Ginestlay (hoje, não há fatos)

Rendez-vous, rendez-vous, rendez-vous
Au prochain règlement

Stromae

Aber genau deswegen ist es an der Zeit, über neue Gesten nachzudenken und von Mourinho zu lernen, wie ein paar flüchtig hochgereckte Finger einen ganzen Roman erzählen können.

– David Hugendick

Alors arrivèrent les plus lâches, qui n’ayant pas osé frapper la chair vivante, taillèrent en lambeaux la chair morte, puis s’en allèrent vendre par la ville des petits morceaux de Jean et de Corneille à dix sous la pièce.

– Alexandre Dumas, La tulipe noire

***

No outro dia, não havia contato, mas havia fato.

Hoje, não há fato, mas há contato.

Todavia, como sabemos, apesar de haver dias com fato e sem contato e dias com contato e sem fato, há dias com fato e com contato.

Imaginemos um dia. Um dia em que deixe de haver dias com fato e sem contato. Um dia em que deixe de haver dias com contato e sem fato. Um dia em que deixe de haver dias com fato e com contato. Wouldn’t it be good?

Exactamente.

Ainda bem que temos esta petição, a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação do AO90 e a Iniciativa de Referendo.

Assinou? Óptimo.

Efectivamente.

Desejo-vos uma óptima semana.

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José Mourinho faz frete a Marcelo Rebelo de Sousa

E porquê? Porque Portugal precisa de um vencedor e de alguém com carisma. O carisma até dou de barato agora vencedor? Será que Mourinho se referia ao percurso triunfante de MRS à frente do PSD, ao nível de António José Seguro no PS?

Que se lixe o Banif, o Mourinho foi despedido!

Mou

A CMVM suspendeu hoje a venda de acções do Banif “até à prestação de informação relevante relativa ao processo de venda voluntária do mesmo“. A última vez que me lembro de ver tal coisa foi em Julho de 2014, quando a mesma CMVM suspendeu a venda das acções do BES, à espera da tal informação relevante que estas situações exigem. Hoje já não existe BES, entretanto substituído por dois bancos maus onde todos os dias enterramos alegremente alguns milhões de euros, e em breve poderá também já não haver Banif. Neste Natal, vasculhe bem o seu sapatinho. É altamente provável que a quadra lhe traga mais uma factura de regabofe bancário para pagar.

Passando para assuntos verdadeiramente importantes, José Mourinho foi hoje despedido do comando técnico do Chelsea, ao que tudo indica por mútuo acordo. A notícia está a marcar a actualidade nacional e é destaque em praticamente toda a imprensa nacional, que remeteu assuntos de menor importância, como o caso Banif, para um quadradinho mais pequeno das suas páginas web. Podem tirar-nos tudo, salários, pensões ou segurança social. Mas não nos podem tirar a escala de prioridades de um país desenvolvido. Que se lixe o Banif! Longa vida ao Special One!

Foto: Andy Rain/EPA

Uma lagosta para para me ver

para jogo

Efectivamente, Aguero para jogo para adepto do Everton ser assistido.

Aguero para jogo para?

Exactamente, Aguero para jogo para.

Aguero para jogo?

Correcto: Aguero para jogo.

Partamos do princípio de que, “passando  diante  de  um  apelativo  lago,  Narciso  para  para  beber” (p. 101) — ou então imaginemos que “a manifestação (…) para para fazer um minuto de silêncio pelo Chile”  (p. 248), “a rádio para para dar uma notícia sensacional” (p. 196), “Londres para para funeral de Margaret Thatcher” (Público), “Universidade para para agraciar Mourinho” (JN), “Papa para para abençoar doente acamado” (CMTV) “Cervantes para para ser operado” (MR), “Ascensor para para obras de manutenção” (CMN), “Escola Secundária para para ler!” (RBO), “o Sol para para os prodígios” (p. 32)  ou, melhor ainda, “uma lagosta / para / para me ver / trincar / um cato em chamas” (*).

Para para me ver? Para para os prodígios? Para para ler? Para para obras? Para para ser operado? Para para abençoar? Para para agraciar? Para para funeral? Para para fazer? Para para beber?

Para para beber?

