Quarta-Feira: O dia da campanha

Queimam-se os últimos cartuchos. É a recta final de uma campanha que, valha a verdade, nada esclareceu e nenhuma dúvida tirou. Quem estava indeciso, indeciso continuou. Felizmente, já só faltam dois dias para tudo acabar. Que os nossos políticos reflictam, no Sábado, sobre tudo o que andaram a (não) fazer nos últimos quinze dias.
José Sócrates esteve em Trás-os-Montes a desfiar tudo o que de bom fez pela região. Esqueceu-se do futuro desmantelamento da Linha do Tua, única ligação ferroviária do Nordeste Transmontano. Esquecimento inocente, que raio!, o homem não se pode lembrar de tudo! Pedro Silva Pereira ainda teve tempo para dizer que acedita em nova maioria absoluta, mas estava a brincar.
Por terras do Minho, Manuela Ferreira Leite esforça-se por afastar as acusações de salazarista, que ainda ontem lhe foram dirigidas por José Junqueiro (não é irmão daquele que ficou com uma prisão do Estado quse de borla?). Paulo Rangel, que ganhou as Eleições Europeias e os debates do «Gato Fedorento», começa a ser «pau para toda a obra». Ou muito me engano muito ou, daqui a dois anos, depois do descalabro do Governo minoritário de Sócrates acabado a meio, será o primeiro-ministro de Portugal.
Quem rejubila com o fracasso do Bloco Central é Francisco Louçã, que vai amealhando votos. Será que chega aos 15%? Hoje, na margem sul, voltou a referir-se ao tema que domina a campanha, mas acabou a «meter tudo no mesmo saco», Cavaco e Sócrates.
Jerónimo de Sousa mostrou mais uma vez o seu «fair-play» ao recusar dizer que a vitória de Manuela Ferreira Leite seria o regresso ao 24 de Abril. A hombridade deste homem não é comparável à de mais ninguém nesta campanha. Curiosamente, disse-o em Santarém, a cidade de onde partiram as tropas comandadas por Salgueiro Maia rumo ao Terreiro do Paço.
O CDS, por fim, com Pauo Portas a usar, como é costume, os velhinhos e os deficientes. Também esteve em Santarém e quase se encontrava com Jerónimo de Sousa. Sempre podia pedir-lhe um autógrafo.

Teixeira dos Santos no «Gato Fedorento»

Não sei muito o que dizer da entrevista do Ministro das Finanças ao «Gato Fedorento». Não teve grande piada, até porque não me pareceu que Teixeira dos Santos seja uma pessoa com grande sentido de humor. Mostrou que ia preparado e esteve sempre a tentar responder com graças e graçolas, mas nunca teve piada. Ricardo Araújo Pereira, por seu lado, fez-lhe algumas perguntas, como dizer?, engraçadas. Retenho aquela sobre o seu futuro: se já tinha escolhido a empresa para a qual iria trabalhar como Director-Geral depois de sair do Governo. A Mota-Engil, por exemplo.
Seja porque as figuras mais mediáticas já desfilaram pelo programa, seja pelo seu cinzentismo, a verdade é que o desempenho de Teixeira dos Santos, meu conterrâneo, esteve ao nível do seu desempenho como Ministro das Finanças, pelo menos de acordo com os critérios seguidos pelo «Financial Times».

Casa Pia: Paulo Pedroso responde ao Aventar

Nota: Na sequência deste «post» do nosso autor Luís Moreira, o deputado Paulo Pedroso sentiu-se ofendido com o teor do «post» e mostrou ao Aventar toda a sua indignação. Não nos parece que tenha razão, porque o «post» foi escrito na óptica da actuação do juiz Rui Teixeira e nada diz sobre a culpabilidade ou não do político. Mesmo assim, não queremos deixar de dar a Paulo Pedroso a oportunidade de se defender, visto que poderá haver outros leitores a pensar como ele. Repetimos: não houve qualquer objectivo de ofender seja quem for.
—————————
«Há no Aventar quem esteja convencido de que pratiquei crimes horríveis. Não pratiquei, mas paciência, já estou habituado à ideia de que terei que viver sabendo que há e haverá pessoas intoxicadas a meu respeito.
Mas no Aventar faz-se pior. Intoxica-se com dados falsos. Hoje pretendem, de modo ignominioso, convencer os leitores de que não houve erro judicial. Basta ouvirem a notícia que referem e as escutas que citam para perceberem que estão a dizer um enorme disparate. Mas isso não vos interessa, apenas vos move denegrirem-me pessoalmente.
Não sei quem escreve esses disparates e estou farto de perder tempo com anónimos cobardes.
Só tenho pena, muita mesmo, de ver o Carlos Narciso, jornalista por quem tenho estima e consideração na ficha técnica de um sítio onde se escondem vis cobardes e difamadores.»

SONDAGENS PARTICULARES

A MINHA SONDAGEM

No meu blogue, Atributos, entendi fazer também uma sondagem com o título

“Nas legislativas vou votar em quem?”

Hoje, o resultado provisório é este

NAS LEGISLATIVAS, VOU VOTAR EM QUEM?
Selection Votes
PSD 27% 414
CDS 12% 181
PS 28% 431
CDU 12% 177
BE 13% 200
MEP 2% 25
MMS 2% 25
MRPP 1% 19
OUTROS 3% 49
1,521 votes total

Comparado com o do Aventar, quem tem razão?

