São Portugueses, Querem o Comboio

Alguns ainda se lembram, outros preferem fazer esquecer; em 1992, o sinal telefónico e de rádio foi cortado em Bragança ao mesmo tempo que a GNR barrava em sua casa o presidente da Junta de Freguesia, ao mesmo tempo que o Governo de Cavaco Silva removia da estação aqueles que foram os últimos comboios a visitar a cidade. Foi em 1992 e Portugal era já um país livre, democrático e a receber chorudo dinheiro da Comunidade Económica Europeia… Estórias da ultra-periferia do Império.

Esta Gente Há-de Ser Julgada

Do Conselho Nacional de Cultura ou da inimputabilidade

A Campo Aberto – associação de defesa do ambiente manifesta publicamente a sua solidariedade com as populações afectadas pela construção da barragem do vale do Tua e o repúdio pelo recente parecer do Conselho Nacional de Cultura, que despreza e ignora o imenso valor patrimonial da simbiose entre a obra humana ferroviária e a grandiosa paisagem em que se inscreve.

A prevista destruição da linha ferroviária do Tua, que uma barragem ameaça submergir, despertou um intenso movimento de repúdio na própria região e um pouco por todo o país. O início de um processo para classificar a linha do Tua como património nacional foi um dos resultados desse movimento, que chegou a despertar alguma esperança. No entanto, o Ministério da Cultura viria a arquivar o processo de classificação, com base num parecer do Conselho Nacional de Cultura. [Read more…]

A Amnésia e a Sobranceria Afectam Cada Vez Mais Portugueses – 3

A Amnésia e a Sobranceria Afectam Cada Vez Mais Portugueses – 2

A Amnésia e a Sobranceria Afectam Cada Vez Mais Portugueses

Central de Camionetes de Bragança

Do comboio foi entre 1906 e 1992. Depois vieram os burocratas e escavacaram Trás-os-Montes.

O Meu Amigo Tiago

Às vezes vai à Suiça ver a família e muitos comboios a passar; Alguém que raramente-se-engana-e-nunca-tem-dúvidas foi ontem a Mirandela e sente muito orgulho em tudo o que legou a Trás-os-Montes. A falta de memória é uma coisa verdadeiramente fodida.

Linha do Tua: Lutemos contra um Primeiro-Ministro obtuso


O facto de sermos governados por obtusos e asininos políticos, de quem nada se espera em termos de defesa do património natural e edificado do nosso país, não dá a ninguém o direito de cruzar os braços perante o atentado criminoso que se prepara para o Vale do Tua e a sua inacreditável linha ferroviária, agora com o arquivamento do processo de classificação.
Para quem não sabe, a Linha do Tua foi equiparada, pelos mais reputados engenheiros, em termos de dificuldade, às Linhas ferroviárias dos Alpes Franceses ou Suíços. Pela sua beleza e rigor técnico, merecia ser classificada como Património Nacional ou, mesmo, Património Mundial da Humanidade.
Ao invés, querem destruí-la. Para dar lugar a uma Barragem, que representará menos de 4% da produção de energia existente de norte a sul. Uma Barragem! Um monte de betão, tão do agrado dos novos engenheiros de Portugal. Os engenheirozecos que hoje mandam no país, os mesmos que fazem licencias manhosas e que fazem projectos de sarjeta! [Read more…]

A EDP Zelará Por Todos os Portugueses

Esse dia há-de chegar; entretanto:

“No próximo dia 18 de Setembro irá decorrer em Lisboa uma Vigília em defesa da Linha do Tua. Esta iniciativa, enquadrada na “Semana Europeia da Mobilidade”, visa reafirmar perante o poder central o direito das populações transmontanas à mobilidade e o importante contributo que esta linha férrea, cujo valor patrimonial de excepção é inegável, deu desde a sua inauguração há 123 anos atrás, para essa mesma mobilidade e para o desenvolvimento do Vale do Tua. [Read more…]

Cortem-lhe uma orelha


Toca piano e fala francês. É Ministra, mas não sabe de quê. Talvez seja Ministra… da EDP.
Paga para defender a cultura e o património nacional, é a primeira a vir garantir que o processo de classificação da Linha do Tua não impedirá a construção da Barragem. Podemos estar descansados: a Linha será Monumento Nacional, mesmo que desapareça.
E se é dramático Portugal ser dirigido por um ignorante iletrado, mais dramático é ter uma Ministra da Cultura inculta que pensa que está no cargo para defender os interesses da companhia de electricidade. Não, ela não é Ministra da Economia.
Se fosse, seria a substituta de Manuel Pinho, o tal que gosta de fazer cornos aos outros deputados.

