Segundo o JPC da Jugular os votos em branco estavam todos dirigidos para o PS .
Daí a derrota. Perante a evidência, todos os que votaram em branco, “carpindo estão” tão grave decisão.
Há já uma petição para reuniões semanais, onde serão devidamente apoiados por psiquiatras (nem precisa de sair da casa…) e psicólogos (tambem é fácil…).
Mensalmente, haverá uma espécie de mega reuniões, onde serão confortados com o apoio de vários voluntários da JS (e voluntárias) para acertarem de vez com os cânticos e gritos de apoio. Está, tambem ,estabelecido que em casos mais renitentes, haverá uma tabela de castigos, que poderá passar por reguadas, círilios e ter que ouvir o José Sócrates falar sobre o Magalhães.
O objectivo é que em Outubro todos os arrependidos se arrependam e votem sem tibiezas de qualquer espécie. A palavra de ordem já foi avançada na noite das eleições por vários dirigente socialistas e Jugulares.
Governabilidade!
Por acaso eu pensava que foi coisa que não faltou ao PS mas os resultados são os que se vêm.
Mas isso sou eu que não estou arrependido!
A procissão dos arrependidos
Durão Barroso e as Presidenciais de 2016
Agora que sabemos que Durão Barroso vai cumprir um segundo mandato na Presidência da Comissão Europeia, temos as informações todas de que necessitávamos. Não há dúvidas de que vai ser ele o candidato da Direita nas eleições Presidenciais portuguesas de 2016.
Senão reparemos: cumpre este segundo mandato até 2014 e, nessa altura, a União Europeia será completamente diferente do que é hoje. Não continua, até porque dez anos é muito tempo. Decide regressar a Portugal, dizendo que quer ter mais tempo para a família e para tudo o que não conseguiu fazer em todos os anos anteriores. Dois anos a descansar e a preparar a candidatura a Presidente da República. Em nome de um qualquer desígnio nacional que o fez regressar. Por Portugal, como não poderia deixar de ser.
Há um ano atrás, diria que Durão Barroso já tinha concorrente e que ele se chamava José Sócrates. Diria que a segunda maioria absoluta estava no papo. Governaria até 2013 e então descansaria, preparando o terreno, durante três anos, para as Presidenciais. Só que, desde há um ano para cá, veio a crise económica, o Freeport e a admirável débacle de Domingo. Já não sei muito bem se vai sobreviver politicamente até 2016. Se sobreviver e concorrer, acredito que ganhe. Eu, pelo menos, nunca votarei em quem um dia se foi embora. Votarei em quem ficou, mesmo que seja porque ninguém o quis.
Quanto a 2011, estamos conversados. Ninguém bate Cavaco Silva, da mesma forma que ninguém bate um Presidente em segundo mandato.
Extra-post: Sem querer abusar dos meus dotes adivinhatórios, presumo que Paulo Rangel, a quem auguro um excelente futuro político, será o candidato da Direita às Presidenciais de 2026. Então com 58 anos e muito fortalecido por anos e anos de Papa Mayzena, já terá passado pelo Parlamento Europeu, pela Câmara Municipal do Porto e pelo Palácio de S. Bento.
A gripe A
Estava eu a dar a minha volta pelos jornais quando reparo que a Gripe A volta à carga. A OMS vai usar o alerta máximo e aparentemente o mundo vai entrar tecnicamente em pandemia. Mas apesar da “gravidade” da doença e da situação, a OMS adverte que “isso não significa que o vírus se tenha tornado mais grave, que a doença seja mais severa ou que tenha aumentado a taxa de mortalidade”. Segundo diz o Expresso, “a política de prudência, disse (o director-geral adjunto da OMS), pretende evitar efeitos adversos, entre os quais citou restrições de viagens, fecho de fronteiras ou bloqueios ao comércio.
Esta situação da pandemia deixa-me curioso. E estupefacto. Porque, ou andamos aqui a brincar aos médicos e às enfermeiras e a Gripe A é uma doença tal como centenas de outras que para aí andam a atormentar a Humanidade, ou então é mesmo uma situação gravíssima fora do normal que pode pôr em risco a sobrevivência de muita gente.
Se isto é galopante e do mais grave que há, já que não existem mais níveis de alerta na OMS, eu pergunto-me: quando é que será necessário restringir viagens, fechar fronteiras ou bloquear o comércio? É uma questão de tempo ou de números?
Eleições no Glorioso
A táctica é a mesma. Avança o Manuel Vilarinho para o embate da comunicação social, mas o candidato é o Luis Filipe Vieira.
A estratégia tambem é a mesma, impedir a todo o custo que apareçam candidatos.
Apareceu agora o Raúl Carvalho que não é candidato para estas eleições, é para as seguintes.
