O jornal A Bola faz história

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Sometimes laws are intolerable, and need to be changed by organized legal protest if possible—but otherwise by actual resistance and civil disobedience.

Geoffrey K. Pullum, “The Great Eskimo Vocabulary Hoax and Other Irreverent Essays on the Study of Language” (foreword by James D. MacCawley)

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Ontem, dia em que a Irlanda derrotou os All Blacks, o jornal da resistência silenciosa em tempos de liberdade (efectivamente, A Bola) deu-nos mais um exemplo quer da diferença entre crer e perceber, quer do espectáculo extremamente triste dado pelos desistentes que têm o distinto descaramento de optar pela resistência silenciosa, em tempos e lugares de liberdade de expressão. Cuidado. Muito cuidado.

Desejo-vos um óptimo domingo e votos de glorioso espectáculo, daqui a pouco, no Estádio do Dragão. Viva o Benfica. Viva!

O prometido é devido

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Prometi que daria os parabéns aos jogadores e técnicos do Benfica se fossem campeões europeus em hóquei em patins.

Normalmente, cumpro o que prometo. Não sou político. Faço-o como desportista, que me prezo de ser; faço-o em nome da honra, que os atletas do SLB conquistaram; faço-o em nome daqueles que não aceitaram a decisão zarolha de uns tantos que queriam conspurcar, mais uma vez, o desporto.

Luís Sénica é um treinador que admiro, avesso a protagonismos baratos. Ele construiu a única equipa capaz de se bater com o FC Porto, o que tem feito, não com o sucesso todo, mas com alguns momentos de sofrimento que tem causado aos portistas. E conseguiu, sobretudo, que os seus atletas respeitassem o grande rival, porque o morder os calcanhares, paulatinamente, ao grande rival é uma forma de o ir desgastando. Luís Sénica soube conquistar o respeito de quase todos, para além das querelas clubísticas.

O Benfica venceu, ontem, o FC Porto, no prolongamento, com um golo de oiro e é rei na Europa. Para os lisboetas, foi a primeira; para o FC Porto, seria a terceira vitória europeia numa final. Por tudo o que o Benfica tem dado ao hóquei português, que está bem ao nível desportivo, como disse Sénica, mereceu, finalmente, a coroa. Até porque o jogo, durinho quanto baste, foi jogado com extremo respeito por uma e outra equipa. E os jogadores até souberam resistir à tentação de provocar o adversário. E o FC Porto foi igualmente digno na forma como aceitou a vitória do eterno rival, aguardando em rinque para dar os parabéns ao vencedor.

Ainda bem que a futebolização não atingiu os intérpretes do jogo desta final.

É tempo de se ressuscitar um velho espírito do hóquei em patins, modalidade em que passei alguns dos momentos altos de socialização com o adversário, quer na Luz quer em Alvalade, mau grado os excessos de sempre por parte dalguns grupos organizados para confundir desporto com outra coisa menor, que nada tem a ver com o respeito exigido por aqueles que suam as camisolas em campo.

Parabéns, por isso, aos vencedores, ainda que equipando de vermelho e com a águia ao peito (ontem, equiparam de negro), pelos atletas que tem, pela equipa técnica que tem.

Parabéns aos atletas do FC Porto por terem honrado a vitória do adversário.

Foi bonito!

Foto: “roubada a “O Jogo”

Afinal, há final

Afinal, às 17h00, no Dragão Caixa, haverá final da Taça dos Campeões Europeus de hóquei em patins.

Não, não foi o bom senso, foi a “honra dos atletas” e foram “as condições parcialmente satisfeitas” que ditaram o volte-face dos responsáveis do Benfica para se apresentarem a jogo. Foram os atletas que se impuseram, porque foram eles que suaram e deram tudo para estar na final.

Salve-se o desporto, que o dirigismo está a precisar de limpeza.

O combustível que alimentou a reunião dos líderes com poder para, alegadamente, decidir sobre o jogo estava marado!

Haja Deus!

PS. Em momento de segredo, se o Benfica vencer a final, eu vou aplaudir. Porque, como dizia antes, os atletas ainda são a melhor coisa do desporto. A única limpa!

Parem com isso do fatídico minuto 92

O golo do Kelvin foi no minuto 91…

It’s the economy, stupid II

Depois da ‘economia’ e do ‘euro’ de Argel, o PIB de Mexia.

O estratega e o folclore

«não é com folclore que me distraem» (VP, 2/5/2013); «tudo não passou de uma estratégia e o resultado do Estoril deu-me razão» (VP, 10/5/2013)

It’s the economy, stupid

«Quando o Benfica é campeão, a economia vai bem, o Euro [sic] vai bem, as coisas encaixam-se»

2-8

Quando o João José Cardoso escreveu ‘museu’, julguei que ainda íamos parar à inauguração. Não, tanto também não…

Peremptório

Ia deixar o futebol nas ‘curtas‘, mas como o Fernando Moreira de Sá trouxe para aqui o jogo do título (sim, porque no sábado, no Dragão, o Benfica será campeão), aproveito e abro esta excepção, pois o ‘caso Proença’ merece um pequeno parágrafo (só um e pequeno).

Apesar de ‘tremer’ com a escolha de quem tem o  “benefício da dúvida”, por não haver “protestos de jogadores” (um inusitado incentivo à balbúrdia) acerca de faltas inexistentes que, “bem colocado e perto”, é “peremptório” a assinalar quando não deve, retractando-se quando já não vale a pena (subitamente, lembrei-me do Paulo Bento e os sportinguistas também conhecem a sensação), eis o meu prognóstico: F.C. Porto 0-2 Benfica. Agora, quem fará de César Brito e de Nuno Gomes? Aposto no Lima.

proença

http://bit.ly/19448kh

F.C. Porto: campeão nacional 2012/13 (falta pouco)

Exactamente. Podeis encomendar as faixas.

Ata. Otimo. Egito. Deceção. Batismo. Contracetivo.

Pronto, eu calo-me. Era só para chatear o Francisco. Já agora, Calabote ainda se escreve Calabote?

Benfica Campeão Nacional?

Parece que não queres o Pedro Proença, Francisco. É nomear o Duarte Gomes. Ou talvez o João «pode ser» Ferreira outra vez.