Tempo de investigar Mariano Rajoy

Agora que foi derrubado por uma moção de censura legítima, ainda que a mesma tenha mais que ver com o desespero do PSOE em chegar ao poder do que com o caso de corrupção em si, é tempo de nuestros hermanos investigarem Mariano Rajoy. Até porque, existem fortes indícios de que o primeiro-ministro deposto terá recebido pagamentos ilícitos do tesoureiro Bárcenas, como de resto meio Partido Popular espanhol recebeu. Será que é desta que a pasokização chega a Espanha? Ou será a direita espanhola imune à justiça, como a sua congénere portuguesa?

O desmoronamento do antigo regime segue dentro de momentos

Passos Rajoy

Passos Coelho continua ressabiado, por muito que tente convencer o país do contrário. O seu desprezo pela democracia representativa é evidente e o acantonamento à direita para onde empurrou o PSD parece indicar aquilo que muitos desconfiavam: Passos Coelho estaria mais confortável na liderança de um regime autoritário, cinzento como ele, que pudesse, sei lá, suspender a democracia durante uns meses. Como o seu amigo e companheiro no PPE, Viktor Orbán.

Vem isto a propósito da reacção do líder do PSD aos resultados das eleições de ontem no país vizinho, expressa numa mensagem enviada a Mariano Rajoy:

Quero felicitar-te vivamente pela vitória eleitoral alcançada nas eleições gerais. Espero, sinceramente, que a vontade dos eleitores espanhóis possa ser respeitada e que, nessa medida, possas ser bem sucedido na formação do novo governo.

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Governo Rajoy imita as piores práticas do PàF

PP

O Ministério do Interior espanhol usou a sua conta no Twitter para fazer propaganda eleitoral e promover Mariano Rajoy, colando o líder do PP a Adolfo Suarez e ao histórico momento da transição democrática. Estes PàFs espanhóis tendem a confundir os recursos do Estado com os dos seus partidos, como de resto foi acontecendo por cá com os seus parentes políticos: Paula Teixeira da Cruz usou dirigentes públicos para servir a campanha do PàFPires de Lima seguiu-lhe os passos e até o sítio do Governo publicou um documento manifestamente imparcial intitulado 4 anos de credibilidade e mudança. A uns como a outros, de pouco lhes adiantaram as manobras: venceram o escrutínio mas perderam o poder absoluto, o único que conhecem e com o qual sabem governar. Hoje chegou ao fim a hegemonia da central de negócios do bloco central espanhol. A nossa vez chegará.

Rajoy em choque


Os espanhóis não deixam a situação em mãos alheias.

Políticos cobardes que fogem ao debate

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Pela segunda vez, Mariano Rajoy esquivou-se ao debate televisivo entre os líderes dos principais partidos em disputa pela vitória nas legislativas espanholas do próximo dia 20 de Dezembro. Porém, e ao contrário daquilo que aconteceu a 30 de Novembro, Rajoy fez-se representar pela sua vice, Soraya Sáenz de Santamaria, o que não o livrou de ser alvo de uma monumental tanga nas redes sociais. Por cá também tivemos um primeiro-ministro cobarde a fugir ao debate, só faltaram os memes.

Ciudadanos e Podemos ” à porta ” do governo espanhol

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A sondagem do ” El Pais “, publicada hoje, relativa às eleições gerais espanholas marcadas para 20 de Dezembro é muito interessante comparada com os resultados das últimas eleições legislativas em Espanha.

Esta sondagem dá uma perda de mais de 80 deputados para o PP do actual presidente do governo, Mariano Rajoy. O PSOE, de Pedro Sánchez, também aparece em perda, mas mais moderada, com menos 10 a 15 deputados.

Mas a grande surpresa são os dois novos partidos, os Ciudadanos, de Albert Rivera, que poderá chegar quase aos 90 deputados e o Podemos, de Pablo Iglesias, que poderá ter mais de 45 deputados. A mesma sondagem diz-nos que o conjunto dos outros partidos de esquerda poderão alcançar 40 deputados.

