O jornal A Bola faz história


a-bola-5112016

Sometimes laws are intolerable, and need to be changed by organized legal protest if possible—but otherwise by actual resistance and civil disobedience.

Geoffrey K. Pullum, “The Great Eskimo Vocabulary Hoax and Other Irreverent Essays on the Study of Language” (foreword by James D. MacCawley)

***

Ontem, dia em que a Irlanda derrotou os All Blacks, o jornal da resistência silenciosa em tempos de liberdade (efectivamente, A Bola) deu-nos mais um exemplo quer da diferença entre crer e perceber, quer do espectáculo extremamente triste dado pelos desistentes que têm o distinto descaramento de optar pela resistência silenciosa, em tempos e lugares de liberdade de expressão. Cuidado. Muito cuidado.

Desejo-vos um óptimo domingo e votos de glorioso espectáculo, daqui a pouco, no Estádio do Dragão. Viva o Benfica. Viva!

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Quando alguém faz a apologia do jornal A Bola, e a seguir grita pelo SL Benfica, eu fico logo esclarecido.
    Tirando este facto anteriormente apontado, a notícia em si é daquelas que tem um interesses relativo.
    A resistência ao fascismo teve gente de todos os gostos clubisticos. Cândido de Oliveira nem era Benfiquista, ao que presumo. A Bola é um jornal do Benfica, logo não sei qual a analogia?
    Quanto a pretensioso assunto da Irlanda ganhar aos All Blacks, ele é o mesmo que o explicar a um incauto que passa à porta de um estádio de futebol, que o Vitoria de Setúbal fez o “mesmo resultado” ao clube da Luz.
    No mundo do rugby, os All Blasks são o Real Madrid, ou se quiserem o Brasil. A Austrália o Barcelona, ou se quiserem a Alemanha, a África do Sul o Atlético de Madrid, ou se quiserem a Itália, e por aí fora, França, País de Gales, Inglaterra e Irlanda…
    Qual a é a transcendência?

    • Francisco Manuel Valadas says:

      Quando alguém lê este texto e acha que o autor faz a apologia do jornal A Bola, também fico logo esclarecido.

  2. Concordo genericamente. Só discordo que se trate de “desobediência civil”.
    Trata-se, sim, do direito de resistência (art. 21.º da Constituição).

Trackbacks

  1. […] Bola (efectivamente: o resistente que se cala), o «capitão da Seleção […] fa[ɾ]tura frente à Letónia». Efectivamente: fartura e […]

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