

«Posts» históricos da blogosfera: Heresia – Por uma vez Bagão teve razão

«post» anterior aqui)

Escreveu-se no 100nada: «Os benefícios fiscais dos planos de poupança habitação e poupança reforma vão sofrer uma redução ou mesmo desaparecer. O Ministro arranjou uma forma rápida de conseguir uma receita maior. Rápida e de curto prazo. Com a desculpa de maior igualdade e outras palermices, penaliza a classe média que já paga os seus impostos e que não vê resultados práticos da aplicação eficiente desses recursos.»

Não posso concordar e todos aqui imaginam que me custa apoiar Bagão Félix. Mas o fim de muitos dos benefícios fiscais é mais do que justo. Por três razões:

1. Só pode beneficiar deles quem tem mais dinheiro para gastar (serão muito raros os contribuintes que, recebendo 800 ou 900 euros mensais, desviem os seus parcos recursos para um PPR). Bem sei que estão nos escalões mínimos, mas nem por isso deixam de estar incluídos no sistema e descontar para ele. Mais: só chega ao tecto máximo de deduções quem gasta mais. Só gasta mais quem tem mais. Os benefícios fiscais, favorecendo a classe média, põem a classe baixa a “contribuir” para as despesas de quem ganha mais. É uma distorção da justiça fiscal, que passa pela regra inversa: os que ganham mais ajudam os ganham menos. Os benefícios fiscais a investimentos em poupança em produtos fornecidos para os privados correspondem ao desvio de fundos públicos para o privado, prejudicando quem não usa (porque não tem margem para usar) os serviços privados. Quem se pode justamente queixar de pagar serviços públicos (taxas de saúde, propinas, etc), dizendo que assim se trata de uma dupla tributação, se depois quer que o Estado lhe pague os serviços privados?

2. Só beneficia de um planeamento fiscal complexo, como a enorme quantidade de complicados benefícios fiscais, o que exige um enorme conhecimento da lei, quem tem acesso a um contabilista ou advogado, o que, manifestamente, só acontece com quem mais tem. O sistema fiscal deve ser simples para os seus benefícios serem aproveitados por todos.

3. Os benefícios fiscais tornam a fiscalização mais complexa, desviando os esforços da máquina fiscal para uma fiscalização de minudências e não se concentrando no combate à fraude fiscal. A multiplicação de benefícios fiscais favorece a fraude fiscal.

Aceito que haja vantagens macroeconómicas no combate à inflação através promoção da poupança. Mas não me parece que esta vantagem valha a distorção da justiça fiscal.

No entanto, têm de me desculpar a desconfiança: ainda quero ver até onde chega esta proposta de Bagão Félix depois da reacção dos bancos. E quero saber se há algo de mais substancial para apresentar. Se Bagão aproveita a oportunidade para mexer nos inúmeros benefícios fiscais dados à banca e outras actividades não produtivas. Sou contra privilégios para a classe média (onde me incluo), mas estes estão longe de ser os mais escandalosos ou relevantes. As situações mais vergonhosas estão noutro lado e nessas, estou seguro, Bagão não tocará.

Daniel Oliveira, no Barnabé, 17 de Setembro de 2004

Daniel Oliveira, que hoje escreve no Arrastão, referia-se desta forma ao fim dos benefícios fiscais dos PPR, decisão tomada em 2004 pelo ministro Bagão Félix (Governo Santana Lopes). Tema interessante, sobretudo no momento em que José Sócrates critica o programa do Bloco de Esquerda relativamente ao fim dos benefícios fiscais dos PPR. Ou quando Bagão Félix, como refere Daniel Oliveira, esteve à Esquerda de José Sócrates.

A caixa de chat do Aventar

A partir de hoje, o Aventar passa a ter uma caixa de chat. Podem econtrá-la logo abaixo do título do blogue, entre «As regras da casa» e «Contacte Aventar».
Poderá ser debatido tudo o que os leitores quiserem, desde a política ao clima no Torrão do Lameiro. Por uma questão de actualidade, propomos como tema do dia a suspensão do Jornal de Sexta da TVI. Mais logo à noite, poderemos acompanhar em directo o debate entre Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa e, nos próximos dias, o restante da campanha eleitoral.
Aventem-se, caríssimos leitores!