Pois, por falar em cornos, já sabemos que a Ministra que toca piano e fala francês é uma aficionada. Sim, para ela a tauromaquia é cultura (uma Barragem também é cultura).
E se ela gosta tanto de touradas, e já vimos que não serve para dirigir seja que Ministério for, seja em que país (terceiro-mundista) for, só nos resta uma solução: teremos de a lidar, primeiro com a sorte de varas e depois espetando-lhe umas bandarilhas. No fim da lida, fazer-lhe uma pega como manda a tradição. Para terminar o espectáculo, à boa maneira espanhola, cortamos-lhe uma orelha e recambiamo-la para fora da arena. Olé!

Em defesa da Linha do Tua contra um primeiro-ministro ignorante e iletrado

Hoje, no Magestic, no Porto, é apresentada a recomendação do Igespar, que decidiu abrir um processo de classificação da Linha do Tua. As obras da barragem têm de parar já, mas todos sabemos que não pararam.
A luta ainda não está perdida.

 
O facto de sermos governados por um ignorante e iletrado, de quem nada se espera em termos de defesa do património natural e edificado do nosso país, não dá a ninguém o direito de cruzar os braços perante o atentado criminoso que se prepara para o Vale do Tua e a sua inacreditável linha ferroviária.
Para quem não sabe, a Linha do Tua foi equiparada, pelos mais reputados engenheiros, em termos de dificuldade, às Linhas ferroviárias dos Alpes Franceses ou Suíços. Pela sua beleza e rigor técnico, merecia ser classificada como Património Nacional ou, mesmo, Património Mundial da Humanidade. [Read more…]

A linha do Tua, a EDP, e os assassinos do caminho de ferro

O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) aceitou a petição assinada por cerca de cinco mil pessoas para a classificação da Linha do Tua como Património de Interesse Nacional.

Uma boa notícia, mas que remata com a má: a EDP faz de conta que não sabe de nada, e avança na construção da barragem que destruirá o vale do Tua. Mesmo a propósito um analfabeto que foi ministro de Cavaco, Amaral de seu nome, volta ao ataque com as gravuras de Foz Côa, retomando a demonstração que em Portugal qualquer bípede pode chegar ao governo, e que tirando a excepção honrosa que permitiu salvar as gravuras, Património da Humanidade segundo a UNESCO, quem manda é a EDP.

A fotografia (fracota, eu sei) foi tirada de um comboio da Linha do Tua, apeadeiro de Brunheda, onde na parede se podia ler “Cavaco assassino do caminho de ferro“. Foi verdade, mas e a senda continuou. Uma série de assassinatos em série. Um romance de horrores. Mas para as estradinhas o dinheiro nunca faltou, que as petrolíferas também mandam. Ninguém as elege, mas lá lhes vão obedecendo. Chama-se capitalismo, e não é nada democrático.

Senhora Ministra da Cultura, “vá estudar”

Senhora Ministra da Cultura, doutora Gabriela Canavilhas,

Eu sei que os Açores já não têm caminho-de-ferro;

eu sei que em Trás-os-Montes já quase só sobram velhos e oportunistas;

eu sei que o Vale do Tua não se avista de Lisboa;

eu sei que o nosso problema com a energia não é a sua falta mas sim o excesso de consumo (per capita gastamos o dobro da Dinamarca)…

eu sei que a Cultura é um impecilho, um aborrecimento, um impedimento a causa mais “nobres”, eu sei.

Mas também sei que não existe nenhuma outra via férrea como a Linha do Tua, projecto assombroso sonhado e rasgado na pedra por portugueses – o engenheiro Diniz da Mota veio dos Açores. Vá ao cinema!

“Nós não estamos a dormir” – são as suas palavras ao minuto 4:22. Fica anotado. Eu já quase tenho vergonha de ser português.

Agora só falta aqui é cimento

Ao minuto e 20 segundos desta apresentação do documentário Pare, Escute e Olhe, acendem-se umas luzes sobre o perigo que representa para José Sócrates ser escutado quando pensa que não o está a ser. Não sou adepto do jornalismo dos microfones unidireccionais, das teleobjectivas que se escondem na longa distância, e menos ainda das escutas telefónicas como meio sistemático de prova, mas há casos em que se justificam. Este primeiro-ministro é um deles.