Papa e pedofilia

Um post ontem publicado no Aventar levantou alguma celeuma e discussão sobre a justeza do título. Segundo o seu autor, e a propósito deste caso “É tão ladrão o que rouba como o que fica à porta. É tão pedófilo o que viola crianças como o que sabe e fecha os olhos.”

As opiniões, como sempre, dividem-se. Segundo uns, o Papa mostra coragem ao abordar o tema e ao denunciar publicamente os abusos, segundo outros, isso, por si, não basta. E o que é sagrado para os primeiros, é uma das origens do problema para os segundos.

Mas o Papa é acusado de ter dois pesos e duas medidas: É que, se por um lado denuncia e afirma que os padres pedófilos devem sofrer as consequências, inclusive judiciais, pelos seus actos, por outro nada faz, enquanto chefe máximo do Vaticano, para os punir exemplar e publicamente. Dir-se-á que não abre nem fecha os olhos. Pisca-os.

Comments

  1. Odisseia says:

    Q ninguém tenha dúvidas sobre a existência do dito lobby gay. Estes escolheram como alvo mor da sua histeria a Santa Igreja, uma vez q é ela quem personifica os valores e princípios q têm influenciado d forma determinante o pensamento Ocidental. É o seu papel estruturante q levou as manas a escolherem a Igreja como o inimigo a abater. A estratégia escolhida para o combate é como a utilizada para cozer uma rã ou seja q para se cozer uma rã o ideal é pô-la numa panela d água fria e com o aquecimento a rã acaba por morrer cozida. Esta parábola é feliz e exemplifica bem os tempos que vivemos. Em nenhum país Europeu a não ser a Polónia existem formações politicas abertamente contra esta forma de comportamento. Emitir uma opinião contra passou a ser pejorativo, retrógrada, pouco moderno, quase fascista. Por esse Ocidente fora os meios d comunicação, a indústria cinematográfica, a TV já estão todos bem cozinhados. Os filmes, os documentários, as intervenções fazendo critica á Igreja ou a apologia do homossexual sucedem-se a qualquer hora e se possível em horário prime. Ser homossexual é apresentado á sociedade como um comportamento viável, quase recomendável, cheio de futuro. Uma ficção vira realidade, transforma-se uma mentira numa verdade. O problema está na matriz da nossa forma d ser e estar, os valores judaicos cristãos preconizados essencialmente pela Igreja e por outras confissões cristãs q condenam moralmente a homossexualidade e q são a base d todo o nosso desenvolvimento sociológico. É a Igreja a rã que os maricas não conseguem cozinhar e daí toda a mobilização gay a que temos assistido. É estranho que neste caso da pedofilia se esforcem tanto em estabelecer a dicotomia desta anormalidade da outra que é a homossexualidade. Como se a fronteira entre uma e outra fosse assim tão claras. A grande maioria dos homossexuais foram vítimas de actos pedófilos e durante a sua vida também os cometeram. Isto é um facto que se depreende do que é diariamente noticiado; Exemplo o BIBI. A Igreja pelos vistos também está contaminada por este mal mas não é de admirar pois tal como a sociedade em geral ela é feita por homens.
    Esta estratégia encontra-se bem identificada na bíblia da gayzada “AFTER THE PARTY” do velho maricão Marshall K. Kirk que propõe, entre outras coisas, a substituição da palavra maricas por gay (alegre) de modo a suavizar o termo e assim facilitar a manipulação das massas. Está lá tudo. Identifica através da “teoria da do encolher dos ombros” as vantagens na manipulação das massas, principalmente as urbanas, cada vez mais estupidificadas e desinteressadas que perante situações limite em que estão em causa valores ou princípios estruturantes encolhem os ombros, não raciocinam sobre as consequências e feitos a médio longo prazo… resta a Igreja q tal como ontem, hoje e amanhã será o farol q nos guiará.

  2. maria joana says:

    NY Times, o Papa e uma parte da verdade

    O NY Times do dia 24 de Março publica uma notícia com o título “Vaticano negou-se a expulsar padre que abusou de rapazes”.

    Em resumo, o artigo reproduz a trágica história de Lawrence C. Murphy que terá abusado de 200 rapazes surdos num Colégio na Diocese de Milwaukee, onde trabalhou entre 1950 e 1974. As primeiras acusações de abusos contra L. Murphy surgiram a partir de 1974 e todas elas foram arquivadas pelo tribunal civil.

