O movimento unitário de trabalhadores, representado em Portugal pela CGTP – Intersindical Nacional, é um movimento fundamental da sociedade Portuguesa.

A unidade é importante na medida em que é instrumental, é necessária para o desenvolvimento da luta dos trabalhadores.
Mas, a Unidade não pode ser um valor em si mesmo e por isso não assino por baixo o sindicalismo de outros tempos. A ruptura e a divergência na reflexão são cruciais, podem ou não acontecer nos momentos da acção, mas, não podemos, nem devemos faltar ao respeito a quem concorda ou a quem não concorda.
Não aceito, nos momentos em que discordo, vir a público apelar à não luta.
É precisamente isto que os movimentos de professores estão a fazer.
Não representam nada nem ninguém a não ser os seus próprios mentores – são seres virtuais (só existem na web, nas redes sociais e nos mails), sem qualquer ligação às escolas e aos seus trabalhadores, os Professores. Acusam as direcções dos sindicatos de terem avançado com uma greve sem terem ouvido os trabalhadores – pergunto: e os movimentos, quem ouviram? Onde? Quando? Como?
Depois, desvalorizam as questões salariais – eu, trabalhador, não tenho problema nenhum em assumir que só trabalho por dinheiro! Mas, há algum problema nisso? Penso que a dignidade da minha essência está no respeito que tenho pela profissão que exerço porque é graças a ela que consigo existir. Mas, não tenho qualquer dúvida – só trabalho por dinheiro e por isso as questões salariais são MUITO importantes. Se calhar, os professores dos movimentos não precisam tanto de trabalhar como eu.
E para concluir poderia dizer que se estivessem atentos poderiam ver que nas escolas a grande questão do momento é a aposentação e as suas alterações previstas no Orçamento de Estado.
Em síntese, poderíamos dizer cada Professor é livre de fazer o que entender, aderir ou não à Greve. Olhar para os motivos e ver se concordam com eles. Depois, em função dessa resposta, decidir se o Dia de Greve é ou não uma arma para usar.
O que não podemos usar é o nosso sentimento anti-sindical para vir a Público dizer que se demarcam e que não vão fazer nada e tal… Mas, alguém vos pediu alguma coisa? Será que os Professores vos mandataram para alguma coisa? Quem vos elegeu?
Unidade é uma valor importante, mas não é o único
Laurinda Freitas: um depoimento
Neste pobre país é proibido ser bom trabalhador mas honesto, isto desde o escriturário ao administrador.
Trabalhei como 1ª escriturária durante 35 anos numa empresa do ramo automóvel, pertencente a um Grupo Económico deste País. Neste espaço de tempo exerci algumas funções onde fui muito bem sucedida, mas por inveja dos meus chefes e porque à empresa não interessava trabalhadores que não lhes mereciam confiança para exercerem manobras contabilísticas / corrupção, nunca me deram a oportunidade de subir na carreira.
Nos últimos dez anos que trabalhei na empresa procuraram todos os meios possíveis para me desgastarem, para que eu tomasse a decisão de sair da empresa, pois fui marginalizada, realizavam-se reuniões com os trabalhadores dos sectores a que eu pertencia e eu era proibida de participar.
Excluída, todos os trabalhadores tinham formação de informática e eu não, eram colegas que me explicavam depois o mínimo necessário para eu trabalhar. Era a única trabalhadora que não tinha impressora, pois tinha de me deslocar a gabinetes de colegas, para retirar os documentos que punha a sair nas impressoras delas.
Humilhada, enquanto os restantes trabalhadores tinham um gabinete digno, o meu mais parecia uma entulhada de papeladas, com caixotes cheios de papéis acima da superfície e pastas de arquivo no chão.
Torturada, trabalhava num gabinete onde estava uma máquina de grandes dimensões que alimentava todo o sistema informático das empresas do Grupo de toda a Região Norte; essa máquina trabalhando normalmente já fazia um ruído incomodativo, como eu me queixava desse ruído resolveram pôr a máquina a fazer um ruído insuportável, a porta da máquina trepidava por causa do mesmo. Estive assim durante uma semana, nesses dias quando à noite ia dormir parecia-me ouvir esse ruído, só colocaram a máquina com o ruído normal, quando um dos meus filhos foi lá para ver a minha situação.
Resisti a todo o desgaste psicológico que os corruptos me aplicaram, mas em Dezembro de 2008 fui despedida, porque a lei de trabalho em vigor favorece os corruptos que só estavam interessados em trabalhadores do sistema.