Quais as grandes diferenças?

atrasa lá o museu, por favor !

thegoldendays… abrem-se as páginas 16 e 17 do Público e lê-se:

1. o novo MUSEU DO CÔA, cuja abertura está para breve mas sem data marcada, necessita de um «gestor cultural» e de um novo modelo de gestão (o que quer dizer que poderá abrir e depois lá se escolherá um gestor e um modelo). gravuras rupestres?

2. a obra do novo MUSEU DOS COCHES está parada por questões logísticas (i.e. o transporte de pessoas e equipamento). carros sem motor?

3. o alargamento do MUSEU DO CHIADO avança dez anos depois (mas na realidade ainda não avançou, vai avançar um dia destes). rabiscos?

sobre política cultural neste país…  atrasa lá o museu, por favor !

ass. anarquista duval

balthus, «the golden days»

DEBATES E COISAS QUE TAIS

Debates e coisas que tais

A nossa TV está transformada num festival de palhaçada. A todos os níveis.
Há pessoas que têm dentro de si uma constante sensação de paisagem. Outras há que limitam seus horizontes a pequenos mundos de banalíssima cosmética.
A TV cria debates em que tenta, de forma impossível, conciliar a inteligência com a indigência mental. Não basta à TV promover debates com a eufemística intenção de avaliar fenómenos de vincado carácter sócio-cultural, metendo no mesmo saco toda a espécie de pessoas, competentes e incompetentes, sérias e corruptas, mentes sãs e esclerosadas, convidados saudáveis e sero-positivos do vírus fascista. A democracia é a liberdade dos homens livres. A despeito da democracia se encontrar muito doente, não se pode injectar-lhe, de ânimo leve, micróbios a ver como reage. Isto não é profilaxia mas eutanásia escamoteada. Democracia não é estupidez. Pessoas há que não têm o direito moral de aparecer em público, quanto mais numa televisão. Ninguém tem o direito de permitir o branqueamento fascista através de tão poderoso meio de informação. Nenhum criminoso, julgado e condenado em tribunal, tem direito a lavar-se nas águas de uma TV. Nenhum condenado pela história e pela humanidade pode ter mais que o direito de viver, oferecido pela democracia, a qual, ao contrário de todas as PIDES, não mata. Os entrevistadores são todos uma nódoa. Não há entrevistadores capazes de guiar debates sérios e responsáveis na formação da nossa polivalência social. Muitos deles, medíocres, deviam ser postos a marinar, a ver se ganhavam algum sabor e algum saber. Se não são capazes de dimensionar a existência à escala da vida, a vida à escala da história, a história à escala do mundo, como podem conseguir uma entrevista à escala da verdade?
A TV cheira mal. Fede por todos os poros.

                            (adão cruz)

(adão cruz)

Clix, velocidade nix!

Estava eu entretido a colocar a minha posta sobre a velhinha e tocou o telefone fixo que se encontra mesmo aqui, ao meu lado, junto do computador.

Era uma simpática menina da clix com sotaque lisboeta a debitar uma lengalenga automática sobre a felicidade de se ser cliente Clix. Pois, eu fui durante algum tempo um feliz cliente ADSL da Tele 2. A Net funcionava supimpa, conseguia ver os meus clips favoritos do youtube com rapidez e a blogada abria que era uma maravilha. Um certo dia tomo conhecimento pelos jornais que a Clix tinha adquirido a Tele 2. Gelei.

A partir daí, caros amigos leitores, a minha internet nunca mais foi a mesma. Uma lentidão exasperante. Protestei. Diziam que era do meu antivírus. Mudei o bicho. Nada. A partir dessa altura comecei a contar os dias para o término do período de fidelização. Estava decidido, eu queria ser, repetida e definitivamente, infiel à Clix.

A simpática menina, após essas primeiras palavras, passou a explicar que se não me importasse, devido a ter sido cliente Tele2, daqui a oito singelos dias teria o dobro da velocidade sem ter de pagar nem mais um tostão. Agradecido, pedi a palavra e expliquei à alfacinha:

-Que fique registado o seguinte: desde que passou de Tele2 para Clix, a minha internet passou a ser uma trampa e, faça o favor de deixar registado que eu, mal termine o período de fidelização, vou mudar de armas e bagagens para a concorrência. E sim, aceito a alteração desde que não me mexam na dita fidelização.

A rapariga, certamente pouco habituada a estes maus modos tripeiros, hesitou mas, corajosa, avançou com a justificação:

– É para melhorar o nosso serviço ao cliente que estamos a fazer esta promoção.

Ora está mas é caladinho que a menina e a Clix até estão a ser simpáticas contigo pois, em vez de 12 megas, vais passar a 24 megas sem custar nem mais nix. Pois, mas a merda de velocidade que tenho nos últimos tempos, essa já ninguém ma tira! Por isso, caros amigos, fujam! da Clix que nem Diabo da cruz!!!

A Velhinha…

Foi por mail que recebi este texto publicado AQUI e antecedido de um comentário jocoso sobre a política caseira (que me abstenho de publicar pois o seu autor não autoriza, ehehehe). Não me perguntem mas… as semelhanças com o actual contexto político, em especial pós-Fernando Lima, é algo que me deixa intrigado quando olho para a data da sua publicação…

A Velha da Cabacinha

Era uma vez uma velhinha que ia à boda da filha. Pelo caminho encontrou dois lobos e um disse-lhe:

Eu vou – te comer.

