Algumas notas sobre a noite eleitoral de ontem

Algumas notas breves e desgarradas sobre a noite eleitoral de ontem:
– Grande vitória do PSD, sendo que os méritos devem ser entregues a Paulo Rangel e a Manuela Ferreira Leite. Esta escolheu aquele, contra todos, e por isso não deve ser apoucada na hora da vitória.
– Grande débacle do PS, muito por culpa do inábil Vital Moreira, mas sobretudo da governação de José Sócrates. O primeiro-ministro, quanto a mim, esteve muito bem na hora da derrota. Não saiu do lado do candidato e assumiu todas as culpas. Lembro-me bem quando Cavaco era primeiro-ministro com maioria e era arrogante e mau perdedor sempre que não ganhava as eleições. Vital Moreira até na hora da derrota esteve mal, sendo incapaz de dar pessoalmente os parabéns a Paulo Rangel, como é da praxe.
– A impossibilidade total, a partir de agora, de o PS poder voltar a repetir a Maioria Absoluta (e mesmo a vitória já não é uma inevitabilidade).
– A cabeça perdida do Governo. Mário Lino foi embora dizendo que ia fumar, Maria de Lurdes Rodrigues quase batia nas pessoas à entrada (mostrando uma refinada educação, própria de quem tem berço).
– A vitória dos professores.
– Todos os Partidos subiram, e até mesmo o CDS conseguiu um excelente resultado, neste caso graças a Nuno Melo, que fez uma boa campanha. Associo-me aqui nos parabéns ao Rui Tavares do Bloco de Esquerda que, tal como eu, também passou pelo «5 Dias». A CDU fez o que dela se esperava.
– As sondagens foram sempre uma mentira. Quase todas, à excepção da Marktest, deram a vitória ao PS, que acabou por perder por cinco pontos de diferença. E no final, ainda nos vieram com mais uma que dá a vitória ao PS nas legislativas. Como acreditar naquilo?