O Jorge Vieira de vez em quando vem ameaçar que vai ser candidato, mas é só basófia.
O Bagão Félix já veio dizer que estas eleições não são oportunas , e que não quer deixar o seu tractor e as suas rosas.( acho que são rosas )
O Vilarinho que eu conheço bem de anos de futebol, no CIF , abriu o livro na TVI e não esteve com meias. O Vieira vai ganhar, até porque ninguem concorre contra ele , e em Outubro tambem niguem concorreria, e se concorresse perdia.
E acreditem que o Manel sabe muito mais do Benfica do que nós todos juntos. Lembram-se dele na TV a discutir com o Vale e Azevedo? E no campo ainda era pior, ninguem o aturava, discutia com tudo e com todos.
Um amigo porreiro! E um benfiquista como há poucos. Ele diz que como ele só há dez ou vinte. São os que se atravessam com as garantias nos bancos.
Mas, diz o Manel Vilarinho, que o grande problema do Benfica é que não ganha. Quando passar a ganhar troféus no futebol a crise passa. As vitórias nas outras modalidades é um efeito que dura dois ou três dias, não contam para a crise existêncial.
Para já livraram-se do Quique e de uns milhões de euros. O António Salvador , Presidente do Braga, não perdoa nem um cêntimo para deixar sair o Jorge Jesus (se fosse o Pinto da Costa…) mas é claro que está no seu direito.
E quanto a jogadores ? Mais um carregamento da América do Sul, ou vão mesmo reforçar a equipa , com dois ou três grandes jogadores?
A futebolítica
Apesar de haver algumas diferenças gritantes, e veja-se que nunca se ouviu falar em políticos com salários em atraso ou partidos em falência técnica, existe um paralelismo entre o futebol e a política e uma ligação quase umbilical entre os dois.
Basta considerar a constante presença de políticos em eventos futebolístos.
Mas tal como o país político, o futebol português é pobre, eminentemente corrupto (apesar de ainda se estar a tentar provar isso), com maus dirigentes e maus jogadores. Os bons jogadores normalmente vão para países mais desenvolvidos e só cá ficam os outros à espera da sua vez. É claro que existem as camadas jovens, mas tanto numa situação como noutra, são sempre muito pouco aproveitados e recorre-se quase sempre a “quem vem de fora”.
Tal como a política, o futebol está de “rastos”. Num campeonato em que os jogos são feitos praticamente deitados no chão, parados e com tantas faltas, raramente se marca um golo na marcação de um livre. No entanto, sempre que se vai marcar um livre, os (poucos) adeptos entram em histeria como se fosse um penalti. Parece mesmo que o golo é iminente e só falta festejar. Inevitavelmente a bola lá vai para fora e toda a gente protesta, dizem que o jogador não presta, chutou para fora do estádio e que devia ter sido outro a marcar o livre. Mas o mais grave é que dois minutos depois, o árbitro marca outro livre e toda a gente volta a ficar expectante para festejar golo… mas o mau jogador chuta novamente para as nuvens! E isto continua sempre a acontecer. É um jogo inteiro assim. É um campeonato inteiro assim. E é sempre assim. Assim como na política. É só pólvora seca. Parece que vai acontecer alguma coisa, mas depois não dá em nada.
É inacreditável a parecença do futebol com a política portuguesa. Até as eleições são feitas na mesma altura. Parece combinado. Se calhar é por isso que alguns passam de um lado para outro. Políticos que se tornam dirigentes futeboleiros e vice-versa.
E apesar de haver uma míriade de clubes, são sempre os mesmos dois a ganhar. E não querendo que mais ninguém ganhe além deles, vêm sempre dizer que a competição é muito importante para melhorar a actividade desportiva. Na política é igual, e assim que perdem, disparam em todas as direcções dizendo que a governabilidade está ameaçada se a sua hegemonia for interrompida.
Também se ouve falar muito daqueles que mudam de clube e que são “vira-casacas” e “peseteros”: passam do PCTP/MRPP para o PSD, passam do PCP para o PS… é uma questão de mudar para plantéis que permitam voos mais altos e ganhar outro tipo de troféus…
Noutra perspectiva, a política está invadida de futebol. Veja-se por exemplo, Vital Moreira a reclamar “falta” no comício em que participou juntamente com a CGTP. A CGTP veio a público dizer que foi apenas carga de ombro e que foi Vital Moreira a provocar o contacto. Aliás, esta é uma táctica muito conhecida nos meios futeboleiros. Chama-se “entrada à Soares” e consiste em “colar-se” a um adversário já com um cartão amarelo para provocar a sua expulsão.
Ainda agora, no apuramento para as “Competições Europeias”, o que mais se ouviu foi que fulano em vez de levar cartão amarelo deveria era ter levado cartão vermelho. Até as declarações são as mesmas. “O responsável por este desaire, sou obviamente eu!”, isto foi o que disse Vital Moreira e são as palavras que Carlos Queiroz já vai ensaiando.
