Voto em José Manuel Coelho


Não costumo ter problemas a decidir. PCP ou Bloco – é sempre por aí. Nas últimas Presidenciais, votei Garcia Pereira.
Desta vez, estive tentado a votar em Francisco Lopes. Mas se o PC queria concorrer a sério nestas eleições, devia ter arranjado um candidato forte, por melhor que tenha sido a prestação do seu.
Assim, e porque Fernando Nobre sempre me pareceu uma criação de Mário Soares, decidi optar por alguém de fora do sistema. Mesmo utilizando estratégias discutíveis, é o único que chama os nomes aos bois. E o único que diz todas as verdades.
Palhaço? Não. Esses são os outros.

Dia de Reflexão:

Estou cheio de dúvidas: Avanço para os “Bolinhos de Amor” ou fico-me pelo “Pão de Ló Fatiado” da Casa dos Lenteirões?

Vital Moreira, o miscível e a mixórdia

O neste momento incontornável insucesso da candidatura de Manuel Alegre — em que o voluntarismo do candidato não deu para suprir a inconsistência da mensagem política nem a falta de chama da campanha — mostra entre outras coisas que o PS e o BE não são politicamente miscíveis. O que não é propriamente uma surpresa…

Vital Moreira, no ‘Causa Nossa’

Na oposição a Manuel Alegre, a quem dedica um ódio bem repartido com o amigo Correia de Campos, Vital Moreira exteriorizou o pensamento  acima reproduzido. O sentir reflectido, assim divulgado, teve efeitos imediatos na blogosfera, através de meras citações, sem comentários. Comentários para quê? Assim se pensou no 31 da Armada,  em Os Comediantes, e em outros conteúdos blogosféricos.

Ao invés, em minha opinião,  o ‘post’ do ‘Causa Nossa’ merece ser criticado, mesmo minimamente. Vital Moreira, ex-militante do PC e actual deputado europeu pelo PS, declara enfaticamente que PS e BE não são politicamente miscíveis. Eu acrescentaria, nem política nem socialmente, em respeito por uma maior objectividade de análise. [Read more…]

Em dia de reflexão sobre as presidenciais, reflecti e cheguei a uma conclusão sobre o melhor candidato

 

 

 

 

 

Pronto.

O colégio “Rainha Santa”, um caso de assalto às finanças públicas em nome de deus

O Colégio Rainha Santa Isabel, em funcionamento no coração de Coimbra e rodeado de escolas públicas por todo o lado, é um dos colégios privados que agora gemem porque apareceu alguma vontade política em acabar com o financiamento público do ensino privado. É dado como exemplo pelos bons resultados que apresenta nos rankings. Pudera. No seu regulamento interno estipula-se quanto à admissão de alunos:

1-  Para  a  admissão  de  alunos,  o  Colégio, desenvolverá  anualmente  com  os  candidatos pré-inscritos um processo de selecção no qual, para além da adesão dos Pais e Encarregados de  Educação  e  do  próprio  aluno  ao  Ideário  e Projecto Educativo do Colégio, serão  tidos em conta os seguintes critérios:
(…)

f) Percurso educativo do candidato;
(…)

3- Em caso algum serão  factores de exclusão neste  processo  aspectos  relacionados  com  a raça, religião, posição social e opções políticas dos candidatos ou das suas famílias.

O ponto 3 é de uma hipocrisia espantosa. É que no seu ideário o CRS afirma ter como “Visão Educativa” isto: [Read more…]

Aljamía

A conversão das mouriscas

O baptismo das mouriscas. Baixo-relevo do altar-mor da Capela Real de Granada

Durante o período da conquista cristã do Al-Andalus surge um grupo social denominado Mudéjares, designação proveniente do Árabe Mudajjan ou Domesticados, constituído pelos muçulmanos que conservam a sua religião mas que, progressivamente, adoptam os hábitos e a língua dos cristãos. Nas cidades perdem o direito a viver nos núcleos muralhados, sendo transferidos para os arrabaldes, para bairros que tomam o nome de Mourarias. São tratados como cidadãos de segunda, apesar de lhes ser reconhecida a sua identidade cultural e religiosa.

No século XVI os Mudéjares são forçados à conversão ao Cristianismo, e à adopção obrigatória da língua e costumes dos cristãos, incluindo a forma de vestir, passando a ser denominados Mouriscos. Muitos aceitam a conversão forçada, não por fé no Cristianismo, mas apenas para poderem viver na sua terra e manter os seus bens, já que a não conversão obrigava à sua expulsão da Península Ibérica. Convertem-se, mas apenas na aparência, já que mantêm a sua fé no Islão, os seus hábitos e costumes. [Read more…]

Estado a mais, economia a menos

-Não será esta a única razão pelo estado calamitoso a que Portugal chegou, mas a prática é conhecida por todos, nos períodos imediatamente anteriores a eleições os governos dão emprego a parte da rapaziada nas empresas públicas, após as mesmas, durante o tempo que permanecem em gestão, colocam mais uns quantos na Administração Pública, basta fazer um levantamento nos Diários da República durante esse período, para se constatar que a prática não é exclusiva de um partido apenas. Nas autarquias, embora a menor escala, sucede exactamente o mesmo nas empresas municipais. Aos boys and girls titulares de cartão partidário, emprego nunca falta, ao contrário do dinheiro no bolso do contribuinte, cada vez mais insuficiente para custear tanto parasitismo. Irra, que isto é Estado a mais.