Presidenciais: desta vez, contra eles próprios


Pelo que parece, Daniel Oliveira, o timoneiro do Arrastão, anda a ler a “imprensa blogosférica” monárquica. No Expresso desfia o despesismo republicano e ainda indica que o actual presidente aumentou em 31 milhões, os gastos de Belém em 31%. São males que de longe vêm, Daniel e é lamentável que só se dê por isso em certos momentos. Pior ainda, paga-se para sustentar uma instituição que todos sabemos ser uma agência de influências para cargos rendosos.

Por regra geralmente aceite, quando falam dos candidatos oficialistas dos partidos, declaram-nos como saídos da vontade das oligarquias financeiras e caciquistas. Quando falam dos candidatos/presidentes a eleger a Belém, colocam-lhes o rótulo de “parciais, facciosos e servidores de Partido”. Quando é eleito um cacique-chefe que não corresponde ao grupo de interesse, desde logo o acusam de “incompetência, desleixo e contemporização oportunista com erros governativos”. Quando entram em campanha, os argumentos baseiam-se no insulto pessoal, no boato acerca de “garantias de carácter” – aqui sim, no luso sentido do termo -, nas contas bancárias, títulos de propriedade, amigos semi-presidiários a prazo, etc. Assim sucessivamente, o tom vai subindo entre todas as candidaturas e o povo vai tendo a exacta percepção de quem ignominiosamente tem ocupado o trono deixado vazio por D. Manuel II.

Não precisamos de pesquisar muito, para concluirmos que seguem rigorosamente a cartilha que o defunto PRP. Desta vez, contra eles próprios.

Comments

  1. Laura Osswald says:

    Essa do trono deixado vazio por D. Manuel II é uma boa anedota, ah! ah! ah! Por alma de quem? Como é que Afonso Henriques chegou ao trono? Por desígnio de Deus? Ou foi por uma série de sucessivos golpes que provocaram um rasto de sangue? Ponha os argumentos irracionais de lado, Nuno Castelo-Branco, e tenha uma boa tarde.


  2. Tem razão cara Laura, um rasto de sangue daqui a Argel!

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