– Não me comas. Quando vier da boda da minha filha venho mais gordinha.

E assim os lobos deixaram – na passar. Quando chegou à casa da filha, havia muitos doces. Já era de noite e disse a filha:

Mãe tem de se ir embora.

– Ai filha agora estão uns lobos que me querem comer.

Olhe meta- se aqui dentro desta cabacinha.

Assim fez e foi rodando. Quando encontrou os lobos eles disseram:

Então não viu uma velhinha?

-Não vi velha nem velhinha, roda roda cabacinha. Não vi velha nem velhão roda roda cabação.

A cabacinha foi rodando.Chegou mais à frente, bateu numa pedra ,destapou-se e. . . os lobos comeram a velhinha.

SÓNIA CRISTINA 95-1-30

Equações eleitorais do Prof. Doutor

Meia página do Público para nos dizer o que todos já sabemos, basta ler o título. Dá voltas e reviravoltas, faz equações fanadas, parte de falsos pressupostos, tudo para chegar à conclusão que vinda do Prof. doutor só pode ser à que chegou.

Nem sequer se lembrou de colocar em equação o facto de as maiorias absolutas nos terem dado os piores governos, de a situação miserável a que chegou este país ser resultado de uma maioria absoluta do PS, que a negociação parlamentar é a essência da democracia, nada disto importa ao Prof. Doutor, cego por ter que agradecer o lugarzinho em Bruxelas.

Não lhe passa pela cabeça que ter um governo dito de esquerda e que governa à direita, é um embuste do pior e que o PS está há 11 anos a governar, não querem alternativa nem alternância tudo se consubstância em ter o PS no governo mesmo que o país empobreça nas mãos dos socialistas.

O sr. Prof. Doutor tem que melhorar na matemática.

Chantagem Magalhães

Eu já não sei mais o que escrever sobre a Srª Dona Ministra Maria de Lurdes. É inacreditável que a senhora consiga meter água em tudo o que diz… é verdadeiramente espantoso.
Na última semana da sua desastrosa governação, quando alguns já se tinham esquecido dela e o PS, através de Edite Estrela (em Bragança), tentou mostrar que a pior das piores Ministras da Educação tinha sido outra, eis que a senhora vem dizer ” O seu a seu dono”.
Eu sou mesmo a pior.
Desta vez usou o Magalhães como chantagem – não sei se seguiu a doutrina Major(enta) de Gondomar, mas aí está a verdade: vota PS tens Magalhães. Não votas PS, não tens Magalhães!
O que dizer mais?
Tenho pena!

A Causa Animal no programa do Bloco de Esquerda

O Bloco de Esquerda é o único Partido com um capítulo próprio do seu programa eleitoral dedicado aos animais e aos seus problemas. Para quem acha que o ser humano não vive sozinho neste planeta e que os animais são mais do que instrumentos ao serviço das necessidades do Homem, é capaz de ser boa ideia votar no Bloco.
Vem isto a propósito de um mail que recebi, assinado por Pedro Sales, «blogger» do Arrastão e membro do gabinete de imprensa do Bloco de Esquerda.
Pela minha parte, confirmo que Francisco Louçã foi desde sempre o único líder partidário a preocupar-se com os animais. Do tempo em que era mais activo na causa animal, recordo uma manifestação contra as touradas em frente à Assembleia da República. Pois bem, o líder do Bloco de Esquerda foi o único que saiu do Parlamento e veio à escadaria trocar umas palavras com os manifestantes. Mais recentemente, o Partido bateu-se contra o fim das touradas de morte e votou contra a reintrodução da sorte de varas nos Açores.
Regressando à actualidade, o programa eleitoral do Bloco de Esquerda dedica o capítulo 14, «Promoção do respeito pelos animais». Sobre o consumo de carne e as ajudas dadas pela União Europeia aos criadores, o parágrafo que se segue é esclarecedor: «A exploração pecuária mostra uma outra face da realidade do modelo capitalista. Na União Europeia, cada cabeça de gado é subsidiada em mais de 2 euros por dia. Este valor excede o rendimento diário de dois terços da população mundial. Nada justifica tal custo: o consumo de carne em Portugal é excessivo, a produção de gado é a principal causa da desertificação e da poluição dos rios e contribui mais para as alterações climáticas que o sector dos transportes. Se a roda dos alimentos aconselha a que 5% das
calorias que se ingerem venham da carne, peixe e ovos e se em Portugal a dieta real atinge os 15% nesta categoria, não há razão para atribuir 40% dos subsídios a este sector.»
No caso dos animais domésticos, cães e gatos, o Bloco apresenta aquela que é a única solução para resolver o verdadeiro flagelo, mesmo a nível de saúde pública, que é o dos cães e gatos vadios e ou abandonados que pejam as nossas ruas. Se pensarmos que um casal de gatos pode dar origem a 8 mihões de gatos em 10 anos, percebemos a verdadeira dimensão do problema. Claro que há uma solução mais barata e mais prática, que é o extermínio puro e simples, através dos canis, de todos esses animais – que é mais ou menos o que se faz actualmente, sobretudo em alguns municípios. Pois bem, o Bloco de Esquerda defende a única solução aceitável: a esterilização de todos esses animais, nos canis e gatis ou através de protocolos com clínicas veterinárias próximas.
Em relação aos animais no entretenimento, o Bloco defende o fim da utilização dos animais no circo e a aposta no Novo Circo (sem animais), na linha de companhias como o «Cirque du Soleil». Defende ainda a reconversão das praças de touros abandonadas, o fim das touradas de morte e o fim dos rodeos. No caso das touradas de morte, não posso concordar, porque é uma hipocrisia total. Fica bem dizer que se é contra as touradas de morte e nada dizer relativamente às touradas normais. Como Daniel Oliveira dizia em Junho de 2007 no «Arrastão», e com toda a razão, «o touro sofre mais na espera pela morte do que com a morte na arena».
Em termos de experimentação animal, o Partido defende outras alternativas científicas, que de resto já abordei noutro «post». No que respeita à alimentação, pretende-se acabar com a produção de ovos por galinhas de bateria (criação intensiva) e promover a
transição para a produção de ovos “free-range” (criação extensiva); e subsidiar alimentos que promovam a saúde e as necessidades da população portuguesa e não os interesses dos produtores. A propósito, em Portugal já existem mais de 30 mil vegetarianos.
Por fim, o Bloco pretende criar um santuário selvagem, destinado a acolher todos aqueles animais que foram maltratados pelos donos (um velho sonho também da ANIMAL), incluir as associações de animais na Lei do Mecenato e proibir a criação de chinchilas, coelhos, raposas ou martas para pêlo.
A concretizarem-se, seriam excelentes notícias para os animais. Se Francisco Louçã não quer discutir pastas na noite eleitoral de 27, ao menos que aceite a pasta do Ambiente. Pelos animais!