Agora, compare-se com “de bicicleta para para o trabalho” (Carris), “Maria Teresa Lago eleita para para comité executivo da IAU” (SPA) ou “sem ter feito para para o merecer” (TVI).

Quanto ao sítio do costume, não há novidades.

dre 25082015

Portanto, Aguero para jogo para adepto do Everton ser assistido.

***

(*) Isto é, «uma lagosta / pára / para me ver / trincar / um cacto em chamas», M. S. Lourenço, Pássaro Paradípsico, Lisboa, Perspectivas & Realidades, 1979, p. 13 (p. 292 ), com intervenção de um conversor.

Chomsky e Houaiss: perspectiva, concepção, aspectos e facções

110p

Elements of Linguistic Structure, Noam Chomsky, 1955 © MIT (http://bit.ly/1vRi4OH)

Truly, we live in a world in which people feel entitled not just to their own opinions but their own facts.

Paul Krugman

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Em qualquer área em que seja usada, tanto no Brasil, como em Portugal ou na África, a língua portuguesa será grafada de uma só maneira. Isso significa que um livro editado em português pode correr todos esses países, porque a ortografia é a mesma

Evanildo Bechara

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Li recentemente um artigo de 1996, do jornalista brasileiro Ibsen Spartacus (1965-2003), acerca do Roda Viva com Noam Chomsky. Lembrei-me, obviamente, do Roda Viva com Antônio Houaiss (1915-1999), ao qual me referi em 2009 (p. 10), com o conhecido lexicógrafo a admitir o valor diacrítico da letra ‘c’, embora errando o alvo: na palavra ‘actividade’, a letra consonântica ‘c’ tem de facto valor grafémico, sim, mas esse valor não é diacrítico.

Neste registo, com um desempenho teórico francamente melhor, Houaiss esclarece aqueles que não conhecem o sistema ortográfico do português europeu: “[a consoante muda], em Portugal, se escreve para fins de abrir o timbre ou por coerência; como em ‘activo’, eles põem o ‘c’ para dizerem ‘activo’ [aˈtivu], em lugar de dizer *’ativo” [ɐˈtivu]; eles põem esse ‘c’ em ‘acção’, coerentemente, por serem co-radicais”. Depois, acrescenta: “para dizerem ‘optimizar’ [ɔtimiˈzaɾ], eles têm que pôr o ‘p’; ao pôr em ‘optimizar’ o ‘p’para essa função de timbre, automaticamente eles levam o ‘p’ para o cognato ‘óptimo'”.

Muitos anos volvidos sobre estas intervenções de Houaiss [Read more…]

“Não tenho qualquer reação”

diz Mourinho. Nem eu. Efectivamente, em português europeu, ‘reação‘ não existe.

Ricardo Carvalho e a retractação

Barcelona's Messi is challenged by Real Madrid's Carvalho during their Spanish King's Cup soccer match in Madrid

© FELIX ORDONEZ/Reuters/Corbis (http://bit.ly/carvalho-messi)

«There is no self—portrait of me. I am not 
interested in myself as ‘material for a picture’, 
rather in other people, especially women, 
and even more in other phenomena»
— Gustav Klimt *

Em princípio, considerando a grafia adoptada pelo jornal RecordRui Águas terá cometido um erro de avaliação extremamente grave, ao insinuar que “Ricardo Carvalho fez bem em retratar-se“.

Não sei qual o auto-retrato de Carvalho a que Águas se refere. Não são conhecidos a Carvalho nem entusiasmos como os do Dolby, de Joanesburgo ou do Palácio de Belém, nem sequer qualidades como as de Rembrandt, Freud ou Picasso  — Carvalho dedica-se, com mérito, a outras actividades.

Das duas, uma: ou Rui Águas se retracta (recordo que “a retractação é acto digno e responsável“), ou o Record passa a adoptar uma grafia que não dê azo a confusões.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

***

* Schiele never attempted the public, monumental narrative painting that occupied Klimt until his ill-fated University murals, while Klimt, always Vienna’s darling despite the controversies,  made only two, comparatively insignificant self-portraits

(…)

In an undated manuscript cited in Nebehay Klimt, Dokumentation, 32, Klimt wrote that in fact «There is no self—portrait of me. I am not interested in myself as ‘material for a picture’, rather in other people, especially women, and even more in other phenomena».

