Pressões fatais -2

Para quem tinha dúvidas sobre a existência de pressões no sentido do arquivamento do processo Freeport, tem aí a resposta. Há mais testemunhas da conversa entre os magistrados. O Conselho Superior da Magistratura mandou instaurar um inquérito.

E o Presidente da república não recebe o Presidente do Sindicato dos Magistrados?
E a Drª Cândida vai continuar as suas parlas radiofónicas?
E o PGR vai continuar a emitir comunicados que são desmentidos ao virar da esquina?
E o caso Freeport vai enterrar a Democracia num lamaçal?

Este caso das pressões tem uma gravidade extrema. Afinal a quem serviria o arquivamento do processo?
Ao estado a que chegaram as coisas julgo que nem a Sócrates o arquivamento serviria, tal a gravidade das suspeitas, a credibilidade zero, que a prazo são incompatíveis com o exercício da governação.

Mas, no imediato, e com as eleições no horizonte próximo, não há outra saída para Sócrates e o PS que não o arquivamento!
Com todas as fatais consequências que tal decisão acarreteria para o próprio!

Comments


  1. O arquivamento, sem o devido apuramento dos factos, será vergonhoso para todos, sobretudo para uma justiça que deixou este processo em banho-maria por tantos anos. O pior de tudo será a permanência de uma suspeição sobre os agentes políticos envolvidos. Uma espécie de rombo no submarino em que Portugal se transformou numa ‘batalha naval’ imaginária em redor da credibilidade.

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