Portugal jamais poderá prosperar enquanto as empresas agirem como aquela aonde trabalhei, pois preferem ter trabalhadores medíocres, mas que cooperem com a corrupção. Os bons trabalhadores, mas honestos que podem ajudar as empresas e o País a prosperar são tramados.
Downsizing, dizem eles
É uma triste realidade aquela em que pequenos e médios empresários tentam obter, junto da banca, liquidez para salvarem as suas empresas, depois de já lhes ter sido sugado todo o património e mais algum para garantia dos financiamentos.
Mendigam apoios àqueles a quem eu, eles, e todo o povo português, avalizou os seus financiamentos externos. Pois convém lembrar que a banca portuguesa foi pedir dinheiro lá fora com o aval do Estado português, ou seja com o nosso aval. E a nenhum de nós algum banco deu de garantia o que quer que fosse pelo aval que o povo lhes deu.
Esse dinheiro que veio de fora á custa do nosso aval está a chegar a conta-gotas às empresas, atrofiando-as em termos de liquidez. E quando o empresário chega à banca, como eu já assisti, para pedir ajuda, volta-meia-volta lá vem a lógica do “downsizing”, ou seja, a diminuição da estrutura da empresa para melhorar a sua viabilidade. Que é o mesmo que dizer mandar trabalhadores para a rua para se gastar menos em salários. [Read more…]
Estrondosa Vitória dos Trabalhadores Portugueses
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O GOVERNO NÃO CEDEU AO PATRONATO
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Hoje é um dia histó
rico para os trabalhadores Portugueses. Apesar das tentativas do patronato, que não queria um aumento tão grande do salário mínimo nacional, o governo, grande amigo e defensor dos trabalhadores insistiu e garantiu uma vida melhor para milhões de pessoas.
Com o valor agora imposto pelo governo de Sócrates II O Dialogador, a classe trabalhadora Portuguesa pode, por fim, viver ao nível das suas congéneres europeias. Os patrões bem podem chorar, bem podem protestar e dizer que assim não conseguem aguentar, mas o que interessa aqui, é a subida do nível de vida dos Portugueses.
Doravante, ninguém mais se queixará de viver mal e com salários baixos. O salário mínimo nacional subiu para uns fabulosos quatrocentos e setenta e cinco euros, com uma subida recorde de vinte e cinco euros por pessoa e por mês. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ups…..
devo ter-me enganado… 475?, por mês?, subiu 25?…. desculpem sim? Esqueçam o que eu disse antes. Ai que vergonha. E eu a dizer bem disto, do que o governo fez e do valor do aumento.
Apaguem, sim? Não publiquem isto, por favor. Amanhã, volto a escrever alguma coisa sobre a subida do salário mínimo. Dessa vez a falar a sério.
Que vergonha…. boa noite e desculpem.
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1º de Maio:
No dia dos trabalhadores, fazendo uma pausa no trabalho, não posso deixar de escrever sobre o tema.
Não vou falar sobre os trabalhadores que as centrais sindicais arrebanham para a Avenida da Liberdade nem para o folclore mediático onde aproveitam um dia com toda esta simbologia para praguejar contra o governo, a direita, os capitalistas e outros perigosos fascistas.
Nem vou falar daqueles trabalhadores que, nas palavras de João Paulo Silva, “trabalhem na preparação das comemorações dos queques caviar de direita que nos levaram ao ponto em que estamos”.
Não, eu prefiro falar naqueles trabalhadores que nascidos noutras paragens escolheram Portugal como porto de abrigo, a exemplo de mais de um milhão de compatriotas nossos que foram para fora procurar uma vida melhor. É desses que me lembro neste dia, sobretudo depois de ouvir ontem, na TSF, o inenarrável “Paulinho das feiras” a defender o fecho das nossas fronteiras aos trabalhadores estrangeiros, querendo travestir-se de “Paulinho das feras”. Seguindo a linha de pensamento recentemente adoptada por certos sectores do PSD que, infelizmente, andam a navegar à vista e a ser muito mal aconselhados.
Quem defende a Liberdade não pode, por maioria de razão, alinhar neste tipo de populismo barato. Um país com mais de um milhão de trabalhadores espalhados pelo Mundo, não pode dar-se ao luxo de bramir contra os trabalhadores estrangeiros.
É deles que me lembro hoje, no dia do Trabalhador.







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