Agora também, tal como os clubes que reclamam constantemente da arbitragem, são também os partidos a reclamarem com o Banco de Portugal e exigirem a demissão de Vitor Constâncio por não resolver os problemas noutro tipo de “arbritragem”. E tal como no futebol, uns jogadores levam com processos sumaríssimos, outros não levam com nada e saem incólumes de todas as situações.
Depois, existe também o lado obscuro das “campanhas negras” e “trabalhos de bastidores” nas duas actividades e o consequente envolvimento dos tribunais para clarificar as situações. Não há ano que passe em que não existam dirigentes envolvidos em polémicas e escândalos envolvendo compras fraudulentas de terrenos, construções ilegais, pagamentos por “baixo da mesa”, falsas ou não-entrega de declarações de rendimentos, escutas telefónicas incriminadoras, desvios de dinheiro, tentativas de corrupção activa e passiva, abuso de poder, etc, etc. Todos os dirigentes negam sempre todo e qualquer envolvimento em actividades ilegais e nos tribunais nunca se consegue provar nada, e até se consegue provar exactamente o contrário, apesar de ninguém acreditar. Ou então, os processos prescrevem.
Falando de elementos externos: uma palavra para a comunicação social. Tal como no futebol, também na política, conforme os interesses instituídos, uns optam por apoiar descaradamente uma facção, tentando prejudicar o máximo possível o outro lado, evocando sempre uma neutralidade e imparcialidade sem mácula.
Internamente, tanto uns como outros, só falam de estratégias e mudanças de equipa técnica. Sócrates, pelos vistos, escolheu mal o avançado para estas eleições. Manuela Ferreira Leite foi altamente elogiada pela escolha do possante meio-campista Paulo Rangel para o ataque à Europa. Louçã e Jerónimo continuam a fazer o papel de “Portugal” nas competições internacionais: de vez em quando até surpreendem e sobem ao pódio, mas toda a gente sabe que nunca vão ganhar nada. E Portas… bem, Portas tem a sorte de não existir uma 2.ª Divisão na política… No entanto, Sócrates já disse que não vai mudar de tácticas porque sabe que tem uma boa equipa que lhe pode permitir ainda ganhar o Campeonato. Não se pode ganhar todos os jogos e este foi um jogo à parte e não tem nada a ver com o Nacional. Eu sinceramente até acho que Sócrates daria um excelente treinador. Tem gerido e aguentado muito bem uma equipa quezilenta, que gosta de malhar em todas as direcções. Não é fácil. E no caso das Europeias, fez-me lembrar aqueles treinadores que põem em campo a pior equipa para jogar um desafio sem grande importância, salvaguardando os pesos-pesados para o que mais interessa: o Campeonato! Veremos se estou errado. Espero que Sócrates também esteja.
E finalmente, de há uns anos para cá, as duas actividades sofrem do mesmo mal: ninguém aparece para participar no espectáculo! Constantemente aparecem os dirigentes e responsáveis a pedirem uma reflexão sobre o assunto e opinadores profissionais a explicarem o porquê desta situação estranha, envolvendo duas das actividades que mais emoção geram neste país. Uns explicam e apontam a crise económica, a corrupção latente, os maus intervenientes e o descrédito generalizado no futebol para justificarem os estádios vazios; outros explicam e apontam a crise económica, a corrupção latente, os maus intervenientes e o descrédito generalizado na política para justificarem as mesas de voto vazias. E depois começa a nova época. Rola a bola e rola o discurso. E eu já me ponho a adivinhar: outro livre para fora…
O BPP foi à vida! E o BPN?
A proposta apresentada pelos actuais administradores do BPP é de tal foma exigente, que nos dá uma ideia dos muito milhões de prejuízos acumulados.
O Estado já lá meteu, juntamente com as garantias que deu aos outros bancos, que entraram na primeira tranche, cerca de 250 milhões de euros. No primeiro pedido de reforço dos capitais, Rendeiro tinha solicitado 750 milhões de euros o que tinha sido considerado exagerado para a dimensão do banco.
Para além de todo este dinheiro, a proposta apresentava um prazo de retorno na ordem dos 25 anos!
Não há oxigénio suficiente para um defunto destes!
E quanto ao BPN ?
Bem aí, temos a situação do BPP multiplicada por quatro, pelo menos!
O Estado já lá meteu 2 000 milhões de euros, o que dá na moeda antiga 400 milhões de contos!
São precisos mais 1 500 milhões de euros, isto é, mais 300 milhões de contos, tudo somado dá a verba astronómica de 700 milhões de contos!
Dá para construir 25 hospitais novos!
