A terceira Lei de Newton aplicada ao jogo partidário

À medida que o ataque a Vieira da Silva vai seguindo os trâmites habituais, das notícias sopradas na comunicação social ao ignorar do esvaziamento da base argumentativa, assistimos ao aparecimento de notícias aborrecidas para a outra ala, neste caso sobre uns dinheiritos mal explicados que saíram do saco azul do BES para a família do menino Miguel Frasquilho.

O pote tem destas coisas. Dá para muitos nele nadarem, mas é preciso calma para que as águas não transvazem. Por vezes, há um veraneante que precisa de fazer prova de vida e esbraceja inoportunamente até um ponto em os restantes utentes do bem partilhado lhes mostram que também podem abanar os braços até que os salpicos atinjam o agitador. Nessa altura o equilíbrio repõe-se rapidamente, pois valores mais altos se levantam. Demasiada agitação seca o pote.

Agora que se demonstrou que as águas poderão ficar agitadas para o lado do PSD, vai uma aposta em como a investida contra Vieira da Silva arrefecerá rapidamente, talvez depois de mais um ou outro estrebuchar?

Nota:
Actualizado face a erro no nome de Vieira da Silva

2 pesos e 2 medidas é que não pode ser, explicações precisam-se…

54 mil Euros pagos em 6 prestações a 3 familiares entre 2009 e 2011, por alguém que tem declarados rendimentos de trabalho dependente na ordem dos 200 mil Euros não parece à primeira vista um assunto de grande relevância. [Read more…]

António Costa visitou Bial

Reafirmando que a inovação transforma conhecimento em valor económico, após assinar um contrato de 37,4 milhões de euros com a empresa farmacêutica, destinado à investigação na área do sistema nervoso central e cardiovascular.

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Também tu, Frasquilho?

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Depois do infame golpe de Estado aplicado pela frente soviética à coligação Pàf, que enviou o governo legítimo de Passos e Portas para o exílio no Panamá, tudo indica que estaremos a assistir a um novo ataque ao núcleo duro do Passismo, com vista a uma revolução interna no partido. Seria a isto que Passos Coelho se referia, quando falava na vinda do Diabo? [Read more…]

Rigor, meritocracia e outros contos para crianças com a chancela do PSD

Passos Frasquilho

Na corte do monarca laranja que não queria reinar para dar empregos aos amigos, previsibilidade é palavra de ordem. O soberano diz-se previsível e a corte comporta-se da forma previsível a que nos foi habituando.

Assim, fiel a uma tradição de recordes na nomeação de boys à prova de austeridade que nem Cavaco, Guterres, Durão ou Sócrates conseguiram igualar, há novas panelas que nos chegam com o selo de qualidade da São Caetano à Lapa. Miguel Frasquilho, transferido da bancada parlamentar laranja para o AICEP, contratou na passada semana uma secretária-geral-adjunta que, curiosamente, foi sua assessora nos tempos em que era Secretário de Estado do Tesouro no governo do traidor que virou as costas ao país que o elegeu primeiro-ministro para exercer funções de mordomo astronomicamente remunerado. O caso está envolto em polémica, com trocas de mimos entre a Administração e a Comissão de Trabalhadores, que aponta o dedo a Fraquilho por não ter aberto um concurso interno e por estar a perseguir a actual secretária-geral, que aparentemente não apresenta o grau de obediência necessário. Segundo se pode ler ainda no Expresso, o cargo foi criado por Miguel Frasquilho e esconde uma tentativa de esvaziar a função de Luísa Neiva de Oliveira.

Noutras latitudes, o governo contratou oito novos técnicos para a REPER, que incluem um ex-adjunto do Ministro do Ambiente e uma assessora do gabinete da Ministra das Finanças. Com as eleições à porta, a casta passista tem que olhar pelos seus que a vida está difícil. Algo que, afinal de contas, é mais que previsível. São coisas do rigor.

E se os deputados do PSD tivessem vergonha na cara?

Conforme os pontos de vista, podemos dizer que há deputados a mais ou a menos. [Read more…]

Até tu, Miguel Frasquilho?

A Vítor Gaspar não há mal que não lhe venha, nem bem que lhe valha.

Da esquerda irresponsável

Miguel Frasquilho defende que ‘troika’ devia dar mais dois anos a Portugal

O PSD libertou o Miguel Frasquilho que havia em si

O novo PSD libertou o velho Miguel Frasquilho que tinha em si. O homem quer reduzir as despesas do estado. Todos queremos. Acabar com as consultadorias que alimentam os grandes escritórios de advogados, por exemplo,  e a contratualização externa que virou rotina onde bem podia contar com os  seus recursos. Terminar com os ajustes directos que aumentam custos e viciam o mercado. Rever a contratualização de escolas privadas para fazerem mais caro o que deveria fazer uma pública. Por aí fora.

Mas com o seu irrepreensível sotaque irlandês Miguel Frasquilho quer baixar é nos salários, começando a função pública por dar o exemplo. O facto de os salários médios (para não falar dos mínimos) serem dos mais baixos da Europa não interessa para nada. Depois do sonho irlandês, o exemplo da China ilumina esta mente generosa, disposta a prescindir de 3 e tal por cento do que vence como deputado mas que nada disse sobre as reformas antecipadas dos detentores de  cargos públicos. Ganhamos muito, proclama. Em relação a quem? Aos trabalhadores chineses, só pode. A seguir vai propor sindicatos únicos e controlados pelo estado, vale uma aposta?