Teremos sempre Bragança, ou o dia em que a coligação PàF chegou ao fim

É oficial: Pedro Passos Coelho formalizou ontem o fim da coligação PSD/CDS-PP, Portugal à Frente de seu nome, deixando ao seu agora ex-parceiro algumas juras de entendimentos futuros. Foram para cima de quatro anos de uma geringonça que só não terminou numa sucata em Julho de 2013 porque Passos cedeu à chantagem do seu irrevogável amigo, promovendo-o a vice-primeiro-ministro e entregando ao seu partido o Ministério da Economia, num episódio controverso em que o Pedro afirmava ter recebido a notícia da demissão do Paulo por SMS ao passo que o Paulo reiterava ter notificado o patrão por carta. Que bem que eles se entendiam e que simpáticos parvos os rodeavam. [Read more…]

Fechar escolas, matar o país

cemiterio03Em Trás-os-Montes, nos últimos dez anos, fecharam quase 800 escolas primárias. Os simplistas que vêem o mundo através de uma calculadora de curto prazo explicarão que é inevitável, que há menos crianças e que não há “sustentabilidade” para manter mais escolas a funcionar. [Read more…]

Amanhã, às 15h

Para memória futura ficam as declarações de Nuno Crato:

“O Governo não está a discutir, o Ministério não está a discutir qualquer aumento do horário de Professores e muito menos de 35 para 40 horas. Isso não está em causa” (…) “Eu posso dar essas garantias para que as pessoas estejam tranquilas em relação a isso”

 

Estou tão tranquilo que amanhã, sábado, dia 16 de fevereiro volto à rua!

Pedro Passos Coelho, cidadão honorário de Vila Real e de Bragança

Primeiro, fecharam a Linha do Tua. Depois, interromperam as obras do Túnel do Marão. Agora, acabaram com a ligação aérea entre Bragança/Vila Real e Lisboa.
O encerramento da Linha do Tua é compreensível (não aceitável) quando se sabe que quem manda no país é a EDP. A interrupção do Túnel do Marão é compreensível (não aceitável) quando se sabe que quem manda no país é a Troika.
Mas acabar com uma ligação área para Trás-os-Montes que custava ao Estado 2,5 milhões de euros por ano??? 500 mil contos??? Li, não quis acreditar e fui confirmar. Isso gastam eles com 2 ou 3 assessores dos gabinetes! E os defensores do interior, nada têm a dizer? E os defensores do norte? E os defensores do Douro?
O único transporte público que os transmontanos têm para chegar ao resto do país é agora o autocarro. Nada que sensibilize em demasia os senhores do poder. Há-de chegar o dia em que eles simplesmente não poderão sair da sua terra. O que, visto por outro lado, sempre teria as suas vantagens. Há alguns anos atrás, podia ser que um certo indivíduo não pudesse ter ido para Lisboa para nos dar cabo da vida.

Estação de Bragança

Esta fotografia tem pouco mais que um século.

Olha, Bragança!…

Bragança teve “o transporte do futuro” entre 1906 e 1992; levou-o lá bem acima a monarquia e mandou-o retirar a mesma pessoa que os transmontanos, em apoteose, elegeram como seu novo Presidente da República pela significativa votação democrática de 65%. Ele levou (embora) o comboio, levou o IP4 (a estrada da salvação de Trás-os-Montes e, 300 mortes depois, a estrada da morte). Sim, sim, o futuro de Trás-os-Montes já não passa por uma estrada cancerosa mas sim pela A4… a pagar!

Entretanto, 35 km a norte de Bragança, em Sanabria, constrói-se uma estação nova para nova linha de Alta Velocidade Madrid-Galiza. Mais depressa se chegará a Madrid do que ao Porto…

São Portugueses, Querem o Comboio

Alguns ainda se lembram, outros preferem fazer esquecer; em 1992, o sinal telefónico e de rádio foi cortado em Bragança ao mesmo tempo que a GNR barrava em sua casa o presidente da Junta de Freguesia, ao mesmo tempo que o Governo de Cavaco Silva removia da estação aqueles que foram os últimos comboios a visitar a cidade. Foi em 1992 e Portugal era já um país livre, democrático e a receber chorudo dinheiro da Comunidade Económica Europeia… Estórias da ultra-periferia do Império.