POEMAS DO SER E NÃO SER

 

As palavras estão gastas

estão gastas as palavras.

Mesmo gastas

as palavras são olhos de distância e água

as palavras são sopros de horizonte

as palavras são bonitas

são bonitas as palavras ditas e não ditas.

São boas as palavras por dentro e por fora

mesmo as palavras más.

São precisas as palavras

para falar com a paisagem

se não somos capazes da poesia de Grieg

numa Canção de Solveig

ou da melodia de Smetana

nas ondulações do Moldava.

Mesmo gastas

as palavras gastas ainda têm dedos

olhos e lábios.

Eu ainda acredito nas palavras gastas

puídas

sem cor.

São elas que dão a tangência da música

e acendem as noites com olhos de fora.

Não matem as palavras gastas e velhas

assim sem mais nem menos

não deitem fora as palavras velhas e gastas

até que me ofereçam

no dia em que ficar mudo

uma caixa de palavras novas.

 

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A soberania e os seus descontentamentos

VOO ÀS CEGAS

O subtítulo tem dois significados. O primeiro, é simples: escrevo este texto no dia 24 de Setembro e a denominada eleição legislativa, é no Domingo a seguir, 27. Mas, o meu texto deve estar entregue ao jornal esta Quinta 25. Não sou bruxo, tenho palpites. Esse palpite diz-me que deve ganhar quem melhor se entenda com a crise financeira que se vive na Europa, essa praga de Portugal.
Como no Chile. Em breve começa a corrida para a Presidência da República. Quando havia ditadura, todos os partidos democratas juntaram forças para derrubarem um ditador que faleceu réu de crimes de sangue, mas faleceu réu. Nas mãos da justiça. Com a democracia restabelecida, os partidos deram aos seus candidatos poderes muito pessoais e a Concertação Social começa a desaparecer, após ter eleito quatro excelentes Presidentes da República. Será que esta arrogância precipitada vai abrir as portas a quem sempre ficou em segundo nas presidenciais e que une a todo o fascismo que governou o país durante 20 anos? Precipitações pouco esclarecidas.
E a diferença entre facções é imensa. A concertação, une; o fascismo desune e mata.
Em Portugal, em carta enviada por mim ao actual Primeiro Ministro, admoesto denuncio e na parte final do texto digo que o PSD e o PSP não me parecem andar de mãos dadas, mas sim muito juntas, que até o calor de uma passa para a outra. Custa-me acreditar a mim, socialista científico e social-democrata, que os sorrisos prévios e essas humildades rapidamente aparecidas e o medo da dama de ferro por parte de um PM que, em público reconhece faltas que nunca cometera ou assim parece. Tenho acesso directo à democracia portuguesa, tenho a honra do Governo me ter feito português após 31 anos de prestação de serviços ao país, trocando a minha Universidade de Cambridge por Um ISCTE que, hoje em dia, todos vemos como cresceu e se unificou, excepto no espírito comunitário que faleceu lentamente por casa devido à de morte não anunciada: o neo liberalismo.
Voo cego que tem apenas uma saída: a soberania e os seus descontentamentos. Palavra que faz tremer aos que nos pretendem governar. Um Governar é saber gerir as contas do Estado, velar pela serenidade da nação e estar sempre atento a que ninguém, mas mesmo ninguém, esteja falho de trabalho. Infelizmente, quem nos governa é um grupo da, por mim denominada, cultura doutoral: advogados, médicos, sociólogos, e outras ervas, como a mais pesada, a tecnologia. Comunicam com o povo quando é conveniente, sem tempo nem hora. Nunca esqueço esse singular mandatário que inaugurou no país o sistema de presidência aberta e comunicava com o povo todas as semanas, sempre em sítios diferentes. Legou aos seus sucessores uma carga pesada, excepto ao mandatário anterior a este. Ele ia de camisa, à Perón de Argentina e sua populista mulher Eva, à Allende e Bachellet do Chile de hoje.
Há apenas um caminho. A soberania e o seu descontentamento. A soberania nasceu pela mão de Thomas Jefferson e do Abade Sieyés, no Século XVIII da nossa era, época em que as nações revolucionadas se governavam por comunas, como a de Paris de 1875 e antes, a dos iguais de Babeuf, em 1775. Nada disto permitiu à burguesia que derrubou a aristocracia e aos ricos do mundo, para se apropriarem dos seus bens. A época das revoluções, essa mudança de poder de uma classe por outra, após a Revolução Francesa e a liberal de Mouzinho da Silveira, que Miriam Halpern Pereira explica tão bem mas não é ouvida: o seu saber passa a ser homenagens, louvores, mas nada do que diz entra na Constituição da República Portuguesa, como ela pretende.
