Internacionalista

No fundo do mar, jazem os outros os que lá ficaram
Em dias cinzentos, descanso eterno lá encontraram …

Xutos e Pontapés, “Homem do Leme”

Ao tomar conhecimento dos desastres que continuam a acontecer entre um mundo e outro, entre África e a Europa, fico sempre confundido.

Mas, que diabo, porque é que alguém (muita gente) tem que morrer apenas porque pretende ter acesso a uma vida melhor?

Não pode ser normal. Não pode ser natural que as divisões humanas continuem a impedir o que nem a natureza consegue  – há quem diga que África se separou da Europa.

Vamos “ler” o Mediterrâneo como um rio que separa duas partes da mesma cidade: porque é que os habitantes de um lado não podem passar para o outro? É que está visto que a água não é suficiente para demover os mais ou menos persistentes Seres HUMANOS, por sinal, tão portadores de direitos como qualquer um de nós.

Será que a civilização europeia iria correr assim tantos riscos?

A queda do muro de Berlim e a abolição de fronteiras na União europeia são dois marcos da cidadania europeia que devem ser continuados. Será que o investimento público de combate à crise não poderia ter duas pontes para a margem sul?

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