Em França, no serão televisivo do dia anterior ao encerramento da campanha eleitoral para as eleições europeias de Domingo, um grande debate em directo e com público no estúdio reuniu na televisão seis vozes em torno dos grandes problemas europeus: o euro, as soberanias, a imigração, o Frontex, o salário mínimo, a desregulação financeira, a Alemanha, a desindustrialização dos países, a poção amarga da austeridade, as mudanças climáticas, a política agrícola, os egoismos nacionalistas, o dumping fiscal, etc, etc.
Jean-Luc Mélenchon (cabeça de lista pelo Front de Gauche), Stéphane Le Foll (porta-voz do PS francês), Yannick Jadot (cabeça de lista pelos Verdes), François Bayrou (presidente do MoDem), Jean-François Copé (presidente da UMP) e Marine Le Pen (cabeça de lista pelo Front National) esgrimiram as palavras do combate político. No final do debate, o jornalista despediu-se com um Vive la politique!
Em Portugal passou mais um episódio de Bem-vindos a Beirais e depois Manuela Moura Guedes apresentou mais um Quem quer ser Milionário.







…e Marine Le Pen (cabeça de lista pelo Front National) esgrimiram as palavras do combate político.
Este post da Sarah a falar em “cultura de debate” deixou-me confuso. É que estava convencido que, no que diz respeito a Marine Le Pen, a “cultura de debate” defendida pela Sarah era mais esta:
http://www.theguardian.com/world/2013/feb/19/protesters-marine-le-pen-cambridge
Se no post se fala em Melenchon e Le Pen, porque motivo nas etiquetas só aparece Front National e não aparece Front de Gauche?
Calma que isso já se resolve, a etiqueta em falta. Quanto ao resto, bem, debate é debate, com ou sem Marine Le Pen (que é extremamente agressiva nos debates, e defende o indefensável, do meu ponto de vista) mas o meu post não é sequer sobre isso, mas sobre a ausência em Portugal de jornalismo televisivo com o impacto que têm em França este tipo de emissões pré-eleitorais.