O que diz essa Constituição, a actual digo, porque as primeiras eram social-democratas e as de hoje, cada vez menos: Nº Artigo 1 um da Reformada em 2005: Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária. E no 3, nºs 1 e 2: Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária. Ou esse famoso Nº 2, que hoje diz: A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa, tendo sido retirada a este artigo a frase: democrática, que tem por objectivo assegurar a transição para o socialismo mediante a criação de condições para o exercício democrático do poder pelas classes trabalhadores
Com a soberania ganha para o povo, é estritamente gerida pelos doutores da Assembleia ou da Presidência.
Não sou adivinho, ganhe um ou outro, como português, advirto do perigo do descontamento que os planos neo-liberais, causam. E ao Chile, esse meu outro país já quase inventado: atenção o lobo existe, como os capuchinhos vermelhos.
Lembro-me ainda de constituição pré-ditadura no Chile, que, logo, no começo, definia que a soberania residia na nação e era delegada nas autoridades que a constituição estabelecia. Não havia mudança possível sem plebiscito prévio, ontem como hoje. Em Portugal, a consulta ao povo é feita aos partidos que os representam e que são….doutores, excepto os poucos que não me corresponde definir e que serão os meus candidatos.

Cartazes para as Autárquicas (Almada)

 
Paulo Pedroso, PS.

ETICA E EDUCAÇÃO (13)

ETICA E EDUCAÇÃO (13)
Considerações sobre Ética e Educação pata além da Escola

Uma boa reforma educativa é sinónimo de reinvenção da escola pública, da escola nova, democrática e laica. A escola tem de ser repensada fora das limitações que a tolhem. Tem de ser dotada de todos os meios e capacidades que permitam a integração dos mais fracos e oprimidos. Uma escola-projecto com corpo docente estável e motivado, uma escola autónoma com competência própria, uma escola-motor de uma comunidade educativa, uma escola descentralizada. O verdadeiro catalisador da mudança começa na descentralização das tomadas de decisão, onde intervenham assembleias de professores, alunos, pais, associações locais, museus, centros de saúde, bibliotecas, autarcas, empresários que ouçam e discutam, decidam e actuem. É óbvio que Interesses antagónicos acabarão por emergir, mas aumenta a participação, fundamental para a maturidade do sistema democrático. Educar para a mudança exige um grande e colectivo esforço de transformação, porque para mudar é preciso conhecer, compreender, reflectir, avaliar, tomar decisões, mudar as mentalidades, assumir compromissos, arriscar, recomeçar sempre e não desistir. Por isso o professor, sendo vítima da desistência, é também o grande herói da revolução. Este é o caminho da Educação para o Desenvolvimento, ou seja a educação para a compreensão, para a defesa dos direitos e liberdades fundamentais, para a paz e cooperação. Educar para o desenvolvimento exige a compreensão profunda da situação nacional e internacional e da complexidade de um mundo tecido de inter-relações, interdependências, contradições, desigualdades, desequilíbrios, desordens gritantes e violências inimagináveis. Educar para o desenvolvimento obriga a não desprezar o saber acumulado pela humanidade, nos campos da literatura, da filosofia, da ciência e das artes. A formação intelectual através destas vertentes constitui um alicerce fundamental. O papel pedagógico da literatura e das artes, tantas vezes lançado para segundo e terceiro planos, enriquece o processo de humanização, desenvolvendo o exercício da reflexão, o afinamento das emoções e dos sentimentos, o sentido da estética e da beleza e a percepção da maravilhosa complexidade dos seres e do mundo. Perscrutar a verdade que a obra de arte transporta é um privilégio de pedagogia. A necessidade da arte apela fortemente a uma conjura contra a violência, contra a barbárie, contra a indiferença. A arte tem uma poderosa afinidade com a consciência, criando naquele que a vive a exigência de pertença a um processo de identificação com a verdade. A literatura e as artes são um poderoso instrumento de educação e um riquíssimo equipamento intelectual e afectivo. (Continua)

 

                         (manel cruz)

(manel cruz)

BI-QUADRA DO DIA

Ai S. João S. João
Que sorte havias de ter
A justiça a assobiar
E Portugal a morrer.