A restauração

precisamos de uma nova restauração... económica

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O Mundo está a mudar…

Quando um centro comercial da SONAE entra em insolvência e um tribunal condena obstetras, só podemos concluir que o mundo está a mudar.

Quanto vale o Vale do Tua

No debate realizado pelo Movimento Civico da Linha do Tua, a 17 de Janeiro de 2009, Livia Madureira, professora auxiliar da UTAD, explora a questão “Quanto vale um Vale Natural?” na medida em que ele é constituído por elementos visíveis (e economicamente valorizáveis) mas também por muitos elementos que não são habitualmente contabilizados.

O Vale do Tua vale pouco quando usamos os indicadores habituais, por exemplo pessoas, riqueza, centralidade“, aliás pode comparar-se o território a uma pequena cidade com população envelhecida e pouca actividade económica, sendo a que existe relativamente frágeis (agricultura e serviços públicos)

Para além disso é uma comunidade com pouca voz na medida em que o território está fragmentado por diversas unidades administrativas, e para haver uma abordagem integrada ao nível do vale é necessário que os 5 concelhos cooperem entre si.
Finalmente, no cenário de construção da barragem, a discussão a seguir é saber se se vão fazer barragens como se faziam há 50/60 anos atrás e principalmente como vão ser definidas as compensações a atribuir.

A este propósito referiu que sob a o “chapéu” da Directiva de Responsabilidade Ambiental a criação de mecanismos de pagamento por utilização, ou seja pela extracção de recursos naturais seria uma medida natural a aplicar.

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Energia – Negócio ou Serviço Público

Na sua intervenção no debate organizado pelo Movimento Cívico da Linha do Tua em Bragança a 17 de Janeiro de 2009, Alda Macedo, do Bloco de Esquerda, destaca a forma como a produção de energia está a ser encarada, mais como “forma de produzir negócio e não como serviço publico”.

Refere que o que foi definido no plano nacional para a eficiência energética é muito curto e que é possível obter ganhos de eficiência energética muito maiores do que o que temos conseguido.

Alerta ainda para o facto de que “falta olhar para a desigualdade de desenvolvimento do pais e perceber quais são as necessidades reais das zonas mais deprimidas” algo que até já é focado no PNPOT que refere algumas causas das desigualdes entre o litoral e o interior.

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Duração Total: 15:16

Vale do Tua como uma identidade própria

Nuno Castro Henriques, Presidente da direcção do IDP, apresenta o estudo “Tua Valley” que o instituto realizou sobre o Tua, um estudo que dá por adquirido que é necessário manter na totalidade a linha, porque ela é uma alavanca para o desenvolvimento da região.

Nesta apresentação efectuada a 17 de Janeiro de 2009 em Bragança num debate organizado pelo Movimento Civico da Linha do Tua, refere que um dos objectivos deste estudo e da sua eventual implementação é projectar o vale do Tua como uma identidade própria explorando património natural, produtos agrícolas e bens culturais já que “viajar no Vale do Tua é viajar na natureza da região e também na sua cultura“.

Refere ainda que as afinidades com outras terras do mediterrâneo que poderiam ser aproveitadas pelos autarcas de forma a criar uma rede maior de contactos.

Em relação ao projecto da construção da barragem, considera que “não há razões tecnológicas para continuar a investir num programa de barragens com tecnologia de 60 anos” e que o projecto “é um excelente negocio para a EDP mas um péssimo negócio para a região e para o país”.

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Duração Total: 19:07

Tua – Região vs País

Na sua intervenção no debate promovido pelo Movimento Cívico da Linha do Tua no passado dia 17 de Janeiro de 2009, João Branco da Quercus refere as diferentes incoerências entre o que se tem dito e escrito sobre o projecto da barragem de Foz Tua e o que tem sido feito.

Aponta nomeadamente a questão de o próprio Estudo de Impacto Ambiental referir que “os impactos socio-económicos para a regiao são muito negativos”, e questiona a valia do facto de a barragem ter um impacto positivo a nível nacional ser tão considerado na medida em que “o distrito de Bragança é uma das regiões mais pobres de Portugal e uma das mais pobres da Europa”.

Destaca ainda a importância que uma ligação do Douro a Puebla de Sanabria poderia ter no desenvolvimento de Turismo da Natureza associado ao Parque de Montesinho e numa óptica de complementaridade da oferta turística do vale do Douro.

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