A vitória dos professores

Não faltaria muito até que isto acontecesse. Não é presunção, caro José Freitas, é a realidade.
Foram quase 330 mil professores nas ruas em dois anos (30 mil + 100 mil + 120 mil + 75 mil). Isto faz mossa! Faz mossa e influenciou, que ninguém tenha dúvidas, o resultado eleitoral. Este e os próximos. Que ninguém entregue a ficha de auto-avaliação! Que ninguém colabore com esta fantochada que o Governo decidiu inventar e que não avalia nada nem ninguém. Que em finais de Setembro, às portas das legislativas, 100 mil professores estejam de novo em Lisboa.
Cá por mim, estou perfeitamente tranquilo. Não tenho mandato dos Sindicatos, sou sindicalizado apenas porque não havia na minha escola ninguém que quisesse liderar o processo de consulta aos professores e até já apresentei o meu modelo alternativo de avaliação. A precisar de acertos, é verdade, mas que que em nada coincide com o modelo proposto pelos Sindicatos.
Mas basta de fazer parte de uma profissão enxovalhada. Como escrevi há tempos, basta de ouvir frases como estas: «Quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer um copo de leite!» (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, 16/11/2008); que «vocês [deputados do PS] estão a dar ouvidos a esses professorzecos» (Valter Lemos, Assembleia da República, 24/01/2008); que «caso haja grande número de professores a abandonar o ensino, sempre se poderiam recrutar novos no Brasil» (Jorge Pedreira, Novembro/2008); que “admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública” (Maria de Lurdes Rodrigues, Junho/2006); que «[os professores são] arruaceiros, covardes, são como o esparguete (depois de esticados, partem), só são valentes quando estão em grupo!» (Margarida Moreira – DREN, Viana do Castelo, 28/11/2008).
Basta desta política. Basta que a profissão que está em primeiro lugar em termos de credibilidade na opinião pública, seja e continue a ser gozada e insultada por quem permanece no último lugar da credibilidade, que pertence aos políticos. A Ministra da Educação, convém recordar, é aquela que insulta no momento da derrota.

Comments

  1. dalby says:

    A MARGARIDA QUE VOLTE PARA O JARDIM D E INFANCIA! S E O LUGAR DOS PROFS É NA ESCOLA, O LUGAR DELA É NO JARDIM DE INFANCIA…E EU TAMBÉM QUANDO CRESCER TAMBÉM ME QUERO CASAR! DA ME MUITO JEITO!!! etamb+em quero ter filhos e parecer muito respeitavel!! GOI T BABY??!!!