O trabalhador é essencial

 

O processo produtivo precisa de uma cadeia de investimentos para colocar um bem no mercado. Frase que precisa de várias definições. A primeira, o que é o processo produtivo. Tenho definido esta atividade como a realizada por um ser humano que sabe transformar um bem primário, dado pela natureza cultivada por ele-ela-eles, em bem manufaturado ou que a enxada ou no processo industrial, processo que precisa de uma fábrica com máquinas para a criação de um valor que é vendido no mercado em troca de dinheiro ou preço da venda do bem estruturado. Preço de venda que remunera o tempo investido na sua criação, o uso da sua força de trabalho e a sua incessante forma de operar para criar o bem como valor que vai ao mercado.

No processo produtivo, o trabalhador é essencial: sabe o que e o como criar um bem para lucrar e acrescentar mais-valia ao produto interno bruto, o PIB.

Karl Marx o denomina modo de produção e escreve estas ideias: O conceito serve de base fundamental à teoria do materialismo histórico, que surge em oposição à filosofia de Hegel, segundo a qual a vida material seria dominada pelas ideias e pelos pensamentos. Pelo contrário, para Marx e Engels “Não é a consciência dos homens que determina a sua existência, mas é a sua existência social que determina a sua consciência” [Definição redigida no texto Teses Sobre Feuerbach, 1845, in passim]

Assim, “a expressão «modo de produção» ” surge num contexto muito determinado, estando “encarregada de exprimir, de veicular uma nova conceição geral do homem e da história, uma visão filosófica de conjunto que se opõe às conceições precedentes, que distinguiam o homem dos outros animais «pela consciência, pela religião, por tudo o que se quiser» ” [A Ideologia Alemã, 1845-46](p.64).

A definição de Marx parece-me certa. Quem são eu para criticar ao filósofo do materialismo histórico, tendo aprendido da leitura dos seus textos o que é a sua definição da história da matéria. Texto em que desafia o seu antigo professor Hegel que diz, como escrevi em linhas anteriores, que as ideias determinam a consciência do homem. Marx, após de passar anos a pesquisar entre sindicatos de trabalhadores, dos interrogar na época em que e convite da Rainha da Inglaterra, Vitória, e do auto proclamado Imperador dos franceses, Luís Napoleão Bonaparte, concluí que era a forma de existência social a que determinava a consciência, sendo consciência para ele, as suas ideias, ideologias, formas de entender o mundo e as suas obras. Aliás. Este encontro de trabalhadores era para dar animar o operariado que vê as suas obras expostas num encontro internacional em que se exibia a sua capacidade criativa e a sua força de trabalho. É para pensar, meditar e calar, como fez Joseph Ratzinger no seu livro Jesus de Nazaré, em 2007. Livro que testemunha a capacidade de Marx de entender o conceito de alienação, baseado nas suas leituras de Marx e Engels, especialmente a Ideologia Alemã em que Marx debate com Hegel e diz o enganado que está em pensar que as ideias são as que governam o mundo e de todo ser humano. De fato, a existência social cria a consciência que Marx, de imediato, traduz na fórmula da criação do capital, explicada no seu primeiro volume da sua obra O Capital. Já no primeiro volume do ano 1867, define o trabalhador como um bem essencial no processo produtivo e compara as diversas formas de serem tratados os produtores ao longo da História do homem, como capital variável, porque aparecem e desaparecem. Novas camadas de pessoas ocupam os postos de trabalho dos mais velhos que não estão capacitados, por doença ou idade avançada, de usar ou criar força de trabalho. Define como o trabalhador é roubado pelo proprietário dos meios de produção, por ser vendida a sua obra em valor mais alto que o investido em ele como salário, nos tempos de Marx, de miséria que nem animam ao operariado a criar mais: a alienação é retirar a obra das mãos do trabalhador e as suas ideias que definem essa obra, as ideias que lhe permitem ultrapassar a miséria de vida pela raridade de ordenado que recebem pela sua criação.

