Quando a Justiça portuguesa se transforma em novela mexicana

O juiz Ivo Rosa não confia no juiz Carlos Alexandre. Este não suporta o outro. O Ministério público prefere Carlos. Ivo fica de pé atrás. Pelo caminho Ivo, o rejeitado, desconfia de batota no sorteio da “Operação Marquês e na dos “Vistos Gold” a favor de Carlos e envia certidão para a PGR (Procuradoria Geral da República) que, por sua vez, só confia em Carlos. Crime diz Ivo. O Conselho Superior de Magistratura diz que é falso. E já tinha arquivado uma queixa de idêntico teor contra Carlos.

#VaiFicarTudoBem

(foto Lusa/Mário Cruz/POOL)

Este é o momento!

(com a devida autorização do autor, o aventador Carlos Garcez Osório, publico aqui o seu texto da sua página de facebook)
Vou fazer um enorme esforço para tentar que este texto não reflita a descomunal raiva que me perpassa, não por receio de qualquer consequência pessoal (quem me conhece, infelizmente, sabe-o bem), mas porque não é fácil fazermo-nos compreender por entre os “perdigotos” da fúria.
A imagem reproduz um excerto da decisão instrutória, neste caso uma das muitas (são mesmo muitas) ordens para que os Arguidos possam, DE IMEDIATO e sem qualquer restrição, voltar a ter acesso às verbas (imóveis, contas, etc.) que se encontravam arrestadas. Num despacho cujas consequências judiciais são muito mais limitadas que aquelas que o desprezIVO gostaria que fossem, esta é uma das nossas (dos Portugueses) grandes derrotas. O mais que previsível provimento do recurso do MP, já não evitará que estes milhões e milhões de euros desapareçam total e definitivamente.
E a partir daqui poderia lançar-me, como quase todos nesta hora, num legítima, sustentada e lógica investida contra os problemas do sistema judicial, da corrupção, etc. Só que como a maior parte do que está a ser dito e escrito, isso não seria mais que ruído. Ruído que nos impede de perceber o que realmente aconteceu e o que realmente interessa fazer agora.
Não sendo de forma alguma “dono” da verdade, admito que posso estar equivocado. Aliás a cólera é um natural inimigo da lucidez. Mas mesmo assim, “sem rede” ou agenda de interesses, apenas configurado pelas minhas opiniões, convicções, forma de perspectivar o mundo e de nele estar, deixem-me tentar distinguir o que neste momento (para mim) é urgente e o que pode ser discutido depois.

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O Marquês

5250

Há quem se impressione com o número de crimes imputáveis a José Sócrates pelo Ministério Público mas, depois de assistir a esta entrevista, onde se terão enumerado os pontos fundamentais da acusação, apenas consegui adensar as minhas dúvidas sobre a sobrevivência deste processo judiciário com tão pouco de judicioso. Não sendo a televisão um tribunal, muito embora tenha funcionado, nestes 3 anos de preliminares, como palco para um julgamento que já terá sido efectuado pelo público – ninguém quer acreditar que Sócrates não meteu dinheiro ao bolso -, o certo é que a representação do MP feita pelo jornalista de serviço apenas permitiu que o actor principal tenha dado um passo seguro para reconquistar o seu direito à presunção de inocência junto da opinião pública. Não se esperava que Vítor Gonçalves, que luta contra o estigma das suas supostas simpatias políticas, aguentasse o embate com este ex-primeiro-ministro, e nem mesmo que dominasse as 4.000 páginas da acusação (que trouxe ao ecrã para dar substância e clamor ao libelo, supõe-se…), como naturalmente o demonstrou fazer José Sócrates. Mas este espectáculo, a que mais uma vez assistimos neste campo, teve como único resultado a severa goleada de Sócrates ao Ministério Público.

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Destra Sinistra: os blogues que eu leio são melhores que os teus 26.1.10

O Pedro Correia descobriu um novo “estadista” e eu nestas coisas costumo de dizer que “é de estalo”. Nunca uma expressão foi tão adequada para a situação deste o pontapé do outro do Big Brother…

Pedro Correia – Albergue Espanhol

E nada como uma boa piada para animar a malta…

Rui Tabosa – Corta-fitas

E grão-a-grão, o António Caldeira vai enchendo o saco do nosso Primeiro. Dá-lhe forte.

António Caldeira – Do Portugal Profundo

O bom, o mau e o Vilão é a posta da semana e que inveja eu tenho de não ter escrito aquilo…

Luís Filipe Coimbra – 31 da Armada

E sim, é o mais puro deboche!

Tomás Vasques – Hoje há conquilhas…

Mário Crespo:

Uns gostam, outros não. Ninguém fica indiferente. É Jornalismo. Hoje no JN (via Blasfémias):

O Palhaço.