— Robert Jensen, “A Matter of Professionalism: Marketing Identity in Fin-de siècle Vienna,” in Rethinking Fin-de-siècle Vienna, ed. Steven Beller (New York: Berghahn Books, 2001), pp. 195-­‐219 [pp. 210 e 218]. Revised from the original essay which appeared in  Austrian History  Yearbook, vol.  28  (1997): 247-68.

 

“Os onze poderes do líder”

Quem lê muito, acaba, mais tarde ou mais cedo, por ser capaz de produzir umas frases jeitosas, daquelas que ficam no ouvido. E, se tiver ódios de estimação entre figuras mediáticas, sujeita-se a escrever livros. É uma tentação, e já Oscar Wilde explicava isso muito bem, quando assumia que a única coisa a que não resistia era à tentação. Ora, a tentações, nenhum de nós é imune!

“Os onze poderes do líder” é um livro que acaba de sair. O autor, Jorge Valdano, figura incontornável do Real Madrid como atleta, mas proscrito por Mourinho como director, aquando da sua passagem pela capital espanhola, caiu na mais primária das tentações para ficar ainda mais célebre: mostrar ao mundo que, por mais cultura que se tenha e por mais livros que se leia, hélas, somos humanos e faz parte dessa característica mostrarmos ao mundo quais são os nossos inimigos. Amesquinhando-os. A primeira falácia. [Read more…]

Efectivamente, era o fato

Fábio Poço/Global Imagens (http://bit.ly/100qyEx)

Fábio Poço/Global Imagens (http://bit.ly/100qyEx)

Naquele tempo, quando ainda escrevia numa inteligível ortografia portuguesa europeia, Ferreira Fernandes não acreditava que “fato e morada indiciassem um destino” — a propósito, a grafia da ficha técnica do DN daria para um tratado, mas hoje, como sabemos, é domingo.

Porém, segundo o Record,

Carlos Pinho, presidente do Arouca, destacou o fato de Pedro Emanuel sempre ter sido a primeira escolha

Já se sabe, é a vida: há quem atribua importância ao estilo de Mourinho, quem se deslumbre com os fatos de Costinha, quem prefira o fato de Jol, quem recomende os modelos de casaco de corte direito ou assertoado e quem se dedique ao catálogo das cores dos casacos de Merkel.

Depois do fato (de roupa), do fato de Monti, do fato no momento certo, do fato de Pinto Ribeiro, do fato de Octávio Ribeiro, dos fatos e afins do Diário da República, do fato daquela revista e da prova de fatos, temos o fato de Pedro Emanuel (pois, também temos um ‘projecto’, apesar dos *’objetivo’).

Sim, o fim-de-semana está prestes a acabar, mas ainda vamos, creio, a tempo de um desfile.

Mourinho e Ronaldo: um mal-entendido

Tive apenas um problema com ele [Cristiano Ronaldo], quando o critiquei do ponto de vista tático, tentando melhorar o que, na minha opinião, podia ser melhorado. Não o aceitou muito bem porque pensa que sabe tudo e que um treinador não o pode ajudar a crescer mais

José Mourinho

É compreensível que Ronaldo não tenha aceitado “muito bem” a crítica. Aliás, nem deve ter percebido aquilo a que Mourinho se referia. Provavelmente, Ronaldo não terá escutado com atenção as críticas do treinador ou tê-las-á treslido, pensando que este o estava a criticar de forma implícita. Isto é, “quando o critiquei do ponto de vista tácito“. Afinal, depois de descodificada, a mensagem de Mourinho é clara e a crítica foi feita “do ponto de vista táctico. Está tudo explicado. Em ortografia portuguesa europeia — ou através de outros recursos — nos vamos entendendo.

Real Madrid, MOUrinho, CR7, Coentrão e Carvalho campeões em Espanha

Está feito! Mourinho ganha mais um título apesar do MESSI não parar de marcar golos.

O chapéu que o Messi fez depois de marcar duas penalidades é fabuloso e vale a pena ver. Mas para memória futura fica a vitória do Real com mais um golo do Cristiano Ronaldo.