O governo manteve em lume brando o BPP até às eleições, mas agora era ímpossível adiar por mais tempo a decisão. O barril está a explodir!
Mas a decisão no BPN é muito mais dificil.Em primeiro os montantes envolvidos. Nunca por nunca o governo sonhou que íria encontrar uma situação destas num banco privado. Depois, já lá meteu uma verba que não o deixa recuar, o que implica meter o que já vimos. Mas, por outro lado, deixar cair o BPP não ajuda nada en termos de coerência. O Estado vai dizer que neste há efeitos sistémicos, mas a verdade é que o BPN só representa 2% do mercado bancário! Não colhe o argumento!
O governo vai esperar até às eleições de Outubro para tomar a decisão? O banco não aguenta e os depositantes vão começar a fazer barulho !
Bem te avisaram sapateiro para não brincares aos banqueiros!
PS: gostava era de saber a opinião do JPC da Jugular que quando eu antecipava este cenário, como muitos outros anteciparam, me respondia que eu não sabia o que era a economia real)
O voto obrigatório
Confesso que até gostava que instituissem o voto obrigatório, como aventou o Presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César.
Pela primeira vez na vida, não iria votar.
A vitória dos professores
Não faltaria muito até que isto acontecesse. Não é presunção, caro José Freitas, é a realidade.
Foram quase 330 mil professores nas ruas em dois anos (30 mil + 100 mil + 120 mil + 75 mil). Isto faz mossa! Faz mossa e influenciou, que ninguém tenha dúvidas, o resultado eleitoral. Este e os próximos. Que ninguém entregue a ficha de auto-avaliação! Que ninguém colabore com esta fantochada que o Governo decidiu inventar e que não avalia nada nem ninguém. Que em finais de Setembro, às portas das legislativas, 100 mil professores estejam de novo em Lisboa.
Cá por mim, estou perfeitamente tranquilo. Não tenho mandato dos Sindicatos, sou sindicalizado apenas porque não havia na minha escola ninguém que quisesse liderar o processo de consulta aos professores e até já apresentei o meu modelo alternativo de avaliação. A precisar de acertos, é verdade, mas que que em nada coincide com o modelo proposto pelos Sindicatos.
Mas basta de fazer parte de uma profissão enxovalhada. Como escrevi há tempos, basta de ouvir frases como estas: «Quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer um copo de leite!» (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, 16/11/2008); que «vocês [deputados do PS] estão a dar ouvidos a esses professorzecos» (Valter Lemos, Assembleia da República, 24/01/2008); que «caso haja grande número de professores a abandonar o ensino, sempre se poderiam recrutar novos no Brasil» (Jorge Pedreira, Novembro/2008); que “admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública” (Maria de Lurdes Rodrigues, Junho/2006); que «[os professores são] arruaceiros, covardes, são como o esparguete (depois de esticados, partem), só são valentes quando estão em grupo!» (Margarida Moreira – DREN, Viana do Castelo, 28/11/2008).
Basta desta política. Basta que a profissão que está em primeiro lugar em termos de credibilidade na opinião pública, seja e continue a ser gozada e insultada por quem permanece no último lugar da credibilidade, que pertence aos políticos. A Ministra da Educação, convém recordar, é aquela que insulta no momento da derrota.
O BPP sem retorno – última hora
O Estado não paga e o banco não tem dinheiro. Os depositantes ficam a arder (têm o Fundo de garantia) e nas melhores das hipóteses uns papéis
com retorno daqui a cinco anos ou mais.
O Ministro das Finanças declarou está declarado. O giro é ter sido no dia seguinte às eleições!
Mas desta vez estou de acordo!
O cordeiro das farmácias
A ANF veio com aquela ideia completamente disparatada de as farmácias poderem substituir e/ou alterar as receitas dos médicos. Mas a ideia só é disparatada se não a enquadrarmos no processo que segue caminho. O que a ANF quer é a liberalização do preço dos medicamentos.
O nível de concentração da indútria farmacêutica – anda pelos seis por cento – é uma brincadeira quando comparada com o das farmácias -90% – representada pela ANF e pelo próprio Cordeiro.
Em termos de clientes é de bem de ver que o preço não desce, a ANF segue impávida a verticalização do sector do medicamento e está envolvida em múltiplos interesses no negócio do medicamento.
As margens de comercialização do medicamento são fixadas pelo governo e João Cordeiro queixa-se que a indústria não se aplique, tal como ele, em tirar essa capacidade das mãos do governo.
Há muita coisa que não se compreende neste poder que a ANF utiliza para manter a posição de previlégio das farmácias, impedindo a sua liberalização, afrontando em Tribunal a abertura das farmácias Hospitalares e em outras instituições de apoio social.