Com vales e oliveiras
isaltinhos e machados
Tantas torres e loureiros
Estás feito em bocados.

A balbúrdia vai ser tal…

Depois dos resultados que se prevêem para Domingo, a balbúrdia vai ser tal que ainda terá de ser o Presidente da República a encarregar-se da constituição de um Governo de consenso. Se ganhar o PSD, terá de se haver sozinho – nem com o CDS lá vai, mesmo que Portas tenha um excelente resultado. Se ganhar o PS, o Bloco ou o Partido Comunista, sozinhos, não serão suficientes. Sócrates irá precisar dos dois, o que não parece lá muito viável.
Por enquanto, todos querem capitalizar aquilo que Cavaco tem para dizer. O PSD quer que ele diga que desconfia que houve escutas, embora essas desconfianças não devessem ter chegado à imprensa (daí a demissão de Fernando Lima). O PS quer que ele diga que nunca houve qualquer desconfiança e que, por não ter havido, viu-se na obrigação de demitir aquele que inventou tudo.
Valha a verdade que, neste momento, Cavaco não deve saber muito bem se há-de falar e o que há-de dizer. Como dizia ontem Ricardo Araújo Pereira do «Gato Fedorento», interrompeu as férias para falar do Estatuto dos Açores e agora nada é capaz de dizer.

Músicas para o Equinócio de Outono: Ute Lemper

Ute Lemper – September Song

(Obrigado Carlos Ruão, e acrescento: neste blogue só os Carlos são solidários com as festividades do equinócio de Outono. Registo e aguardem…)

A máquina do tempo: viagens ao futuro (feitas no passado)

Não sei se recordam como começa a novela de Dostoievski «As Noites Brancas». É com esta frase: «Era uma noite maravilhosa, uma dessas noites que apenas são possíveis quando somos jovens, amigo leitor». E esta ideia de que o tempo, o clima subjectivos se sobrepõem ao tempo e à meteorologia objectivos é reforçada mais para o fim da novela, ou do «romance sentimental» como lhe chamou o autor, quando uma velhinha, a avó de Nastenka diz que «noutros tempos, tudo era diferente, no seu tempo, quando era jovem, «o sol era mais quente, as natas não azedavam…»

Nos anos 60, os famosos anos 60, eu era muito jovem no princípio da década e, obviamente, menos jovem no seu final, mas ainda bastante novo. Em Portugal, e não só, mas em Portugal foi, de facto, uma década terrível, vínhamos do «terramoto Delgado» de 1958 e, logo em 1961, aconteceram tantas coisas que, para um país onde nos queixávamos que não acontecia nada, foi demasiado: o assalto ao Santa Maria, o início da Guerra Colonial, a invasão do Estado da Índia pela União Indiana, o assalto ao quartel de Beja no último dia do ano… E, depois nunca mais parou – sucessivas crises nas universidades, emigração clandestina, greves, o recrudescimento da guerra, que alastrou por três frentes, sucessivas vagas de prisões, porque com os reveses o regime tornava-se cada vez mais susceptível, temeroso e rancoroso.

Dito assim, isto ganha um ritmo épico, mas para quem estava mergulhado naquela realidade era sentido como um tormento, pois éramos obrigados a fazer a guerra e era uma guerra que muitos de nós sabiam ser suja, contra povos que queriam legitimamente ser livres, e éramos presos e torturados e vivíamos todas as vicissitudes duma situação mesquinha, cinzenta, que nada tinha de épica ou de elevada. Éramos vítimas de uma besta estúpida, de uma ditadura liderada por um velho tacanho e sem coração que actuava em nome de valores cediços, apodrecidos, com o cheiro enjoativo das sacristias velhas.

Apesar de tudo isto, os jovens daquela época encontravam espaço para a felicidade, para o amor, para a amizade, para a partilha fraterna do pouco que havia para partilhar. E sempre que podíamos viajávamos até ao Futuro, assim mesmo, com F maiúsculo. E como fazíamos isso? Reunindo-nos, com os cuidados que a situação exigia (e às vezes sem os tomar). Ouvíamos discos do Zeca, do Yves Montand, do Jacques Brel, do George Brassens, do Luís Cília, do Fanhais, o Jean Ferrat… Ouvíamos as gravações das Declarações de Havana, e havia um arrepio colectivo quando Fidel chegava ao fim da Segunda e dizia: «Porque esta gran humanidad ha dicho “basta” y há echado a andar. Y su marcha de gigantes, ya no se detendrá hasta conquistar la verdadera independencia, por la que ya han muerto más de una vez inútilmente. Ahora, en todo caso, los que mueran, morirán como los de Cuba, los de Playa Girón» – nesta altura Fidel era interrompido pela tempestade de aplausos de uma enorme multidão – «morirán por su única, irrenunciable independencia. Patria o Muerte! Venceremos!»