Concurso Aventar: Onde fica esta estrada? – Resultado

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Tal como dizia ontem, durante estas férias, tive o prazer de percorrer, pela primeira vez, uma «estrada particular com portagem». Não uma auto-estrada, mas uma vulgar estrada. É uma estrada lindíssima, mas para percorrê-la tem de se pagar 85 cêntimos.
O concurso consistia em descobrir onde fica esta estrada: lugar, freguesia e concelho. Nenhum leitor deu a resposta integral, mas o prémio, o livro «Torres Vedras: Na Esteira das Velhas Torres», da minha autoria, será entregue na mesma. O vencedor é o nosso leitor Snail, que indicou tratar-se de uma estrada no Vimeiro.
Com efeito, esta estrada inicia-se no lugar de Porto Novo, freguesia da Maceira e concelho de Torres Vedras, em frente à entrada para o Hotel Golf Mar. Sermpre ao lado do rio Alcabrichel e depois do campo, passa pelas Termas do Vimeiro, onde se encontra a dita portagem, e termina poucos quilómetros à frente, ainda na freguesia de Maceira. Vimeiro, curiosamente, é uma freguesia do vizinho concelho da Lourinhã.
A resposta do Snail, mesmo não estando completa, merece o prémio.
Img005
P. S. – À atenção do nosso leitor Dalby: um único comentário a este «post» e, como retaliação, publicarei «Torres Vedras: Na Esteira das Velhas Torres» I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII…..

5 meses de Aventar

Hoje o Aventar completou o quinto mês da sua existência. Cinco meses cheios, numa aventura que se está a revelar única para cada um de nós. Para trás, ficam 2163 «posts» e 7618 comentários. Fica também um vastíssimo conjunto de temas, que vai da política ao urbanismo, passando pela literatura, música e muito mais. Fica, ainda, uma amizade virtual entre mais de vinte pessoas, a maior parte das quais nem sequer se conhece pessoalmente. Com opiniões diferentes, com ideologias diferentes, mas cultivando um respeito mútuo que, aqui e ali, vai sendo pontuado por algumas picardias. Fica para trás, por fim, o velho visual e o velho logotipo que, durante todos estes meses, foi a imagem de marca do Aventar. Esperamos que tenham gostado das mudanças, que digam se gostaram e especialmente se não gostaram.
aventar logo 1
Agora, é tempo de preparar o futuro. Acabados de entrar no top 100 do Blogómetro, já não queremos sair de lá. Pelo contrário. Subir na tabela para que mais gente ouça tudo aquilo que temos para dizer. E já não é pouco, sobretudo se tivermos em conta que a maior parte de nós é estreante neste mundo louco que é a Blogosfera.
Contamos com todos os nossos leitores – com os que nos comentam, com os que nos citam ou simplesmente com os que nos lêem em silêncio. Contamos com a fiel Maria Monteiro, com o assíduo Snail, com o incontornável Dalby, com os recém-chegados Belina, Ricardo e Bué da Fixe e com todos os outros. Aqui estaremos para todos aqueles para quem aventar já é um vício.

Santarém, Capital do Gótico


O facto de me ter tornado, de repente e contra minha vontade, uma figura de culto da blogosfera, obriga-me a ver o que se escreve por aí com um olhar diferente. Há coisas que me fazem sorrir, algumas outras que me fazem rir a bandeiras despregadas.
Anda por aí um gentil rapazola com umas ideias assaz estranhas sobre o património edificado de Santarém. É um mocinho arrojado, com qualidades, e muito me desgostou, há umas semanas atrás, que tenha anunciado o seu abandono da blogosfera. Talvez porque não tenha havido uma única alma caridosa a pedir-lhe para não ir embora, decidiu regressar. Fico contente, caso contrário não teríamos estes momentos de boa disposição.
No entanto, penso que devo intervir perante os dislates que têm sido escritos pelo simpático garoto. Não é por nada. É que, por uma questão de idade e de estatuto, devo-lhe esta pequena ajuda. Afinal, ninguém gosta de ver os outros a cometer erros, e a mim não me custa nada dar a mão a quem precisa.
Assim sendo, passarei a publicar, a partir de amanhã, alguns excertos da obra «Santarém: Capital do Gótico», por mim publicada, em 2004, sob o Alto Patrocínio da Câmara Municipal de Santarém. A parte relativa ao património edificado, como é óbvio, é aquela que, neste contexto, mais interessa. Dedico-a, com sincera amizade, ao esforçado ganapo.

Sobremesa: Carolina Patrocínio

Os anseios de Carolina Patrocínio

Prato do dia: hoje há comunas, ontem havia parceiros

Como é possível que alguém, que manifesta uma tal alergia ao comunismo e a alguns dos seus supostos continuadores, seja capaz de ter participado numa coligação com comunistas “a sério”.
Assim, ou Tomás Vasques participava, debaixo da capa de um anti-comunismo militante, na “sovietização” da cidade de Lisboa ou de forma encapotava contribuía para a ruptura daquela aliança, tudo fazendo para que João Soares perdesse as eleições para Santana Lopes, como de facto aconteceu ou, a hipótese mais verosímil, andava a fazer pela vida, ele e a sua mulher, vereadora do urbanismo de João Soares, como alguns zunzuns que na altura foram publicados na imprensa deixavam antever (ver aqui, aqui e aqui).

Jorge Nascimento Fernandes no Trix-Nitrix, sublinhados da casa.