Prioridade ao mar – Centros náuticos

no post anterior: Os portos


Para impulsionar os desportos náuticos e a náutica de recreio e dinamizar actividades complementares (turismo de cruzeiros, ecoturismo e turismo de natureza), o projecto do Hypercluster da Economia do Mar propõe a criação de centros do mar, tais como a “Cidade Náutica do Atlântico” em Viana do Castelo – Valimar, o “Arco Ribeirinho Sul – Marina do Tejo”, entre Alcochete e o Seixal, o “Centro Náutico da Baía de Cascais”, entre Cascais e Lisboa, o “Porto do Barlavento”, entre Portimão e Lagos, as “Portas do Mar” em Ponta Delgada, ou a “Escala do Atlântico”, no Faial, Pico ou São Jorge.
Esta área exige a elaboração de um plano estratégico de localização e implantação de apoios à navegação de recreio, a dinamização da “Porta Marítima de Lisboa”, que funcionaria como um grande espaço de recepção, e um novo quadro legal relativo à construção e exploração de portos de recreio. (Prof. Ernâni Lopes e Expresso)

Comments

  1. Pedro says:

    Gostava de saber o que são esses centros do mar. A lógica de concorrência entre municípios fez com que, a partir da instalação das primeiras marinas, qualquer lugarejo com três palmos de mar tenha construído a sua, levando a um fenómeno de duplicação, triplicação e por aí fora. Além disso, e como as marinas são essencialmente projectos imobiliários em terra – muito maiores em terra do que no mar – encontraram a desculpa perfeita para ocuparem vastas áreas com pressão urbanística junto à água.
    Temo que esses centros do mar sejam, afinal, uma espécie de PINs encobertos e sigam a política das auto-estradas, juntinhas e paralelas porque assim é que é bonito, mas sem trânsito que as justifique.
    Noto, já agora Luís, que os portugueses se estão a marimbar para este tema, pelo menos a julgar pela falta de comentários. Falássemos nós de SCUTS e choviam opiniões…

    • Luís Moreira says:

      É mesmo por isso que é necessário falar no mar. É a maior riqueza de Portugal, e como dizes todos estão de costas voltadas. Ter uma marina com uns quantos apartamentos não é nada. Mas ter áreas de mar dirigidas para a investigação, a exploração, a formação, como “Parques industriais” onde coexistam os meios necessários para garantir a criação de novos produtos e serviços, é fundamental. Já há um no Norte, cobrindo os vários portos vizinhos. com centro em Viana do Castelo. A antiga praça de touros está a ser transformada num “Edificio Sede” das actividades do mar.

  2. joão Nunes says:

    Bem…
    Antigamente, a costa portuguesa era conhecida como a Costa Negra, pela falta de segurança.
    Agora não é negra, porque há faróis, mas quanto a segurança, estamos conversados.
    A costa portuguesa é evitada pelo máximo de navegadores que aqui passam. Alguns, oriundos no Norte, fazem uma navegação o mais directa possível ao norte da Galiza e depois vêm por aqui rentinhos a bater as marinas todas. Normalmente já entradotes, sem pressas, a caminho do Mediterrâneo.
    Entram em Baiona, gostam, entram em Viana, não gostam, Aveiro, de mal a pior, Figueira assim-assim, Nazaré, um horror, Peniche, pior que a Nazaré. Aliás, Peniche não tem condições nenhumas. Não vale nada. Se entrar de noite, está em pior situação que passar o Cabo Carvoeiro com ondas de sete metros. Cascais, que queria a fama de melhor marina da Europa no tempo do Judas, é uma porcaria cara. Oeiras, assim-assim. As marinas interiores de Lisboa, não são marinas, são docas onde se paga para guardar barcos, nem valendo a pena pensar naquilo da Expo. A margem sul do Tejo é boa para os marinheiros locais. Não serve para mais que isso.
    Sesimbra, má. Setubal, péssimo.Tróia, não conheço.
    Sines, pequena e quase em Marruecos.
    Lagos, bom, Portimão excelente, Albufeira e Vilamoura, é o que se sabe.
    Depois disso Espanha, já que V. R St.º António é outra desgraça.
    Umas são geridas por entidades particulares, empresas, clubes, etc.
    A maior parte, é das administrações dos portos locais, com a gestão tipo kolkoze que se sabe.