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Catalães querem independência

Querem mesmo. E são muitos.
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[Huffington Post.es]

Eurogrupo: a Grécia como desafio democrático

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O primeiro-ministro grego está debaixo de fogo e os canhões apontados à Grécia estão em Bruxelas, com o apoio dos governos português e espanhol. Tsipras disse que os gregos encontraram em Bruxelas um eixo de poder que tem um objectivo político muito claro: assegurar os resultados eleitorais que melhor servem os interesses dos partidos que têm partilhado o poder nos países onde haverá eleições este ano, e os dos seus parceiros de negócios.

Numa tentativa desesperada de defesa dos referidos interesses (que não são os dos povos, sabêmo-lo hoje, ao custo do nosso sofrimento e da indignidade das nossas vidas de cidadãos de países supostamente desenvolvidos e democráticos, mas onde cheira de novo a fascismo, naquela versão que a gente sabe), Mariano Rajoy disse que os ibéricos não são responsáveis «pelas frustrações dos radicais de esquerda» quando confrontados com a realidade dos factos. Como se a realidade fosse unicamente composta pelos factos que melhor servem os interesses de Rajoy. Já o Governo alemão, acusou Tsipras de ter cometido um erro que não é habitual, ao atacar os seus parceiros europeus, «algo que não se faz no eurogrupo», disse o Governo alemão. Isto está bonito.
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Ventos que sopram de Espanha

Touro ESNo dia a seguir ao pedido de demissão da ministra da saúde espanhola, alegadamente envolvida no caso Gurtel, um caso de corrupção que envolve alguns dirigentes de topo do PP, Mariano Rajoy foi ao hemiciclo espanhol dizer aos deputados e ao país que “a maioria dos políticos são decentes” e que “a Espanha não está corrompida”.

Eu não conheço a realidade espanhola o suficiente para me poder pronunciar mas é interessante verificar que, como aqui, existem ministros que pedem desculpa. Claro que, neste caso, o pedido desculpa de Rajoy aproxima-se mais dos pedidos de desculpas de alguns papas pelas heresias eclesiásticas praticadas por alguns dos seus pares do que dos motivos que levam ao mesmo comportamento por cá, regra geral relacionados com incompetência e experimentalismos ocasionais. Sempre muito comovente.

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França: Hollande manda despedir o executivo governamental

depois de duras críticas do ministro da Economia, apoiado pelo também já despedido ministro da Educação. Rajoy e Merkel apoiam a dita «política reformista» e de «rigor orçamental» que o amiguinho de Hollande Manuel Valls pretende prosseguir.

Espanha: um exemplo para o Mundo, diz Rajoy

Milhões de postos de trabalho destruídos e a correspondente queda nas cotizações para a Segurança Social espanhola desde a sua subida ao poder: eram 19,4 milhões de contribuintes em 2008, desceram aos 16,2 já em 2013. Olé!

Queda de Mariano

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© Dani Pozo/AFP

Na versão em papel do Público de hoje, uma fotografia clarividente ilustra o artigo de Ana Gomes Ferreira sobre Mariano Rajoy. Trata-se de uma imagem em que Rajoy surge como o homem perseguido por aquelas que foram seguramente (e meço bem as minhas palavras) as suas acções polutas, de político corrupto cujo entendimento da política é a própria imagem da abjecção. Podemos ter as nossas democracias fragilizadas, mas sabemos bem distinguir os homens. E Rajoy, se dúvidas houvesse, surge nessa imagem com a limpidez que os olhos (que ainda são um espelho, e até mesmo nos que como ele se habituaram a dissimulá-lo) revelam: um homem destruído, imerso em horror e culpa (culpa mariana, não pode haver pior), que insiste em mentir, em pateticamente mentir – para segurar um governo, para tentar safar-se do que não tem maneira, para proteger outros. Só por essa fotografia (assinada por Dani Pozo para a Agence France Presse, tal como a imagem que aqui se reproduz) vale a pena comprar o Público de hoje. Está nela a verdade, e a certeza da queda.