    Da documentação reproduzida pelo NY Times, fica provado que, os únicos a preocuparem-se com as vítimas foram as autoridades diocesanas, que afastaram Murphy de cargos e até o mudaram de Diocese (de Milwaukee passou à Diocese de Superior), onde o único encargo que tinha era ajudar o Pároco da zona onde passou a residir.

    Desde 1974 até 1996, a Diocese de Milwaukee abriu vários expedientes processuais canónicos tendo em vista a gravidade dos acontecimentos, com a finalidade de o obrigar a obter a dispensa das obrigações do estado clerical. É no âmbito destes processos judiciais canónicos que surge um dado novo: algumas tentativas de abuso por parte de Murphy terão sido feitas durante a confissão. Uma vez que este delito está na esfera da competência da Congregação para a Doutrina da Fé, em 1996 (ou seja, 22 anos depois de Murphy ter sido afastado do trabalho com crianças e já depois das autoridades civis se terem desinteressado do seu caso, arquivando os processos de denúncia), o Bispo de Milwaukee escreve para a Congregação presidida na altura pelo Card. Ratzinger a pedir esclarecimentos sobre se a competência para julgar o P. Murphy é da Congregação para a Doutrina da Fé ou é da Diocese americana. É neste contexto que o Vaticano tem conhecimento do processo e do caso do P. Murphy.

    “A Congregação para a Doutrina da Fé, considerando que os factos era de há mais de duas décadas, que o culpado se tinha arrependido, que não tinha reincidido e que o sacerdote estava moribundo (faleceu quatro meses depois), decidiu não tomar medidas canónicas contra ele pelo delito de violação da confissão, único âmbito da sua competência”.

    O título do NY Times rapidamente passou de “Vaticano negou-se a expulsar padre que abusou de rapazes” a “Bento XVI terá encoberto padre norte-americano”. No entanto, mais uma vez, a tentativa de implicar o actual Papa no encobrimento de casos de abusos de menores torna a falir.

    Mais informações:

    El Papa y los abusos: la fiebre amarilla de “The New York Times”, en La Iglesia en la prensa

    Papa não encobriu caso Murphy, in Zenit

    Prete pedofilo in Usa, ecco come è andata veramente, in Avvenire

  3. Pedro says:

    Odisseia: nada, no meu post, permite a interpretação que faz. O putativo lobby gay não é para aqui chamado nem a pedofilia é maior ou menor crime segundo o género. A pedofilia heterosexual não é “melhor” do que a pedofilia homosexual.
    Maria Joana: Os portugueses estão descontentes -e bem- com a lentidão da justiça portuguesa. Poderão os seguidores da igreja estar contentes com a lentidão da sua justiça? Eu, que não sou crente, acho que não deveriam estar. E acho injustificável.

  4. Zeca Portuga says:

    A Igreja não tem como função dilatar, denunciar ou acusar na justiça civil, seja quem for.

    Dentro a Igreja as únicas transgressões que podem ser tratadas chamam-se pecados, e a expiação da culpa faz-se na lógica da penitencia/perdão.

    As desobediências aos cânones não têm que ser conectadas com a justiça civil.

    Nessa lógica, nunca deve a Igreja misturar a sua actuação com a justiça dos homens. Muito menos nos estados laicos, e entre laicistas, onde a separação entre a Igreja e o estado é visceral e azeda.
    Se as decisões dos Estados nada tem a ver com a religião, contrariando-as amiúde,(v.g, o aborto); porque deveria a Igreja tornar-se um agente de denuncias e de policiamento ao serviço da justiça do estado?

    A lógica da Igreja é a recuperação das almas, onde a máxima de começo é: “quem nunca pecou atire a primeira pedra”

    • Luís Moreira says:

      Ó Zeca, porra, e então aquela ” vinde a mim as criancinhas” não me vai dizer que é para as tratar assim a modos que “vergonhosos”…

  5. maria monteiro says:

    agora entendo porque é que os padres volta e meia estão em retiro … é para a expiação da culpa na lógica da penitência/perdão

  6. Pedro says:

    Zeca, o que é a excomunhão, por exemplo, à luz disto: “A lógica da Igreja é a recuperação das almas, onde a máxima de começo é: “quem nunca pecou atire a primeira pedra”

  7. Maria** says:

    Esses crimes são a vergonha deste papa que ajudou a ocultá-los:

    CRIMEN SOLLICITATIONIS, porque dizem que o documento do “Crimen Sollicitationis “já não existe mas existe , traduzi a pequena parte mas esclarecedora e o resto do documento em inglê e vindo da própria igreja está linkado é só clikar

    http://bit.ly/ba5tsB

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