O mais poderoso lobby nacional não desarma e aproveita o Estado fraco e tentacular para lançar as suas ambições para cima de quem paga.
Se o Estado fosse uma instituição credível e eficaz, sem rabos de palha ,a ANF há muito que teria visto as suas prepotências serem barradas, mas como o que temos é um Estado gordo e disforme, cheio de telhados de vidro, nada mais resta que o vermos de cócoras…
Chapéus há muitos
Os polícias não podem com o nosso Primeiro e ainda menos com essa luminária que dá pelo nome de Rui Pereira. Estou em crer que tudo tem a ver com conversa fiada em que os polícias embarcaram.
Dão tudo e mais alguma coisa, tudo não passa de uns cenários na RTP, montados a preceito e passados uns tempos não há nada para ninguem.
O que se passa no nosso país é tudo uma questão de credibilidade, respeito (falta dele) por quem nos governa, a noção que se não houver barulho e arruadas não há cacau.
Como é que se explica aos polícias que ganham 1 000 euros (não chega) que o Estado não pode pagar as fardas e os bonés? O mesmo Estado que paga milhões a uns senhores muito importantes mas que não supervisionam nada? E que paga duas e três reformas milionárias à mesma pessoa? E que uns meninos das Jotas têm como primeiro emprego um lugarzinho de assessor em acumulação com a advocacia privada num daqueles escritórios que fazem muitos e importantes relatórios para o mesmo Estado?
A injustiça social e o desiquilíbrio de oportunidades que caracterizam o nosso pais fazem recear o aumento generalizado deste tipo de manifestações, ao qual se junta o desemprego que não para de crescer!
Isto está mau e vai piorar ! Valha-nos a “governabilidade da maioria absoluta”!
Ah, e não esquecer que estes polícias mausões são quem bate em jovens assaltantes inocentes…
Berlusconi público/privado
Até onde se pode ir para apanhar um mentiroso? E quando o mentiroso é Primeiro Ministro e um dos homens mais ricos de Itália? E, quando, além disso, controla grande parte da Comunicação Social do país?
É lícito fugir ao cerco e publicar umas fotos num jornal de outro país?
E se essas fotos forem de umas garinas, frescas e nuas à volta de uma piscina privada?
Se tudo isto me acontecesse a mim estava muito mal. Mas assim acho bem !
Afinal este senhor de meia idade não se mostra sempre muito incomodado com a prostituição ? Não anda sempre de braço dado com as posições do pequeno mas poderoso Estado vizinho, sobre matérias como o aborto, o casamento gay e tudo o que atropele a imagem de “pater famílias”?
Só é pena que as fotos não o tenham captado em plena função, não vá todos os seus jornais e televisões apregoar que “estavam a banhos”.
Um sinal de bom senso
O Presidente da República vetou hoje a nova lei do financiamento dos partidos. Deu um sinal de bom-senso, ao contrário dos partidos que tinham aprovado uma lei disparatada.
Cavaco Silva apontou “várias objecções de fundo” ao diploma, como o “aumento substancial do financiamento pecuniário não titulado” ou a possibilidade dos partidos obterem lucros nas campanhas.
McDonald's Quizz
Não, não é o novo batido da Mcdonald’s. Até porque na McDonald’s não gostam de ideias de outras pessoas. É só um passatempo.
Uma destas frases está errada. Qual será?
A – Faz 60 anos que a McDonald’s substituiu as batatas fritas “de pacote” pelas típicas “french fries”.
B – Faz 50 anos que foi aberto no Wisconsin, o 100.º “restaurante” McDonald’s.
C – Faz 40 anos que o logo da McDonald’s atingiu a forma definitiva com os dois arcos amarelos.
D – Faz 30 anos que apareceram os primeiros Happy Meals para a criançada.
E – Um dia, a McDonald’s vai entrar em colapso financeiro.
F – A McDonald’s tem mais de 450.000 empregados.
G – O documentário “Super Size Me” é um bom documentário.
Como levar pancada de todo o lado
De quem tem medo Luis Filipe Vieira?
EU sou Sócio do Benfica: é uma vergonha o que Vieira está a fazer
Tenho vergonha que o Presidente do meu clube tenha optado por seguir este caminho!
Não honra a história democrática do meu clube!
PS continua sem perceber
Dr. Alberto Martins, deixe-me ver se consigo explicar:
– A questão não é de forma. Vossas excelências não perderam porque não conseguiram comunicar. Perderam MESMO por uma questão de conteúdo, ok? Políticas, percebe?
Mas aqui entre nós, com aquela mulher a empurrar tudo e todos, seja na 5 de Outubro, seja no Altis, qualquer política será uma má política – aí concordo consigo.
Espero também que a referência à banda desenhada tenha sido uma brincadeira!
