From Lisbon with tactics

CULTURA - Antonio Costa presidente da Camara Municipal de Lisboa na a

Apesar do desastre, este PSD diverte-me. Sempre feroz quando o PS puxa da cartada da antecipação das eleições, reforçando que este governo exerce funções no âmbito da legitimidade que lhe foi concedida pelas urnas, e que é inegável, o PSD-Lisboa reagiu imediatamente à intenção de António Costa em disputar a liderança do PS pedindo eleições antecipadas na Câmara Municipal de Lisboa. Ainda não há data para o congresso e as laranjas lisboetas já estão a contar espingardas. Já agora, onde estava mesmo Pedro Santana Lopes antes de ser nomeado (não confundir com “eleito“) para Primeiro-Ministro? Ganda nóia, estava presidência da CML. Claro que tal constatação não passa de um detalhe curioso e pouco relevante.

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Casa roubada, trancas à porta

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Esmiuçados os resultados das eleições europeias e constatado o crescimento exponencial dos partidos eurocépticos, vários líderes do pote burocrata europeu correram a alertar para o perigo que tal representa para o projecto europeu. Destacadas personalidades como Angela Merkel, Durão Barroso, Jeroen Djisselbloem, David Cameron ou François Hollande, vieram imediatamente a terreiro falar no problema do emprego e no seu compromisso para o combater. Não sei o que será mais idiota: se esta lógica de “casa roubada, trancas à porta“, se o simples facto de só se terem lembrado desse problema quando sentiram a sua posição ameaçada pelos radicais democraticamente eleitos.

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Cultura de debate (Europa 2014)

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Em França, no serão televisivo do dia anterior ao encerramento da campanha eleitoral para as eleições europeias de Domingo, um grande debate em directo e com público no estúdio reuniu na televisão seis vozes em torno dos grandes problemas europeus: o euro, as soberanias, a imigração, o Frontex, o salário mínimo, a desregulação financeira, a Alemanha, a desindustrialização dos países, a poção amarga da austeridade, as mudanças climáticas, a política agrícola, os egoismos nacionalistas, o dumping fiscal, etc, etc.

Jean-Luc Mélenchon (cabeça de lista pelo Front de Gauche), Stéphane Le Foll (porta-voz do PS francês), Yannick Jadot (cabeça de lista pelos Verdes), François Bayrou (presidente do MoDem), Jean-François Copé (presidente da UMP) e Marine Le Pen (cabeça de lista pelo Front National) esgrimiram as palavras do combate político. No final do debate, o jornalista despediu-se com um Vive la politique!

Em Portugal passou mais um episódio de Bem-vindos a Beirais e depois Manuela Moura Guedes apresentou mais um Quem quer ser Milionário.

 

Humanismo burocrata

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Depois do sucesso das suas mais recentes incursões pela história dos Descobrimentos, o chefe europeu dos Passos Coelhos teve outro momento de elevação intelectual, partilhado com a humanidade através da sua conta de Twitter, onde afirmou “People are just as important to me as goods and capital.”

Sossega-me saber que a direita da austeridade já nos coloca pelo menos no mesmo nível de importância que mercadorias ou capital. Mas é capaz de causar mal estar junto da malta liberal… O próximo passo será cotar-nos nos mercados internacionais. Dez milhões devem chegar para financiar as próximas fraudes bancárias dos amigos portugueses do Jean. Só a selecção nacional são logo 297 milhões de euros!

Projectos falhados de Josés Sócrates

Jose Socrates.

No comício de Sexta-feira em Aveiro, Nuno Melo atacou os socialistas pela chamada de José Sócrates para acções de campanha do partido do qual faz parte. Diz o homem cujo partido é liderado pelo “irrevogável” Portas dos submarinos. No mesmo comício, Paulo Rangel repete as críticas, esquecendo-se porventura que o governo que apoia é liderado pelo Passos da Tecnoforma que tinha como consultor o Dias Loureiro do BPN e como braço direito o Relvas das “turbolicenciaturas” e de mil outros esquemas corruptos e obscuros.

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Voteman – o herói que falta a Portugal

Faz-nos cá muita falta um Voteman. Com um herói deste calibre, estou certo que não teríamos presidentes da República eleitos com os votos de pouco mais de 23% da população e comissões de honra repletas de “notáveis” ligados à mafia financeira.

Salva-nos Voteman! Ajuda o gigante da abstenção tuga a perceber que pode eleger quem quiser e reduzir os exércitos do bloco central a minorias étnicas. É que se há coisa em que o tuga é preguiçoso, essa coisa não é com certeza o trabalho: é o acto de levantar o cu do sofá para colocar um X num papel. É difícil como o caralh*! Depois queixa-se que são todos corruptos e iguais…