Uma vez, em 1967, estávamos a ouvir a gravação em fita magnética de um apelo ao povo grego dito por Mikis Theodorakis, o cantor, compositor (autor da música de «Zorba») e político marxista grego que passara à clandestinidade quando do golpe militar de direita de 21 de Abril desse ano – um apelo ao seu povo. Alguns de nós tinham estudado grego no Complementar dos liceus ou na Faculdade. Mas mesmo os que haviam estudado o grego clássico, mal compreendiam uma ou outra palavra e depressa os que não compreendiam exigiram que cessasse a tentativa de tradução. A emoção que, de forma crescente, ia transparecendo da voz de Theodorakis, era tão forte que no fim da audição ficámos em silêncio e todos com lágrimas nos olhos. Porque no nosso coração havia certamente tradução para cada uma das palavras. Vivíamos sob uma ditadura e isso fazia-nos compreender a oratória de qualquer cidadão fugido à polícia política, á tortura e à morte, falasse ele que língua falasse. Theodorakis só podia estar a apelar a que os Gregos e as Gregas lutassem pela liberdade e pela democracia.

Curiosamente, e por mero acaso, cerca de dez anos passados, fui encarregado de traduzir o «Diário de um Resistente», de Mikis Theodorakis (da edição francesa, que o meu grego apenas deu para ler as placas toponímicas de Atenas quando ali estive uns dias). E pude saber o que o famoso cantautor e político dissera e que naquela noite nos pusera a chorar. É um texto muito longo que começava por dizer que «O rei, oficiais traidores e magistrados perjuros, de colaboração com os imperialistas americanos, aboliram a democracia na Grécia.» E terminava. «No país onde a democracia nasceu, os tiranos estão votados à morte. Abaixo a ditadura monarco-fascista! Fora com o opressor estrangeiro! Abaixo o carrasco Collias! Viva o povo Grego! Viva a Grécia!». Tinham sido estes brados finais que nos tinham emocionado. E a nossa emocional tradução estava certa.

Essas reuniões que iam fazendo pelas casas de diversos companheiros e companheiras, eram viagens ao futuro. Sonhávamos com a Liberdade e nunca ouvi alguém sonhar que ia ser ministro, ou deputado (embora alguns o tenham vindo a ser). Todos queríamos viver como cidadãos livres, num país livre. Era o único privilégio com que sonhávamos e era esse lugar que visitávamos quase todos os dias no Futuro – um país livre.

*

E cá estamos nós no futuro. Podendo, na realidade, dizer o que quisermos, associarmo-nos como entendermos, sindicalizarmo-nos ou não… Nesse plano o nosso sonho cumpriu-se. E a democracia? Não, aí o sonho superava a realidade. Temos um simulacro de democracia em que a nossa única participação consiste em votar. E, pelas razões que todos sobejamente conhecemos, temos o pesadelo da corrupção, da subordinação a centros de poder situados fora de Portugal, do desemprego, das arbitrariedades… O que sabemos. Não, não tenho saudades dos anos 60. Tenho saudades do Futuro com que sonhava nos anos 60, um Futuro que nada tem a ver com este presente. Naturalmente, como a avó da heroína de «As Noites Brancas», acho que nesses anos cinzentos, o céu era mais azul, o mar mais oloroso a sal, mas isso é outra história. O problema que para mim se coloca é: se os jovens de hoje quiserem ir até ao Futuro, como o deverão imaginar? As perspectivas não são muito animadoras.

SÓCRATES E A TEMPESTADE PERFEITA

FOI DE FACTO UMA  PERFEITA TEMPESTADE.

socrat

Por não ter conseguido colocar, como deveria, o “post” completo com vídeo, aqui, por favor vão vê-lo aqui.

Jornalismo, rigor, mentira, eu vi

Francisco Louçã não consegue suster a felicidade. No dia em que foi conhecido o afastamento de Fernando Lima da assessoria de Belém, o líder bloquista não resistiu a abrir um comício (em Coimbra) com a frase: “Cada vez gosto mais desta campanha.”

Eu estava lá. A frase foi dita referindo-se obviamente a uma sala completamente cheia. Foi o que perceberam todos os presentes excepto um: a jornalista do Público. Tanto mais que a frase que cita a seguir:

“Foi nessa mesma noite que decretou a morte da campanha do PSD – “esvaziou-se como um balão furado”, disse – e, consequentemente, expurgou de vez os sociais-democratas do seu discurso.”

foi proferida bastante tempo depois. Maria José Oliveira, tenha vergonha. Diga  lá que o Público errou, que os jantares em Coimbra são sempre bem regados, qualquer coisinha. Não é que isto tenha grande importância, mas em menos de  uma semana apanho duas jornalistas em descarada mentira. E isso tem muita importância, porque fico a imaginar o que será a cobertura desta campanha quando não assisto, agravada por o Público ser o jornal que leio e a TSF a rádio que ouço (neste último caso, aproxima-se o pretérito).

Tourada em Salzburg

Eu e o Luis Rocha tínhamos chegado à cidade bastante tarde, numa noite de neve que caía aos farrapos, silenciosa e fria com as luzes a tremilicarem por entre o nevoeiro .Chegados ao hotel nada quente para beber ou enganar a fome tudo fechado salvo, diz-nos o recepcionista, uma taberna no fundo da rua, talvez aí.

Lá fomos encolhidos rua abaixo sem alma de gente a travessar-se no caminho, uma ténue luz a sair de uma porta no rés-do-chão, grossa, batente de ferro que deixava escapar um vozeirão contido. Que sim, havia que comer e beber, mas a casa era de bancos e mesas corridas, tratassemos nós de arranjar lugar e companhia.