(Para ver e ouvir na SIC, ao minuto 17.18)
Os mais e os menos de um dia assim-assim
Depois das primeiras avaliações de ontem, decidi aguardar. Que os ânimos eleitorais serenassem que houvesse alguma margem para ter uma perspectiva mais sóbria e após umas horas sem olhar para os resultados eleitorais. Feito esse período de separação, confesso que mantenho quase a mesma visão.
As eleições foram as primeiras vitoriosas do PSD em 20 anos de europeias. Até por isso foi um sucesso com maior sabor. Depois de aparecerem em quase todas as sondagens, com uma excepção, em segundo lugar, os sociais-democratas venceram um confronto eleitoral com uma proporção que deve ter surpreendido mesmo muitos dos seus militantes e dirigentes.
Esta foi, acima de tudo, uma vitória de Manuela Ferreira Leite, que escolheu Paulo Rangel, e, claro, do número um da lista. Estrela em clara ascensão no universo político nacional, o líder parlamentar do PSD teve uma tarefa hercúlea. A campanha ‘laranja’ deu sinais de desorganização, foi apagada, desmobilizadora, com poucos meios e triste, fechada em reuniões de poucas pessoas, numa acção de proximidade em contraponto com a forte aposta do PS. Os socialistas investiram muito nesta campanha, em dinheiro e capital político, e saíram derrotados em toda a linha e de forma expressiva, derrapando mais de 500 mil votos. Dá ideia de terem perdido para todos, para outros partidos e, sobretudo, para a abstenção, num gigante voto de castigo. A campanha ‘rosa’ contou com uma forte presença de José Sócrates e, por isso, o líder do partido acaba por se constituir no principal derrotado do dia eleitoral. Primeiro porque lidera o governo, que recebeu um forte aviso por parte do eleitorado, mesmo que Sócrates pretenda fingir que não há qualquer relação. Depois porque é o secretário-geral do PS e nessa qualidade é o principal responsável pela escolha de Vital Moreira para cabeça-de-lista, num erro de “casting” que ficou claro desde cedo. O professor de Direito foi sempre um peixe fora de água. Por fim, porque o chefe do Governo e do PS empenhou-se muito na campanha. Tanto que fosse qual fosse o resultado ficaria marcado no seu percurso político. E o resultado foi uma pesada derrota.
Numa eleição com muitos vencedores e poucos perdedores, o segundo grande triunfante da noite foi o Bloco de Esquerda. A lista de Miguel Portas dobrou a votação, subiu de um para três mandatos e passou a ocupar o último lugar do pódio da política nacional. O Bloco parece ter chegado ao patamar em que tem de passar a ser algo mais que uma força política do contra.
O dia de domingo também foi positivo para a CDU. Ilda Figueiredo liderou, mais uma vez, a lista ao Parlamento Europeu, obteve o mesmo número de mandatos, dois, e reforçou a votação, assegurando mais 70 mil votos que há cinco anos. Mas a noite da CDU não foi perfeita por ter sido ultrapassada pelo BE.
Para o CDS foi um novo renascer. Sempre subavaliado nas sondagens, o partido de Paulo Portas conseguiu, apesar de um apagamento na campanha, segurar eleitorado, garantir dois eleitos em Bruxelas e manter-se à tona da política interna.
Outro dado significativo desta eleição foi o “crescimento” do “sexto partido”: os votos brancos e nulos ultrapassaram os 200 mil, numa subida muito significativa em relação ao acto eleitoral anterior. Mais de 236 mil eleitores deveram-se ao trabalho de se deslocar às urnas e deixar em branco o boletim ou inutilizando-o. Um dado, que a juntar a uma significativa abstenção, deverá obrigar as forças políticas a reflectir de forma séria o seu relacionamento com os eleitores, embora seja pouco provável que tal aconteça.
Outros derrotados da noite foram as empresas de sondagens. Mais uma vez falharam na previsão da intenção de votos dos portugueses. Já não é a primeira vez que tal acontece. Mais uma entidade a necessitar de profunda reflexão.
A águia ferida vai para eleições
Para que tudo fique na mesma o Benfica vai para eleições antecipadas !
Um processo que se repete até à nausea, perde, vende, compra, tira treinador, mete treinador, sem nunca chegar aos verdadeiros incompetentes, os dirigentes.
Quanto custou esta operação Quique? Quanto ainda vai custar em indemnizações e em receitas que se perdem?
O pior de tudo é ter dinheiro e não ter reconhecimento social. É, isso, que leva esta gente para os clubes.
Vamos para eleições antecipadas para não dar tempo a que apareça aí uma alternativa consistente, credível, que faça voar, novamente, a águia.
As pessoas renovam-se nos lugares eternamente, pouco lhes interessando, o clube e as suas glórias!