O trabalhador é um bem essencial. Sem trabalhador, não há produção. Hoje em dia não apenas os sindicatos definem e defendem o trabalho e o emprego do seu tempo, a defessa dos seus direitos para não serem, ainda mais, roubados com impostos, novas formas de trabalho que requerem mais força na produção, estudos especializados que fazem dele uma mais-valia essencial. Porque essencial? Por ser a única pessoa que sabe estruturar bens que dão lucro para o proprietário das indústrias e fábricas, remetendo o trabalhador para apenas um salário de pobreza que deve partilhar com a família, quer para os alimentar, quer para os seus estudos ou, ainda, para o seu lazer, festas às que tem direito e dias livres, de folga, para recuperar o único bem que possui, essa sua força de trabalho e de ideias para criar novos bens. Ao longo do tempo, a maior parte de uma nação, são os trabalhadores que incrementam a riqueza de uma nação e permitem aos governantes organizar mercados internacionais em que os bens que não produz um país são comprados em outros com o lucro de impostos que o Estado retira do ser capaz da criação de um valor, sendo valor o dinheiro ganho a mais que o investido na produção.

A essência do trabalhador reside na sua capacidade criativa, defendida pelo Código do Trabalho, a Constituição de um Estado e as leis que dão a capacidade de receber um mais, no pagamento de subsídios de férias, de Natal e licença com vencimento para curar a sua saúde, no dia em que fica doente pelo trabalho que faz, duro e dentro de horas alargadas não recompensadas por um preço em dinheiro. A essência advém da capacidade criativa. Um povo perseguido pelo seu governo, sem proteção social, sem o investimento do Estado que for em saúde e em educação, é uma nação que atropela os direitos humanos mínimos garantidos por convénios, como o de morar no seu próprio país, o sossego da segurança de que gere a sua soberania, a gere no seu favor. A essência do trabalhador é o resultado da paz e o sossego de um governo que defende os seus direitos, que sabe que a soberania reside nos habitantes e é depositada em eles apenas por um tempo para defender o seu bem-estar dentro das fronteiras da sua terra.

Os direitos humanos estão subscritos por convenção, pelo país de Portugal, onde outro galo canta hoje em dia. Os deveres do governo de manter uma população em estado de criação, de emprego do seu tempo, são alienados por quem pensa ser o monarca de uma República. Essências advêm da ideia do que constitui o ser e a natureza das coisas. Essência da que carece o produtor português por enquanto, que deve lutar por ela. Devia ser vice-versa: que confia no povo, o protege e não cai sobre ele como um mocho que lhe retira o alimento e as ideias. Mais uma vez, por enquanto.  Não se deve esquecer esta frase: “Não é a consciência dos homens que determina a sua existência, mas é a sua existência social que determina a sua consciência”.

A frase que intitula este texto, não é minha. É de Spielberg que soube colocar num filme, A lista de Schlinder do ano de 1993, o drama do holocausto nazi sobre o povo judeu os que, o eram trabalhadores essenciais, o perdiam a vida. Holocausto que nunca pensei tornaria a acontecer numa República liberta de uma tirania milenária, que apodreceu o foi simples para as forças armadas mexer na árvore e o holocausto caiu de podre que estava. Como será hoje em dia, estou certo.

O modo de produção hoje em dia, está contra o povo. Mas há a outra frase para não esquecer: a expressão «modo de produção» ” surge num contexto muito determinado, estando “encarregada de exprimir, de veicular uma nova conceição geral do homem e da história, uma visão filosófica de conjunto que se opõe às conceições precedentes, que distinguiam o homem dos outros animais «pela consciência, pela religião, por tudo o que se quiser». O povo português tem os seus hábitos e costumes que ninguém pode retirar, ainda que persista e tente tramar outras ideologias pró povo, no seu tecido de mocho…O trabalhador é essencial, goste ou não a maioria governamental que tenta domina-lo… e não consegue nem conseguirá

Raúl Iturra, cidadão português que marcha com o povo para a árvore maligna cair.

3 de Novembro de 2012.

lautaro@netcabo.pt

Comments

  1. José de Godoi says:

    Tudo errado seus comunista fdp. Não escrevo os argumentos porque fiquei cm muita fome lendo isso aqui

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