O trabalhador é essencial

 

O processo produtivo precisa de uma cadeia de investimentos para colocar um bem no mercado. Frase que precisa de várias definições. A primeira, o que é o processo produtivo. Tenho definido esta atividade como a realizada por um ser humano que sabe transformar um bem primário, dado pela natureza cultivada por ele-ela-eles, em bem manufaturado ou que a enxada ou no processo industrial, processo que precisa de uma fábrica com máquinas para a criação de um valor que é vendido no mercado em troca de dinheiro ou preço da venda do bem estruturado. Preço de venda que remunera o tempo investido na sua criação, o uso da sua força de trabalho e a sua incessante forma de operar para criar o bem como valor que vai ao mercado.

[Read more…]

antecedentes ideológicos do dia do trabalhador

 

…para os operários encurralados pelo PEC de Portugal…

Estou certo ter escrito um texto semelhante para o dia dos trabalhadores, faz um ano. Mas, os tempos que correm, a forma a que nos obrigam a viver, não me dá alternativa para escrever um texto mais alegre, agradável e divertido, porque começámos a falência da nossa teoria e o governo não consegue virar essa falência. Nem governo nenhum. Há os que antes de torcer os braços ao povo, prometem tudo, para derrubar o poder executivo, mas que logo a seguir, começam com a eterna história de dar o dito pelo no dito. Não tenho mais remédio do que reiterar o que escrevi faz um ano, para lutar pelo nosso real bem-estar.
A história era assim, e continua assim também:

Estava a acabar uma parte do texto da História de Portugal, para acrescentar os remotos antecedentes ideológicos do Dia do Trabalhador. Tenho comigo o livro de [Read more…]

hoje nem sequer é um de maio

Tinha uma coisa alusiva  para vir aqui contar.

Uma conversa com um casal de trabalhadores

(trabalhadores é para dizer como diz o zé mário branco no fmi, discretamente soletrado e a ressoar cada sílaba)

onde aprendi como uma pequeno-burguesa trabalhando por conta própria puxa por um operário que não pede aumento ao patrão porque o patrão responde tenho 1500 inscritos para entrar na fábrica, queres ir embora?

uma cabeleireira e um fiel de armazém classificado no privilégio do quadro dos efectivos da fábrica como operário geral, muito mais barato, foi ela que falou com o patrão na única vez em que foi aumentado, ele não queria ouvir aquela parte dos 1500 inscritos para entrar para a fábrica, queres ir embora? mas a ela o patrão não disse do mercado de trabalho, uma flexibilidade que falhou na parte dos tomates, patrão também é homem,

a ele, uma vez em que pediu para mudar para outra secção onde podia ganhar mais tinha respondido para o teu lugar precisava de 2 ou 3, nem nas penses, deve ser a isto que chamam uma relação

  • empresário / colaborador, que substituiu
  • o patrão / trabalhador do antigamente,

estive com eles e achei que era o 1º de maio de 2010,

em cores alternativas, ela quer ter outra criança, ele espera por melhores dias, tipo só haver 150 inscrições na fábrica à espera de uma vaga, a vaga de um deles,

isto ilustrado com umas imagens da conversa e tudo, isto numa fábrica muito visitada pelo governo, tá no youtube e tudo, achei bem alusiva, bués mesmo. Vinha aqui contar.

Não conto. Ia pôr em risco alguns postos de trabalho, e hoje é dia mundial do mesmo.

o dia da mãe, após o dia do trabalhador!

Mães e Pais em defesa da subsistência familiar

ensaio critico

Após onze anos de ter escrito um outro ensaio que em parte acompanha este como excerto, aconteceu um facto histórico que me parece irónico. A seguir às festas do dia do trabalhador, é comemorado o dia da mãe. Irónico! De certeza vou marchar com parte do operariado do país que tem fome, não tem trabalho, que vive uma crise económica raramente conhecida.