Os Bancos e o carácter Internacional da crise

Participação de João de Sousa no Opinião Pública da SIC Notícias 27/06/2013

Por Ergo Res Sunt

François Hollande, o inimigo a abater por Merkel & Cia.

A notícia foi divulgada a partir do semanário alemão Der Spiegel:

François Hollande estaria prestes a ser boicotado por Angela Merkel e os parceiros italiano, espanhol e o Partido Conservador britânico.
Angela Merkel, Mario Monti, Mariano Rajoy e David Cameron estariam então “cometidos verbalmente” a não receber o socialista em caso de eleição, enquanto este último segue na frente das sondagens (58% das intenções de votos na segunda volta em relação a Sarkozy, conforme uma pesquisa mais recente LH2-Yahoo!).
De acordo com o semanário alemão, os líderes conservadores estão “indignados” com a vontade manifestada pelo candidato socialista para renegociar o Pacto Fiscal, uma peça central de resgate da zona do euro. A motivação de David Cameron, cujo país não assinou o Pacto Fiscal, seria mais de carácter ideológico.

Fonte: Le Huffginton Post

Angel Merkel, queira-se ou não, reedita o despotismo germânico, reiterando a tentação da hegemonia sobre a Europa. Nem sequer é, portanto, novidade histórica vinda daquelas bandas. Volta à actividade, em alguns políticos alemães, com a Sra. Merkel em destaque, o maldito e genético vírus do elitismo germânico.

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Organizem-se!

Embora resista ao vocabulário obsceno – pelo menos quando escrevo – confesso que a vontade de publicar dois ou três palavrões começa a tomar conta de mim. Antes de me explicar, e cedendo já ao impulso, deixem-me só lembrar uma anedota alarve que me fazia rir na adolescência igualmente alarve durante a qual era preciosa qualquer ocasião que nos permitisse proferir palavreado mais forte. Rezava, então, assim a dita anedota: numa orgia sexual, para apimentar a coisa, resolveram apagar as luzes. Ao fim de meia hora, um homem gritou: “Ó pá, organizem-se! Já me foram três vezes ao cu e ainda não comi nada!”

A troiana Cassandra recebeu de Apolo a faculdade de adivinhar o futuro. Por se ter recusado a favorecer sexualmente o mesmo deus, foi amaldiçoada: ninguém acreditaria nas duas profecias.

Os economistas instalados no poder ou próximos do poder ou os poderosos que falam sobre economia andam há três ou quatro anos a explicar o que deveremos fazer para que os mercados acalmem e deixem de nos atazanar a vida. De cada vez que tomam uma decisão, afirmam que agora é que é, agora é que os mercados vão acalmar, agora vai tudo correr bem, de certeza absoluta.

Foi assim com os PECs socráticos, assim foi com a austeridade crescente do passismo cada vez mais passadista, tal como aconteceu com a Grécia. Com a eleição de Rajoy em Espanha, os entusiastas da seita ergueram as mãos para os céus em agradecimento. Agora é que os mercados iam, finalmente, mesmo, de certeza, acalmar. Surpreendentemente, para quem queira ser surpreendido, parece que não.

Pelo menos, a heroína troiana não cedeu aos apelos lascivos chegados do divino. Os poderosos economistas ou os economistas poderosos da actualidade comungam com Cassandra os discursos sobre o futuro. Ao contrário de Cassandra, não acertam uma e, para cúmulo, não passam de umas putas que dormem com os mercados e com os bancos e com os empresários, enfim, com quem lhes paga.

Pela minha parte, que não pedi para participar neste bacanal, gostaria muito que se organizassem.

Faltou ao PSOE a ajuda do grande comunicador

Sem uma ajuda em espanhol técnico, viu-se no que deu.  E Paris tão perto…

Já agora, uma nota sobre as eleições espanholas. Ao passar os olhos nos comentários da esquerda, noto que o tom incide com frequência na suposta má escolha que os espanhóis fizeram. Se é boa ou má, não sei, já que nem sou espanhol nem tenho acompanhado a política espanhola. Mas eles lá devem saber e, mesmo que não saibam, o povo ainda é soberano. Ou só o será quando o resultado é o desejado?

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