Da nobreza no futebol

O futebol é mais do que um jogo, infelizmente. É um lodaçal feito de uma mistura de irracionalidade, negócios racionalmente escuros e agressividade também verbal, ou seja, de valores antidesportivos. É, portanto, raro encontrar, entre jogadores, dirigentes e treinadores, palavras ou atitudes nobres.

José Mourinho e Cristiano Ronaldo são profissionais extraordinários e estão entre os melhores do mundo, mas estão muito longe da nobreza de Guardiola ou de Messi, uma vez que raramente conseguem esconder o arruaceiro ou o vaidoso que estão dentro deles.

Guardiola foi, para além disso, um dos melhores médios que já vi jogar, discreto, inteligente, elegante (podem revê-lo, depois do corte). Como treinador, manteve as mesmas características e, mesmo na hora da saída, consegue ser grande, dispensando-se de inventar desculpas ou de criar fricções escusadas.

Messi, o profissional apaixonado, o atleta improvável, não esteve presente na conferência de imprensa da despedida e explicou: “Preferi não estar porque sabia que os jornalistas iriam à procura dos rostos de pena dos jogadores.” Também fora de campo, Messi é melhor do que Cristiano Ronaldo, convencido de que é perseguido por ser rico e bonito.

No nosso campeonato, Ontem, Sérgio Conceição, depois de ganhar em Braga, declarou que o empate teria sido o resultado mais justo. Leonardo Jardim, ao contrário da maioria, não fez referência a erros do árbitro.

O futebol é mais do que um jogo e torna difícil manter a serenidade e a elevação. Os que o conseguem devem ser elogiados, porque são esses que devem ser imitados. [Read more…]

Cristiano Ronaldo Acelera no Aventar

Cristiano Ronaldo, Aventador

Cristiano Ronaldo, Aventador - Lamborghini Aventador LP 700-4 (imagem do Jornal Marca)

Mais ou menos…

Em primeira mão o Aventar deu a notícia: Cristiano Ronaldo também aventa.

Agora é do conhecimento de todos – dez pontos à frente do Barcelona, os golos do Cristiano Ronaldo chegam de Lamborghini! Vamos ver quantos marca ao Levante !Foram SÓ 3!  Ao volante deste fantástico carro Cristiano Ronaldo conduz o Special one até ao título, que vai ser histórico: perde os jogos todos com o Barcelona e é campeão!

Falta de olho

A visita do Papa Bento XVI a Espanha, ficou desde logo marcada pela conversa da despesa de 25 milhões de Euros.

Esquecem os preocupados da despesa que a visita papal trouxe a Espanha milhares de fiéis de todo o mundo que lá vão gastar dinheiro em restaurantes, museus e hotéis – como os chineses do Futre. Além da projecção mediática usufruída por Espanha que ainda ganhou em tomar de perto as palavras de um Papa universitário e com um pensamento sobre a actualidade digno de ser estudado.

Dos revoltados espanhóis sobre os custos da visita papal, gostaria de saber quantos já não se importam de comprar bilhetes de futebol e sustentar clubes com salários megalómanos para os tempos em que vivemos?

Nestas coisas é preciso ter um pouco mais de visão. Ou de olho, mas com cuidado não vá Mourinho meter o dedo…

Tudo sobre o biscate de José Mourinho na selecção nacional

Querem saber o que é que eu acho desta coisa do Mourinho treinar a selecção em jeito de biscate? Não? Mas eu digo na mesma, que é para isso que a administração deste blogue me paga.

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Mourinho sentiu depressa a pressão de ser treinador do Real Madrid, que não é a mesma coisa que treinar o Chelsea ou o Inter de Milão. Nos últimos dias enviou um recado para ‘dentro’ ao pedir “tempo” ao presidente do clube. Recentemente tinha dito que, em caso de emergência, estaria disponível a ajudar a selecção.

