Transfiguração (colagem)

A Transfiguração, Giovanni Bellini, 1480
Giovanni_Bellini1 Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte,

2 E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.

3 E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.

4 E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias.

5 E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o.

6 E os discípulos, ouvindo isto, caíram sobre os seus rostos, e tiveram grande medo.

7 E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes, e disse: Levantai-vos, e não tenhais medo.

8 E, erguendo eles os olhos, ninguém viram senão unicamente a Jesus.

9 E, descendo eles do monte, Jesus lhes ordenou, dizendo: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do homem seja ressuscitado dentre os mortos.

Evangelho segundo Mateus, 17, 1-9


FRD_2009

E de insulto em insulto, insinuação de fraca prova, diz-que-disse com o maior desrespeito pelo rigor e valor de números e palavras; com fuck them, asfixias, ironias sobre democracia a prazo, programas políticos logo-se-vê ou dos 1000-milhões-de-euros, de acusação em acusação em acusação sobre acusação, ignorância e insinuações sobre este homem, disto tudo para isto que aqui temos, quem é que andou ocupado a desenhar-lhe os contornos dessa espécie única que só se explica em alemão: Übermensch? Este outro super-homem que não se confunde com o dos bonecos, é outro o desenho, é outro o espelho: o de uma democracia à espera de novos actores políticos sem o peso das frustrações e complexos de inferioridade, à espera de pessoas como são as pessoas, capazes de perceber a realidade onde vivem as pessoas reais. Como se chegou a este ponto? Não sei, mas sei que todos os sound bite sobre asfixias, medos, perseguições, pressões não fazem mais que diminuir a política, a democracia, o discurso político e a percepção e inteligência de quem assiste a este espectáculo sem nele participar e sei que esta alucinada retórica do inferno que é sempre o outro acaba por reforçar a existência e credibilidade de quem pretendia ser apenas como um leão e se vê, afinal, a braços com a sua condição de Übermensch.

FRD, 2009

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