Repugnante

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O Correio da Manhã consegue descer às profundezas do abjecto, não se limitando a fazer notícia de um hipotético suicídio de uma criança, em directo nas redes sociais. Patrocina-o.

Isto não é jornalismo. É apenas e só repugnante.

Imagem via Os truques da imprensa portuguesa

O folhetim do Diário de Notícias

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Anónimo Aventador

Escrever prosas ficcionais é bom para todos os escribas. Mas não se pode fazê-lo num jornal de referência, apresentar a ficção como notícia e deixar as redes sociais fazerem o seu trabalho de confusão junto dos leitores. Esta invenção de um anónimo (é mesmo assim que a direcção do DN permite que se assine o seu “folhetim de Verão”), é escandaloso do ponto de vista ético, já para não falar na responsabilidade que os jornalistas, editores e directores têm para com o público. Fica a nota à navegação: o artigo mais lido do dia no DN é ficção. E da má, ainda por cima.

A verdadeira oposição

i-2014-02-10

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Olha a vida, ó freguesa! Tão baratinha!

Os alegados socialistas, os putativos sociais-democratas e os democratas-que-se-dizem-cristãos, esses parasitas da Democracia, andam, há mais de trinta anos, a cevarem-se uns aos outros à custa dos nossos melhores pedaços. Como é natural, e para confirmar o adágio, estão, agora, a roer-nos os ossos.

Depois de terem, portanto, desperdiçado todos os recursos que lhes pusemos nas mãos sapudas, dizem-nos, com o descaramento dos criminosos sem consciência, que é preciso fazer cortes, que o Estado tal como o conhecemos já não faz sentido, entre outras agressões. Tem sido assim na Educação e é assim na Saúde.

O parecer pedido pelo Ministério da Saúde ao Conselho Nacional da Ética para as Ciências da Vida (CNECV) para se descobrir maneiras de se poupar nos tratamentos do cancro é, só por existir, meio caminho andado para a obscenidade. As declarações do presidente do dito Conselho são tão pornográficas que não deviam passar na televisão sem bolinha vermelha no canto:

 “Vivemos numa sociedade em que, independentemente das restrições orçamentais, não é possível em termos de cuidados de saúde todos terem acesso a tudo. Será que mais dois meses de vida, independentemente dessa qualidade de vida, justifica uma terapêutica de 50 mil, 100 mil ou 200 mil euros? Tudo isso tem de ser muito transparente e muito claro, envolvendo todos os interessados”

Vivemos, portanto, numa sociedade tão atrasada que “não é possível em termos de cuidados de saúde todos terem acesso a tudo”? Se não podem ser todos, como escolher os que terão direito a tudo? Se não é legítimo gastar 50 mil euros para se ter mais dois meses de vida, quer isto dizer que dois meses de vida valem menos que 50 mil euros? Para quando a publicação das tabelas com o preço da vida? E quem não puder comprar mais vida? Quanto faltará para que o ministério dito da Saúde peça ao Conselho-Nacional-alegadamente-da-Ética-para-as-Ciências-parece-que-da-Vida um parecer sobre a possibilidade de legalizar o infanticídio das crianças que revelem tendência para adoecer? Isso é que era poupar!

O presidente do CNEVC chama-se Miguel Oliveira da Silva e diz-se que é médico.

Um velório tipo sapataria, à medida do pézinho

Fernanda Câncio tem uma nova causa: funerais à sua medida. Luís Rainha consegue escrever sobre o nojo dos outros. Eu não.

Definição de Nojo:

Nojo:

 

1. Repugnância; asco; repulsa

2. O que causa asco ou repugnância

3. Náusea

4. Aborrecimento; fastio

5. Pesar; tristeza; luto

 

e desde hoje:

 

6. Eduardo Pitta

 

É a única coisa que posso dizer ao ver um post utilizando uma fotografia da família daquele que se crítica. Como se diz na minha terra, uma filha da putice sem igual. O que diz tudo sobre a natureza de quem a fez.