Perante o resultado da sua permanência à frente dos destinos do Glorioso, não concorra Sr Luis Filipe Vieira!
PS perdeu porque os Professores votaram
Cá estou eu com a mania das grandezas, mas não pode ser de outra maneira.
Quem tem acompanhado os meus escritos aqui no Aventar sabe o quanto procurei reflectir sobre a relação entre a agressão de Sócrates e do PS aos professores e as eleições – apresento agora uma pequena síntese disso mesmo (voltarei com argumentos mais tarde):
– Palpites;
– Campanha eleitoral falhou, agora votemos: onde escrevi: “Quer pela ausência de propostas, quer pelo grau zero de discussão política que houve, atribuo o nível Maria de Lurdes a esta campanha.
O troféu Valter Lemos para o pior da Campanha vai direitinho para a tentativa do Sr. Moreira em associar o PSD à roubalheira nos bancos.
O troféu Jorge Pedreira vai direitinho para os sonhos do Dr. Paulo Rangel – a ele, que ninguém o pára!
E o pior dos piores, o prémio José Sócrates ao próprio!
Perante tudo isto permitam-se a contradição – só nos resta uma atitude! VOTAR!”
– Sondagens: a 5 de Junho (antes das eleições) perguntei:
“São como o Natal – é sempre que o Homem quiser!
Viva a Matemática.
Já agora, quem paga as sondagens? Os jornais?”
– Professores e a Manif de Domingo: I e II – onde escrevi:
“Neste quadro parece-me interessante que o eleitor menos ligado partidariamente e profundamente triste com Sócrates o queira castigar: para isso, realmente, o voto no PSD é o voto mais eficaz, na medida em que isso se traduz na DERROTA do “inginheiru”.
JP
Nota: para que fique clara a minha posição – termino como comecei estes dois posts: eu voto BE porque ainda acredito que é possível ser o BE a ir buscar o 3º deputado ao PS.”
– Eles precisam mais de nós: “Que nós deles!
Eles, os partidos!
Nós, os Professores!
Sábado estaremos em Lisboa e vamos ser novamente cem mil!”
– E para terminar o post Sinais da Terceira Vaga, onde procurando responder ao educar do Paulo Guinote escrevia que:
““Sim, percebemos a Mensagem – só há uma maneira de tudo o que diz a Ministra ser mentira – indo a Lisboa dia 30!”
Os números do Grande Porto
A compreensão do que se passou ontem à noite está muito para além da espuma do festim eleitoral. Quanto mais tempo passa, mais baralhado fico. Resolvi, por isso, começar pelos números, em particular os que me são mais próximos. Se me permitem, partilho com os leitores do aventar alguns números do grande Porto:
– Os números do distrito do Porto, onde o PSD também ganhou, mas com um intervalo menor em relação ao todo nacional:
– Nos concelhos do grande Porto, o PS teve melhores resultados, o que denota uma genuína marca PS do eleitorado:
A ordem dos Partidos nas 3 últimas posições mantém-se com o BE sempre à frente do PCP e o CDS em último.
Não consigo pensar nas consequências que isto vai ter nas autárquicas, mas uma tem de certeza: no grande Porto, o PS vai continuar em minoria porque está longe de estar com uma onda de vitória.
Onde está o dinheiro ?
O Ministro das Finanças, depois de duas tentativas falhadas de fugir aos depositantes do BPP, teve de dar respostas. E deu ! Uma delas é pasmosa!
Que os depositantes deveriam dirigir-se à Administração do BPP e pedir o seu dinheiro e não ao Ministro das Finanças! Correctíssimo!
Mas então onde está o dinheiro que o Estado, aos Milhões, lá meteu? Esse dinheiro que não serviu para pagar aos depositantes, foi parar onde? Às mãos de quem?
Não seria um acto de transparência democrática, o Sr Governador do Banco de Portugal, vir publicamente mostrar onde foi aplicado o dinheiro que o Estado injectou, quer no BPP, quer no BPN?
O dinheiro serviu para pagar aos grandes accionistas? Para pagar aos grandes depositantes? Para pagar aos grandes credores nacionais e internacionais?
Até quando o nosso dinheiro é utilizado sem nos darem uma explicação ?
Para os grandes credores dos bancos não são as Administrações que dão respostas , é o Estado e o nosso dinheiro?
Algumas notas sobre a noite eleitoral de ontem
Algumas notas breves e desgarradas sobre a noite eleitoral de ontem:
– Grande vitória do PSD, sendo que os méritos devem ser entregues a Paulo Rangel e a Manuela Ferreira Leite. Esta escolheu aquele, contra todos, e por isso não deve ser apoucada na hora da vitória.
