Será verdade?

Será verdade?

 Há dias, um amigo meu, engenheiro e dono de uma oficina de automóveis disse-me, para meu grande espanto, que os carros trazem sempre uma avaria programada para determinada quilometragem. É uma espécie de taxa.

 Avaria que pode consistir numa desactivação de uma função importante do automóvel, recuperando dez a quinze minutos depois, tempo suficiente para o dono do carro se mentalizar que tem de o levar ao concessionário. Uma vez aí come pela certa. Diz o meu amigo que é uma “taxa” pré-programada. Diz ainda que não tem provas formais, mas toda a gente da área sabe disso.

 Vem isto a propósito do que me aconteceu. Tenho um carro, um Mercedes, que vai fazer, dentro em breve, quatro anos. Nunca teve nada. Há dias, sem mais nem menos, precisamente na viragem dos 100.000 Km, a caixa de velocidades, automática, avariou, e manteve-se avariada durante cerca de quinze minutos. Ao fim deste tempo, tudo voltou ao normal.

 Claro que levei o carro, de imediato, à Nasamotor, onde me disseram que o problema era na unidade de válvulas electrónica, que deveria ser substituída. O carro agora estava bem, mas pela certa que iria ter o mesmo problema. Perante isto mandei substituir e deixei lá mil e quinhentos euros.

 Apalermado é pouco para me definir. Que dizem os amigos?

Comments

  1. maria monteiro says:

    há uns anos também dei uma olhadela em diagonal na A Fraude do Código Da Vinci de Carl Olson/Sandra Miesel e… o estilo deve ser o mesmo

  2. Carlos Loures says:

    Parece-me muito oportuno falar neste livro (que também já folheei). «A ´Mentira´ de Saramago» é um livro que não me pareceu ter qualquer valor literário, um conjunto de histórias bíblicas que em nada põem em causa o «Caim». Acusou-se o Nobel de ter levado a cabo, ao provocar a polémica com a Igreja, uma simples manobra de marketing. Agora, vem, de forma oportunística, este livro tentar apanhar um reboque dessa celeuma. Enfim, é o negócio. Quando o Professor Damásio publicou o seu «o Erro de Descartes», fê-lo de uma forma correcta, usando o nome de um grande filósofo para apresentar a sua respeitável tese científica. Quanto ao livro referido pela Maria Monteiro, não sei~. O Dan Brown não incorre em fraudes, mas em sim e algumas fantasias, compreensíveis num ficcionista que usa a teoria da conspiração como principal elemento dos seus romances. Faz todo o sentido, Adão, teres alertado para o sensacionalismo e para o truque barato deste livro que pretendendo «desmentir» Saramago, apenas tenta promover um produto de baixo nível literário. E, já agora, peço a tua atenção para o meu texto de hoje que te é dedicado, Com um grande abraço.

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