Sinais

Neste corrupio de acontecimentos, desde as revelações do semanário “Sol”,  – revelações que o semanário aumentou o ritmo – passando pelas primeiras providências cautelares de censura prévia em mais de 30 anos de democracia, uma pequena nota não para o que se diz e para o que se escreve,ou para o que é lembrado, mas antes para o silêncio.

Neste momento ninguém, a não ser do núcleo duro do Governo e da direcção do PS, parece querer aproximar-se de José Sócrates. A dita ala Esquerda mantem-se quieta e dos “históricos” nem uma palavra. A consciência da gravidade do assunto, legalidades à parte, existe. Por mais que se queira esconder a situação por trás de elogios de levar às lágrimas.

À medida que o tempo for passando e a informação se for espalhando, infiltrando, estes silêncios terão cada vez mais peso, e ou são quebrados ou irão esmagar aqueles sobre os quais pairam.

Os sinais mais marcantes começam a ser, e serão cada vez mais, os silêncios, as omissões. Mais do que as palavras e as reacções. Porque neles se irá sustentar a desagregação do Governo.

Entretanto, o que se tem escrito, editado, revelado e contradito, são os piores sinais que se transmitem lá para fora, para os nossos credores, para os investidores que queremos cativar, para os analistas financeiros que queremos convencer acerca da nossa economia.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    Bem analisado! Os silêncios são reveladores do incomodo e da consciência que Sócrates não tem credibilidade para governar o país.

  2. maria monteiro says:

    pois os meus silêncios são porque penso que Sócrates não fez nem está nesta bagunça toda sozinho, nem sozinho do seu PS, nem sozinho de outros partidos, nem sozinho de outras pessoas… anda por aí muita gente a fazer promessas e outros já as cumpriram de tão branqueada que está a sua imagem. Até Maio é preciso mostrar trabalho queimando uns e aureliando outros

  3. Zé de Sousa says:

    Isto não cheira nada bem.
    Estou convencido que os Sr Jornalistas se julgam um poder dentro do estado.
    Eu não aceito este poder bem como engulo muito mal os poderes que não tem origem no voto popular.
    Por exemplo o poder judicial que está na origem desta barafunda toda encontra-se magoada com a pessoa que lhes retirou o privilégio das férias judiciais e está a fazer um ajuste de contas, ou pensam que os jornalistas sabem as noticias por artes divinais ou são alguns seres subrenaturais?
    Chamar censura a uma pessoa sem dignidade profissional e em minha opinião muito débil intlectualmente, é brincar ao faz de conta que eu nos meus 50 anos já não brinco.
    Porque não deram o mesmo realce à entrevista do Sr Bastonário dos adevogados a essa senhora??? eventualmente porque esta senhora tal como eu já não tem idade para brincar ao faz de conta.
    As Leis da républica devem ser cumpridas por todos e os Sr Jornalistas não podem nem devem ser exepção.
    Esta é mais uma triste história inventada por uma jornalista chamada Cabrita que se julga um ser superior a exemplo do que aconteceu com o caso “Casa Pia” em que acredito existir alguma verdade mas uma enorme maioria de mentira.
    Chega dos Sr Jornalistas assassinarem pessoas inocentes a quem compete culpar são os Tribunais e se estes funcionam mal deve-se dirigir as nossas forças para que estes trabalhem correctamente e façam a sua obrigação.
    Se a assembleia da República legisla mal, mudemos o nosso sentido de voto.
    Agora pessoas que tal como o Luís XIV se consideravam iluminados deverão ser varridas da superfície terrestre pois não merecem conviver com as restantes pessoas.
    Eu estou indignado com o Sol e lamento a passividade da justiça apesar do ajuste de contas que estão a fazer.
    Leí é Lei

    • Luís Moreira says:

      Meu caro Zé, eu estou é indignado com um primeiro ministro que mente tão descaradamente, que é apanhado todos os meses numa mentira. Quanto aos jornalistas estou de acordo consigo. Têm muita culpa na podridão a que isto chegou.

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