À minha frente Franceses, ao lado esquerdo Suiços, mais uns quantos Austríacos e à minha direita um casal americano, ele alto e grosso, ela naquela meia idade como o Outono, coberta de cores, a beleza evidente de uma delicadeza que condizia com a pela bem tratada, uns olhos avelã e um cabelo louro/castanho. Portugueses? ela olhava-nos com curiosidade, conhecem o cavalo de raça “Lusitano”? pergunta com os olhos a rirem de curiosidade, lá nos esforçamos a falar da Coudelaria de Alter, como tem vindo a ser mantida uma pureza de raça, catalogada, de que se conhece a genealogia há mais de dois séculos.

Ela tinha um Lusitano na sua quinta em Utha, adorava o cavalo, que caracteristicas tinha desenvolvido? onde e em que era utilizado? tudo queria saber com uma graciosidade que em tudo se opunha à rudeza do marido, que não se conteve quando ouviu falar de tourada, pegas do touro à mão, que era mentira, ninguem se colocava à frente de um touro de 600 kgs, eles lá nos USA tambem o apanhavam mas era saltando para cima do cachaço , e às tantas a minha gritaria cruzada com a dele, movida a copos, ouvia-se por cima das mil conversas .

Que sim, diziam os Franceses que já tinham visto uma vez no sul de França e os Suiços nunca tinham visto mas sabiam que era verdade e os Austríacos, como era isso expliquem lá. Eu e o Rocha no meio da algazarra, com interlucotores a falarem diversas línguas não nos entendíamos, eh, pá, o melhor é fazer uma demonstração, o Francês que já viu é o touro, eu sou o cabeça dos forcados, o Rocha explicava e orientava as posições, mais dois austríacos atrás de mim a fazerem de forcados do grupo, e o Francês não vai de modas atira os forcados para cima do público já em pé a cantar e a rir, espaço, é preciso espaço e o pessoal em cima das mesas e o francês a levar o seu papel de touro demasiado a preceito e o cabeça do grupo já metido em orgulhos com os espalhanços, uma e outra vez…

O Americano bêbado que nem um cacho ainda o vi a descer a rua ás curvas e fixei bem o porte altivo e gracioso da mulher. Por momentos as nódoas negras não me doeram nada!

Músicas para o Equinócio de Outono: Gilbert Bécaud

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Gilbert Bécaud  e Mireille Mathieu- C’est en Septembre

(sugestão do Carlos Loures, obrigado pá)

Fotojornalismo em campanha:

nobeco
O CDS em campanha

A grande surpresa de Domingo

Viseu era conhecido pelo Cavaquistão na altura das maiorias absolutas do actual Presidente. Ao contrário de todas as expectativas, acabou por ser Cavaco Silva o protagonista da recta final da campanha. queia ou não referir-se ao assunto directamento, o certo é que José Sócrates não precisa. como hoje em Viseu, tem os seus homens de mão para dizer o que ele não quer dizer. «Nós tivemos agora ocasião de ver como é que esses casos são construídos, como é que se monta uma combinata de forma permanente e até doentia contra o PS». Mais do que para o PSD, esta referência do cabeça de lista por Viseu é para o Presidente da República. Obviamente.
Já o apelo ao voto útil não parece que vá surtir grande efeito. Pela mesma razão, não me parece que este caso vá fazer grande mossa ao PSD ou que vá beneficiar o PS. Não haverá assim tanta gente indecisa em votar PS ou PSD. Quem está indeciso, é entre PS e Bloco de Esquerda / Partido Comunista, ou entre PSD e CDS.
Disse em «post» anterior que o português típico não vai nestas cantigas. Alguns entenderam-no de forma depreciativa. Não era. E é exactamente esse português típico que no Domingo vai dar uma grande surpresa ao país político. Lembrem-se que nas anteriores eleições, as Europeias, todas as sondagens davam a vitória ao PS, estávamos em plena crise BPN / Dias Loureiro / Conselho de Estado / Cavaco Silva… e o PSD ganhou.

Bordéis – descontos para reformados

É preciso encontrar soluções criativas, diz um dos gerentes de um dos mais conhecidos bordéis da Alemanha. Os taxistas tambem têm direito a desconto mas aqui não sei se tem a ver com o preço das bandeiradas.

Outro dos bordéis mais conhecidos fixou em 70 euros o preço de todas as actividades, desde que em horas de menor movimento. Isso inclui as raparigas, bebidas e comidas (cheira-me que há menino que corre o risco de uma congestão e outros de se empanturrarem com fast food).

Dizem os gerentes que a crise fez baixar o número de visitas (ao contrário do que acontece aqui no Aventar), homens que faziam cinco visitas por semana agora só fazem duas ( estão a ver se envergonham a maioria do pessoal- cinco visitas!!!).

Os preços é que se mantêm por uma questão de marca, não permitindo que se degrade a clientela com preços de “liquidação” o que não convem nada ao negócio.

O pior disto tudo e aqui não consigo ajudar os meus frenéticos leitores, é que os descontos são feitos só ao Domingo e às segundas-feiras pelo que o pessoal tem que saber-se programar para aqueles dias.

Eu, por mim, vou utilizar os descontos na compra de Viagra !