Vai sempre tudo para o fundo! Quem o diz é gente insuspeita ali no Blasfémias que por sua vez o foi beber a um tal Joaquim, que começa o seu texto explicando que as leis de mercado se aplicam à saúde. Sem qualquer dúvida ou excepção, e dando como exemplo a Lei da Gravidade em que tudo obedece mesmo que seja uma bala de canhão, vai sempre tudo para o fundo e com as lei da oferta e da procura tambem é assim, aplica-se sempre.
Por acaso a crise que estamos a viver seria um muito melhor exemplo. Está tudo no fundo!








os yes foram um dos principais supergrupos do designado rock sinfónico da década de 70. e representam-no de tal forma que, para o bem e para o mal, ainda hoje são um fenómeno de profundo amor ou profundo ódio na utópica e mutante pop culture. não valerá a pena contar a história. toda a gente a sabe. o punk rebelou-se, em termos musicais – foi muito mais do que isso, é certo – contra os excessos de virtuosismo na qual a pop se enredou a partir dos primeiros anos da década de 70. os yes representam, muito provavelmente, o limite último na tentativa de atribuir à pop uma roupagem sinfónica – isto se exceptuarmos os devaneios de david greenslade e o seu pentateuco. claro está, existiam os floyd, os soft machine de robert wyatt, os genesis de peter gabriel, os van der graaf de peter hammill, os jethro tull de jon anderson, os gentle giant, os caravan, os henry cow etecétera e tal – em muitos aspectos bem mais importantes. não obstante, sem os yes, o rock progressivo/sinfónico teria sido bem diferente. eles representaram o lado diurno, brilhante e límpido do movimento. a sua influência foi visível em toda uma série de bandas menores por todo o mundo, de portugal – os tantra por exemplo- ao japão. Steve Howe não foi um dos seus fundadores mas entra – substituindo peter banks – naquele que será o primeiro album em que a banda assume a sonoridade pela qual ficou conhecida, «the yes album» 1971, assinando a solo a faixa «the clap». será neste mesmo ano que os yes editam a primeira das suas primeiras obras-primas, «fragile». nesse momento, são um quinteto de músicos portentosos. para além do famoso jon anderson – responsável por grande parte do imaginário místico e quase animista da banda e dono de dotes vocais pouco usuais – bill bruford (king crimson, uk), um dos maiores baterista de sempre, rick wakeman (o homem dispensa apresentações, incluíndo mesmo a quantidade de material de gosto discutível que quase sempre produziu a solo) – já agora uma curiosidade: sem rick wakeman dificilmente o «hunky dory» do david bowie teria a mesma sonoridade; parece mentira mas não é – e o indesmentível líder da banda, chris squire e o seu fabuloso baixo. steve não deixa de nos maravilhar em, por exemplo, «mood for a day», um instrumental por ele composto. em 1972 surge a segunda obra-prima, «close to the edge», e no ano seguinte o duplo «tales from topographic oceans». incluímos ainda no rasto brilhante dos yes «relayer» de 1974, já com patrick moraz (moody blues) e alan white na formação. a partir daqui muito pouco interessa. steve howe abandonou, voltou, abandonou outra vez, voltou outra vez a integrar a formação mas os tempos eram outros e a fórmula esgotava-se. tal como já estava quando formou os asia, com john wetton, a primeira banda «rock-fm» da história da música pop !?





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