    A proliferação que o amigo Pedro aqui refere, não faz mal. Não há é barcos para todas, especialmente Veleiros e por falta de clientes, vão perdendo qualidade até à miséria em que algumas delas estão.
    Em Espanha, França e Itália, chega a haver marinas a 5 km umas das outras e todas a funcionar razoavelmente. Muitas delas quase sempre cheias. Aos sábados e domingos é uma alegria ver aquela malta toda na água.
    Se ao molhado juntar-mos umas boas condições em terra, com apoios a funcionar, as casitas, etc. a coisa pode melhorar já que uma boa publicidade lá fora, nos países do Norte, pode alterar a opinião acerca da nossa costa, que não sendo de grandes reentrâncias naturais, apesar de tudo é bonita. A divulgação de polos de interesse turistico cultural e gastronómico nas redondezas, com apoios para deslocar os viajantes seria uma mais-valia. Animação nas noites de verão, com qualidade, é urgente.
    Mas isso tudo dá muito trabalho.
    Um amigo meu, em Cascais, um dia precisou de uma mangueira para lavar o barco. Pediram-lhe 500$00 (2,5€) de aluguer, por dia e por metro!!!
    10 metros=5.000$00/dia!!!
    Roubar ao C…….!

  3. Luis Moreira says:

    O João Nunes, que é um apaixonado do mar, responde bem quanto à necessidade de oferta de apoio a cruzeiros, turismo, gastronomia. Um mundo por descobrir…,

  4. Luis Moreira says:

    É que estes textos têm que ser lidos no quadro do “Cluster” para o Mar.Já foram publicados três faltam uns seis ainda…

  5. joão Nunes says:

    Ofereço-lhe isto, depois siga o link e vá ver mais.

    http://lmcshipsandthesea.blogspot.com/

    As esperanças renovadas pelo interesse súbito da Inteligência Nacional pelo Mar, recentemente destacado em discursos presidenciais, governamentais e da “sociedade civil” portuguesa têm que ser vistos com a susceptibilidade resultante de quase 40 anos de Desmaritimização Activa nos planos económicos, estratégicos e culturais associados aos portugueses.
    Por maior que for o somatório de boas vontades militantes, enquanto se não mudar a mentalidade provinciana assente no mais puro analfabetismo marítimo, não haverá mudanças profundas na nossa forma de ver e estar com o mar.
    Um exemplo comparativo, de entre muitos que se podiam mostrar é a diferença de atitude da população de Hamburgo face aos seus congéneres de Lisboa.
    Na primeira há um orgulho activo na valência marítima da cidade e porto respectivo. As grandes lojas do centro de Hamburgo estão decoradas com enormes fotografias do porto, actividade marítima, contentores, etc…, os apartamentos com vista para os terminais de contentores são dos mais caros e apetecidos da cidade, e pasme-se, mesmo no centro de Hamburgo está activo um enorme estaleiro de construção e reparação naval, em cuja carteira de clientes figura Portugal desde há quase 100 anos.
    Entre nós é como se observa, ninguém parece saber para que um País como Portugal precisa de dois modestos submarinos (eu também não sei, pois dois são insuficientes, falta mais um e o ideal era serem seis), terminais de contentores junto à Cidade, “Vade Retro…”, cruzeiros, idem, que tiram a vista do povo às taínhas bêbedas dos esgotos agora em suposta purificação, estaleiro naval frente ao Terreiro do Paço, NÃO, há que construir com arrojo uma nova EXPO urbana. E navios também não os queremos para nada, como um dia me disse o Ministro do Mar Azevedo Soares -“Portugal não precisa de Marinha Mercante, sai mais barato utilizar navios estrangeiros”.

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