– Grande débacle do PS, muito por culpa do inábil Vital Moreira, mas sobretudo da governação de José Sócrates. O primeiro-ministro, quanto a mim, esteve muito bem na hora da derrota. Não saiu do lado do candidato e assumiu todas as culpas. Lembro-me bem quando Cavaco era primeiro-ministro com maioria e era arrogante e mau perdedor sempre que não ganhava as eleições. Vital Moreira até na hora da derrota esteve mal, sendo incapaz de dar pessoalmente os parabéns a Paulo Rangel, como é da praxe.
– A impossibilidade total, a partir de agora, de o PS poder voltar a repetir a Maioria Absoluta (e mesmo a vitória já não é uma inevitabilidade).
– A cabeça perdida do Governo. Mário Lino foi embora dizendo que ia fumar, Maria de Lurdes Rodrigues quase batia nas pessoas à entrada (mostrando uma refinada educação, própria de quem tem berço).
– A vitória dos professores.
– Todos os Partidos subiram, e até mesmo o CDS conseguiu um excelente resultado, neste caso graças a Nuno Melo, que fez uma boa campanha. Associo-me aqui nos parabéns ao Rui Tavares do Bloco de Esquerda que, tal como eu, também passou pelo «5 Dias». A CDU fez o que dela se esperava.
– As sondagens foram sempre uma mentira. Quase todas, à excepção da Marktest, deram a vitória ao PS, que acabou por perder por cinco pontos de diferença. E no final, ainda nos vieram com mais uma que dá a vitória ao PS nas legislativas. Como acreditar naquilo?
A (in) governabilidade Jugular
A Jugular já apontou as baterias ao alvo, cuidadosamente, escolhido na noite eleitoral. A dispersão dos votos!
Votar nos partidos existentes e concorrentes é contribuir para a ingovernabilidade !
E qual é a solução ? Adivinharam, votar no PS!
Isto é, antes demais, um argumento antidemocrático. Uma das maiores vantagens da Democracia representativa é, justamente, abrir caminhos para a governabilidade, procurando consensos e políticas em que o país se reveja.
A ser, como os socialistas e as Jugulares defendem, as eleições seriam desnecessárias. Só há um um resultado possível que permite governar e, esse, é o que os cidadãos, nas urnas, rejeitaram!
Extraordinário!
Pessoalmente, é-me dificil ver pessoas inteligentes prestarem-se a este papel. O lobo mau que mete medo às criancinhas.
Para quem não recebe avença no largo do Rato é uma coincidência a registar!
Sem ironia e sem ofensa!
Quem é que andou décadas a dizer que o povo não estava preparado para votar porque o que podia resultar não seria o que o próprio pensava?
A inútil sondagem da SIC
O António Barreto estava na SIC a comentar a noite eleitoral. Perante a sondagem da SIC para as legislativas, afirmou : Inútil !
Após os resultados de ontem o país político não é o mesmo. Apresentar uma sondagem feita uns dias antes, sem esta nova realidade, só pode ter uma leitura. Uma bengala para o PS!
O António Costa, aliás, aproveitou-a de imediato, afirmando que nas legislativas é que era, e que nestes três meses o governo tem tudo para mudar a situação.
Escusado será dizer que a sondagem é da Eurosondagem e, como habitualmente, coloca o PS em primeiro .
Não podemos aceitar continuar a ser enganados por estas empresas de sondagens.Ou são empresas profissionais e usam as técnicas consagradas, ou são empresas apêndices de partidos e, nesse caso, há que proceder ao registo de interesses.
Basta de golpadas!
Vitória de gente insuspeita
Manuela Ferreira Leite há muitos anos que está na vida política. Nunca sobre ela recaíram suspeitas de favorecimento pessoal ou de familiares e amigos. Nunca!
O mesmo se diga de Louçã e de Jerónimo, não temos de arcar com uma democracia frágil por falta de credibilidade de quem nos governa!
É possível termos políticos íntegros, ter uma política de verdade, falar com credibilidade ao país.
Não aceitamos ter um governo que diz que é de esquerda e que governa para os mais pobres e, ao mesmo tempo, encher os bancos de milhões, avançar com megaprojectos que nada acrescentam , a não ser dar negócios aos grandes grupos económicos, onde estão camaradas socialistas.
As PMEs fecham, os trabalhadores vão para o desemprego, a actividade económica definha, e este homem quer fazer TGVs, Pontes , aeroportos megalómanos e autoestradas em triplicado!
Sócrates tem que tirar as ilações devidas destes resultados! O país não concorda com as suas políticas!
Espere, até que os eleitores dentro de alguns meses possam dar voz ao seu querer!
Sempre olhou com desdém para as manifestações dos professores e de outros trabalhadores, na convicção que bastaria a sua aura de predestinado. Percebeu agora, tarde, que a aura não é dele foi-lhe emprestada, temporariamente, pelos portugueses!











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