É só olhar para a sua interpretação :
Jorge Miranda : “A Constituição define o casamento como uma união heterossexual”
Paulo Otero : O PR tem vários argumentos para enviar o diploma para o TC”
Manuel Costa Andrade :” O PR pode legitimamente ter dúvidas quanto à constitucionalidade do casamento homossexual”
Jónatas machado : ” enviar a proposta para o TC é uma forma inteligente do PR passar a batat quente para o tribunal”
” O facto de a Constituição estar alinhada com a Declaração Universal dos Direitos do Homem, que consagra o direito ao casamento entre homens e mulheres,” é um dos argumentos de Jorge Miranda e Paulo Otero.
Paulo Otero diz ” que os heterossexuais têm direito à exclusividade no uso do termo “casamento” – e a não serem confundidos com o vínculo jurídico homossexual.”
Costa Andrade alerta que quando foi feita a “Constituição portuguesa o termo “casamento” remetia para a união entre homens e mulheres. Assim, não basta mudar a Lei, mas tambem a Constituição.”
Jorge Miranda : ” A Constituição define o casamento como uma união heterossexual, pois um dos seus pressupostos é a filiação”
Paulo Otero : O diploma será sempre inconstitucional”
Mais do que um problema jurídico é um problema de sociedade.






o problema chama-se e só Igreja Católica que se deve empenhar apenas e só no seu sacramento do matrimónio
nem mais, maria monteiro!
E no entanto, nenhum deles refere que na Constituição diz que o casamento homossexual é proibido. Nem dizem, nem podiam dizer. Não previram essa hipótese na altura em que fizeram a Constituição e agora querem vir com outro tipo de argumentos.
Mas dadas as dúvidas, até acho bem que o Presidente da República envie para o Tribunal Constitucional – passar a «batata quente» de acordo com um elevado argumento de um constitucionalista.
E no Tribunal Constitucional, vamos a ver – há 2 anos, 3 juizes eram contra e 2 eram a favor. Ou seja, basta uma alteração de voto para a lei passar. Seja como for, isto é uma questão de tempo – se não for agora, será depois.
Um pequeno consolo é que isto é mais ou menos como um Benfica – Sporting para os portistas. Qualquer resultado é bom. Se a lei passar, excelente, faz-se justiça e acaba-se com a discriminação. Se não passar, é mais uma derrota para o Governo.
o casamento não traz benefício nenhum aos homossexuais e redefine um conceito que é caro para os hetero.Chamem-lhe outra coisa qualquer.
É a terminologia, o teu único problema? O facto de se chamar casamento?
O casamento traz tantos benefícios aos homossexuais como aos heterossexuais. Por que é que os heterossexuais não se juntam simplesmente, que vantagem é que o casamento lhes traz?
O conceito de casamento é caro para os hetero? Fala por ti, Luis. Sou hetero e para mim o casamento não é um conceito nada caro. Se fosse agora, nunca me tinha casado, tinha-me simplesmente juntado.
Casamento é entre homem e mulher por quê? Porque Deus e a Igreja assim o dizem? Pois bem: Deus e a Igreja que se fodam. Portugal é um país laico.
É giro, porque anda tudo muito preocupado com os direitos dos gays, mas com o direito de os heteros terem um instituto,que defina a sua heterossexualidade, ninguem se preocupa,. Sabes, quem andou toda a vida a desdizer no casamento, gente livre e modernaça, é a mesma que acha agora que sem o casamento os gays são inferiores aos hetero. Muda a moda e tudo se vende e tudo se compra…
Quem me ler, até parece que defendo o casamento. Não defendo. O Estado não se devia meter nessas coisas, o casamento para o Estado não devia sequer existir.
Mas já que existe, que seja para todos.
Pois é, se esse moços não perdessem tanto tempo nas lojas de roupa , tratar das unhas e fazerem coisas feias, podiam estudar e tal e defenderem o seu ponto de vista;)