Gilberto Madaíl pensou ou disseram-lhe que esta sim, seria a solução ideal para os próximos tempos. Não hé tempo a perder. Há jogos a caminho e em breve haverá eleições e há aquela trapalhada da utilidade pública a tratar e não se pode falhar na escolha do novo seleccionador e…

Vai daí aborda o mais relevante treinador do mundo. Noutras circunstâncias, Mourinho tinha mandado Madaíl dar uma volta ao estádio nacional. Mas, neste momento, deu jeito. Que sim, está disponível, e a custo zero. Até paga a gasolina das deslocações. O problema é o Real. Madaíl saí de Madrid sem falar com o rei do Real, que diz nada saber. Mourinho admite que será difícil. Há a pressão dos adeptos, dos dirigentes. Nada fácil.

Se nos próximos dias houver acordo entre a FPF e o Real, porreiro. Mourinho aceita o biscate. Se não houver, porreiro na mesma. Fica como um héroi, disponível para ajudar nos momentos difíceis. Madaíl fica com o menino nas mãos, mas, enfim, sempre pode chamar o piloto automático.

José Mourinho nu em Madrid…

…era capaz de encantar muita(o)s fãs.

Basta-lhe seguir os passos de Maradona e vê-lo-emos em pelota na Praça de Cibeles festejando títulos.

Já se Carlos Queirós prometer despir-se e desfilar nu no Rossio, deixo aqui um aviso: mal por mal, prefiro que Portugal não seja campeão. Livra!

As lágrimas de Mourinho


O Aventar ainda não lhe tinha feito a homenagem devida. José Mourinho foi odiado em Portugal, em Inglaterra, em Itália. E por todo o lado foram inventando razões para o seu sucesso. Não há, não há mais razões que não se prendam com uma única: ele próprio.
Soube bem mais esta vitória de um portugês. Mais uma vitória de quem faz mais pelo país do que mil políticos juntos. Mais uma vitória de quem remete os portugueses ditos importantes, de Sócrates a Passos Coelho, para a sua verdadeira insignificância.

Onde Manuel José de Jesus é mais famoso que José Mourinho


“De onde és?”. A pergunta, em inglês ou num surpreendente espanhol, era normal. É daquelas interrogações que qualquer turista, visitante ou viajante é contemplado pelos anfitriões no momento do primeiro contacto. “De Portugal.”, respondia. “Portugal…?, Manuel Joséeee”. A reacção era imediata e quase sempre a mesma. Por vezes com algumas variantes, quase tanto como a qualidade do inglês de cada interlocutor, como “Ah, conheces Manuel José. Muito bom treinador”.

De vez em quando, um ou outro avançava com o nome de José Mourinho, o segundo mais citado, Cristiano Ronaldo, o terceiro, e Figo, para os de memória mais longa. Mas Manuel José é que era.

O homem deixou marcas no Al Ahly, clube no qual ganhou três campeonatos do Egipto, quatro Ligas dos Campeões Africanos, duas Supertaças de África e duas Supertaças do Egipto. Também deixou saudades. Os adeptos do mais popular clube do país, cujo nome significa O Nacional, gostavam que voltasse. É certo que o clube continua a dominar no país e voltará a ser campeão este ano, mas os adeptos sentem saudades do bom futebol que a equipa jogava e sobretudo querem regressar aos tempos das quatro finais africanas dos campeões, com três triunfos.
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Mourinho: O Génio

Lamento informar mas o José Mourinho, o Special One, voltou a provar que não é português. Temos pena, mas não é.

Ele estuda os adversários, ele domina a matéria, não teme nenhum rival e, para cúmulo, é arrogante como o caraças e vence. Todo ele transpira superioridade e prova-o. Reparem, quantos de nós não conhecemos um colega de trabalho, um agente de autoridade, um político ou um familiar armado em arrogante mas ao qual não atribuímos grande importância ou valor pois estamos fartos de o(s) ver falhar redondamente, demonstrar um conteúdo básico para lá da capa emproada que tapa a verdadeira mediocridade? Pensem bem, quantos? Uns poucos, não? Eu conheço alguns. Mas nenhum deles domina as matérias, sabe da poda e vence. Nem um. Até podem ganhar uma ou outra batalha mas perdem sempre a guerra.

Já Mourinho é um vencedor. Eu admiro-o mas não o considero um português. Infelizmente, nós não somos assim.