Este 1º de Maio é o protesto mudo dos que não se podem governar, porque não são governados. Sabemos que o conceito governar não se refere apenas às hierarquias nas quais o povo tem depositado a sua soberania, estendem-se ao saber usar a inteligência, aos dotes de habilidade do trabalho, na produção de bens e mercadorias. Bens e mercadorias que no nosso país alimentam o dia da mãe, as visitas dos Pontífices romanos que não solicitam mas aceitam prédios novos como sedes de adoração da divindade que, acreditam, está em todos os sítios, muito embora ninguém a veja, todos a conhecem. Uma existência infinita que pune e perdoa conforme o estado de ânimo e a forma de pensar de quem a representa. Formas de pensar denominadas pecado ou bem-aventuranças, comportamentos, que, no meu ver, como tenho escrito noutros textos, garantem a reprodução social. Quem em consequência, será essa mãe, senão esse grupo de homens e mulheres que lutam pela sua subsistência?  [Read more…]

As AEC's e os seus escravos

As Áreas de Enriquecimento Curricular (AECs) são uma medida criada pelo Governo que prolonga o horário das actividades nas escolas, nomeadamente através da promoção do ensino do inglês e da música. Sendo uma política do Ministério da Educação, as responsabilidades de contratação dos profissionais que assegurem estas áreas são da responsabilidade das autarquias. O Ministério transfere uma verba por aluno por ano para as autarquias, que depois asseguram a existência das AECs. Dada a ausência de regras claras, as AECs têm resultado em situações muitas vezes delicadas para as escolas, as crianças e os profissionais. 

No que a estes últimos diz respeito, as AECs são, em muitos casos, asseguradas por trabalhadores precários com reduzidos direitos e reduzido salário. Muitos destes profissionais trabalham para empresas que os angariam através de falsos recibos verdes e que se apropriam de uma parte da verba que o Ministério transfere, ou trabalham em condições de precariedade para empresas municipais que acumulam à custa destes trabalhadores, os quais vêem negados os direitos básicos que qualquer trabalhador deveria ter, quer ao nível do reconhecimento, quer em termos de protecção social (na doença, no desemprego, na segurança em relação ao emprego). 

No caso específico do Porto, a política educativa implementada este ano lectivo de 2009/2010, pela Câmara Municipal é polémica e imoral, pois lançou a instabilidade entre os professores das AEC´s e nas EB1 do Porto, em consequência do concurso público internacional para a entidade gestora.

 

Deste modo, em vez de melhorarem as condições de trabalho dos professores (tal como estipula o decreto-lei 212/2009 de 3 de Setembro) pioraram a condição já precária dos falsos recibos verdes. 

É urgente que pais, educadores, coordenadores e professores tenham conhecimento de toda esta situação.

 

É urgente que saibam que as autarquias recebem 100 euros por ano, por aluno, para cada disciplina. Isto significa que se estimarmos o número anual de aulas em 50, isso corresponde a 2€ por aluno, por hora. Isto corresponde, numa turma de 20 alunos a 40 euros por hora que a autarquia recebe. Ou seja, paga 11 e guarda 29 Euros. Este valor é variável em função do número de alunos por turma. Em 50 aulas corresponde a um lucro de 1 450 €, em cada disciplina e em cada turma. Se multiplicarmos este valor pelo número de turmas e de disciplinas, estamos a falar de um negócio simpático, sobretudo porque não há nenhum investimento em materiais didácticos, nem em instalações.

 

É urgente que saibam que os professores deixaram de ser pagos para fazer as planificações, articulação entre as disciplinas, presença nas reuniões e quaisquer outras situações normais provenientes da docência, que obrigam um professor a estar na escola, pois a nova entidade gestora apenas paga em função da hora leccionada retirando do seu vencimento a componente não lectiva, (reuniões, planificações, participações em festividades, actividades, etc.). 

Porque é urgente partilhar informação sobre esta situação e juntar as pessoas que se encontram nesta condição, porque é urgente juntar a solidariedade dos pais e dos encarregados de educação, porque é urgente juntar todos aqueles que não querem que os seus impostos sirvam para este enriquecimento ilícito de autarquias e/ou empresas angariadoras de profissionais que é feito à custa da precariedade dos professores, porque é urgente tornar esta situação visível e reagirmos a ela, vai realizar-se no dia 5 de Dezembro uma reunião aberta que visa debater a situação precária que se vive actualmente nas Escolas Básicas de todo País e pensar acções a levar a cabo a partir do caso que se vive no concelho do Porto

.

Rendimento mínimo dos patrões

Querem os apoios, mas querem saltar fora do acordo para aumentar o salário mínimo. Será que o Paulo Portas não terá nada para dizer sobre isto?

Ou também é moderno dar dinheiro a patrões incompetentes que ficam com os descontos dos empregados?

Nota: distingo patrões de empresários. O da CIP é Patrão. Negar o direito a alguém que vive do seu trabalho o acesso a um miserável salário de 490 euros é do mais reaccionário e conservador. Até incomoda ouvir tal homem a falar.

%d bloggers like this: