Não quero ficar impune
E dizer-te cara a cara
Muito mais é o que nos une
Que aquilo que nos separa

O Supremo Tribunal dos EUA reunido. A cores. Circa 2022.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Não quero ficar impune
E dizer-te cara a cara
Muito mais é o que nos une
Que aquilo que nos separa

O Supremo Tribunal dos EUA reunido. A cores. Circa 2022.
O desastre humanitário no Afeganistão é total.
6 milhões de refugiados.
9 milhões de afegãos a passar fome.
Mulheres brutalizadas.
Direitos humanos esmagados.
1 milhao de crianças desnutridas.
Se estes seres humanos não conseguem viver, comer ou sobreviver, para onde acham vocês que eles irão?
Para onde iriam vocês?

Na imagem temos o icónico Black Hawk UH-60, protagonista maior da força aérea norte-americana e de várias produções hollywoodescas, fabricado pela Sikorsky, subsidiária da Lockheed Martin, uma das maiores empresas mundiais de armamento e uma das grandes vencedoras de 20 anos de ocupação do Afeganistão. Feito que, de resto, se repete em todas as guerras e invasões provocadas por EUA & friends. O custo unitário deste helicóptero de guerra ronda os 6 milhões de dólares, mas pode variar em função dos extras, como vidros fumados, jantes de liga leve ou mísseis Hellfire.
A Lockheed Martin, liberalíssima, não descrimina na hora de vender os seus poderosos Black Hawk, de maneira que podemos encontrar exemplares da espécie em paragens tão distintas como a Suécia ou a Arábia Saudita, a Áustria ou a Albânia. E agora, com a saída apressada e em cima do joelho das forças que ocuparam o Afeganistão durante duas décadas, deixando para trás todo o tipo de material bélico, os Taliban passaram a ser proprietários de mais de 150 aeronaves, entre as quais três Black Hawk, drones ScanEagle e A-29s Super Tucano, para não falar nas dezenas de MRAPs e nos milhares de Humvee M1151 blindados.

Abdul Ghani Baradar, actual vice-Emir do Emirado Islâmico do Afeganistão, foi um dos fundadores dos Taliban. Às suas ordens, milhares foram presos, torturados e mortos. Baradar matou, impôs o totalitarismo religioso, oprimiu mulheres e crianças, semeou o terror.
Em 2010, Baradar foi detido na cidade paquistanesa de Karachi. Foi libertado oito anos mais tarde, devido à influência decisiva da administração Trump. O que me leva a afirmar que os EUA estiveram envolvidos na libertação do líder terrorista são as palavras do enviado especial de Washington, Zalmay Khalilzad, que o reiterou. E quem sou eu para duvidar das palavras do enviado de Trump que Biden manteve no cargo.


Qual é a diferença?
A diferença é que os sauditas metem cá – Ocidente – muito dinheiro, e com muito dinheiro pode-se cuspir na democracia, espancar mulheres, cortar jornalistas às postas e financiar terroristas sem que os democratas europeus e norte-americanos arrebitem cabelo.
É essa, a diferença.
E para isso precisa da nossa ajuda. Conheço o Nasir há uns anos. Chegou a Portugal sem nada. Não sabia falar a nossa língua, não conhecia a nossa cultura. Tive a sorte de o conhecer. Sim, conhecer um refugiado enriquece-nos em todos os aspectos. Conhecemos um pouco de uma cultura diferente, conhecemos novas pessoas, com novas histórias de vida e percebemos melhor quão afortunados somos por vivermos num país em paz, apesar de toda a podridão. Tentamos imaginar o que será deixar uma vida confortável, deixar família e amigos, deixar sonhos pendurados e partir sem nada, sem sequer saber onde se vai desaguar. O Nasir chegou a Portugal, mais concretamente ao Porto, depois da fuga do Afeganistão e de uma passagem pela Alemanha e, vá-se lá saber porquê, gostou disto. Terá encontrado aqui a sua paz. A paz que não encontrou nos países por onde passou. A paz tem muito que se lhe diga. Não é apenas um país sem guerra. Também importante é a paz interior, aquela que temos quando sabemos que encontrámos o “nosso” lugar. Pois o Nasir encontrou aqui o seu lugar. Fez amigos, conheceu pessoas, frequentou cursos para aprender a língua e começou a usá-la nas suas conversas. Já se desenrasca a falar e escrever português, terminou cá os seus estudos universitários e está integrado na nossa sociedade. Mas o Nasir tem ainda a sua mãe, bastante idosa e doente, totalmente dependente da filha, e a sua irmã no Afeganistão. Como podem ler na petição que hoje o Nasir me pediu para assinar, [Read more…]

Este anúncio foi publicado na revista estado-unidense Soldiers of Fortune (SOF), algures durante a década de 80, no decorrer da guerra que opôs o governo afegão de então, apoiado pela URSS, a várias facções de mujahedines e maoistas, apoiados, entre outros, pelos EUA, China, Arábia Saudita e Reino Unido.
O anúncio mais não era do que um o apelo dos responsáveis pela publicação, próxima da grange mais radical do Partido Republicano e da NRA, para que os seus leitores apoiassem financeiramente os rebeldes, maioritariamente fundamentalistas wahhabitas, a versão mais extremista do sunismo. Mohammed Omar e Abdul Ghani Baradar estavam entre os beneficiários da campanha da SOF. Na década seguinte fundaram os Taliban. Esta semana, Baradar assumiu funções de vice-Emir do Emirado Islâmico do Afeganistão, uma espécie de primeiro-ministro, já que o Emir, Hibatullah Akhundzada, é mais um líder religioso que político.
Da America Latina ao Medio Oriente, de Pinochet e Noreiga aos Taliban e à Casa Saud, um dia ainda havemos de ver respondida uma das grandes questões do nosso tempo: porque é que aos EUA é permitido apoiar e legitimar ditadores, promover golpes de Estado contra governos democraticamente eleitos ou treinar e financiar terroristas, e, ao mesmo tempo, manter o estatuto de “farol da democracia”, que poucos ousam contestar?

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Efectivamente, na KEXP.
Por acaso, já agora… Um dia, estava eu no Castle Howard, a recordar, reviver e revisitar, mas num ambiente pop, quando me apareceram de surpresa. Amanhã, em Bruxelas, voltarei a vê-los e ouvi-los. Com novidades, anunciadas há meses por Alexis Petridis, como “alien offshoot mushroom, going the gym to get slim“, “my dream house is a negative space of rock” ou “when I was a child I wanted to be a horse, eating onions, carrots, celery“. Em princípio, será isto. Veremos.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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