Professores e a Greve de TODA a administração Pública

Na próxima 5ª feira vou fazer GREVE!

Relativamente aos motivos trazidos pelos Sindicatos para cima da mesa estou INTEGRALMENTE de acordo com todos: Aumento real dos salários; contagem integral do tempo de serviço prestado para efeitos de carreira; eliminação das quotas na avaliação de desempenho; pensões de aposentação justas.
E sobre estes vou apenas referir um, talvez o que menos se fala: Sócrates resolveu em 2005 congelar as carreiras de todos os funcionários públicos. Durante 28 meses o trabalho realizado “não existiu”, isto é, todos os funcionários ficaram sem 28 meses no tempo de progressão nas suas carreiras – não há qualquer motivo para manter este roubo.
Depois existe um mito em Portugal sobre o custo da Administração Pública, que, de facto, é das mais baratas da Europa na sua relação com o PIB. Escrevi aqui no Aventar que “No meio disto uma coisa inovadora, até do ponto de vista matemático, que é o “aumento zero”. Será que alguém me consegue explicar o que é um aumento zero?
A realidade dos números mostra que a Função Pública foi aumentada desde 2000 18,16%. Mas, a inflação foi nesse mesmo período de 28,8%. Isso mesmo: os funcionários públicos nos últimos dez anos perderam 10% dos seus vencimentos.”
O que todos sabemos é que o dinheiro dos salários dos funcionários públicos entra directamente na economia do país ao contrário do dinheiro entregue à banca e às multinacionais. E já nem falo dos quadros das Empresas Públicas que se governam à custa do povo que trabalha, onde estão, claro, incluídos os funcionários públicos.
Mas, e há sempre um mas, apetece-me perguntar: se os motivos são inquestionáveis o que leva os sindicatos a fazerem as coisas deste modo?
Porque é que a FRENTE COMUM convoca uma Greve antes de todos os sindicatos o terem discutido e decidido?
Como é que me dizem que o SPN tem que ir porque a FRENTE COMUM já disse que sim e depois venho a saber que a FENPROF ainda não tinha avançado porque o SPGL ainda não tinha decidido se avançaria…? Perguntas que ficam para resposta posterior, porque agora importa perceber o que estão os movimentos de professores a fazer… No próximo Post.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    Os professores já estão satisfeitos, adeus solidariedade…


  2. Se calhar é por isso que os movimentos se colocam de fora…

  3. Rosário David says:

    Dia 8 de Janeiro é feito um acordo entre Ministério e sindicatos depois de longas horas de negociações. Todos ficaram satisfeitos (ministra e sindicatos), recordo o tão esperado fim dos professores titulares, as alterações ao sistema de avaliação, o abrir a possibilidade de progressão na carreira a todos os professores, confirmado pelo Mário Nogueira, etc. Segundo parece não houve até agora alterações significativas. Então porquê a greve neste momento? Será a greve anual para dizer que os sindicatos estão vivos? Planear uma greve para aumento de salários e todas as outras razões à volta desta (pensões mais altas, contagem integral do tempo para efeitos de carreira), neste momento de crise não será uma atitude pouco responsável perante a situação do País e especialmente em relação aos imensos e sempre crescentes desempregados, professores ou não? Não será agora altura de arregaçar as mangas e trabalhar para ver se no futuro ainda poderemos ter uma pensão digna?
    São só pontos para reflexão.

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