Presidenciais: o direito à abstenção

A campanha  das presidenciais tende a subjugar os portugueses à fatalidade de uma escolha simplificada: ou Cavaco ou o caos. É uma espécie de versão do provérbio “Outono, ou a seca das fontes, ou saltas as pontes”. Portanto, ou viveremos, como já acontece, sob a inclemência de uma seca também alimentada por Cavaco, ou sob o dilúvio de águas da agiotagem de juros de dívidas mais elevados, ‘Aníbal dixit’. Vários anos outonais nos aguardam.

O desfecho eleitoral seja ele qual for, com ou sem Cavaco, não evitará a continuidade da pior das crises económicas e financeiras da História de Portugal, e em particular no período pós 25 de Abril; induzida também, diga-se, pela crítica situação internacional. E, se historiadores e analistas objectivos e independentes investigarem com rigor todo o processo democrático do período pós-revolucionário, convergirão, entre outras, nas seguintes conclusões:  Cavaco, enquanto PM, impôs ao País  um modelo de destruição das capacidades produtivas na agricultura, nas pescas e na indústria; Guterres, mais dócil e popular, prosseguiu com o despesismo das grandes obras públicas. Durão Barroso, ajudado por Portas, comprou os submarinos e, à semelhança do antecessor, evadiu-se para cargo bem remunerado no estrangeiro; depois, a roleta do bloco central ofereceu-nos Sócrates, cuja prestação, tão negativa e contestada, dispensa comentários.  [Read more…]

Faça aqui a sua declaração de voto: diga porque é que devemos votar ou não votar num candidato

Por causa destes leitores a quem agradeço, ocorreu-me abrir um espaço para que o leitor faça a sua declaração de voto.

Tenha uma palavra a dizer, não se iniba. Diga-a e faça um comentário a afirmá-la.

Porque é que devemos votar (ou não votar) num determinado candidato?

ADENDA: Se pretender fazer a sua declaração para as eleições legislativas de 2011 pode fazê-lo numa página actualizada para o efeito clicando aqui.

A quem serve a abstenção?

É fácil prever uma subida da abstenção nas eleições presidenciais. Os motivos são vários e óbvios, começando pelo desencanto com a situação do país e com a classe política, acabando nestes candidatos e nesta paupérrima marcha sem ideias nem propostas de futuro a que erradamente se chama campanha eleitoral.

Os meus colegas do Aventar -blogue pluralista, importa repetir – foram aqui deixando a sua opinião e análise.

Nem sempre é possível prever quem ganha com a abstenção numas dadas eleições. É frequente o candidato ou partido mais bem posicionado temer uma elevada abstenção, receando que o eleitorado se desmobilize ao dar por certa a vitória. Nesse cenário os adversários dão, sem o dizerem expressamente, a abstenção por bem vinda.

Mas também acontece o contrário: o candidato ou partido menos bem colocado recear que a interiorização da derrota leve à desistência do ato de votar, confirmando não só os temores como, também, erodindo a base de apoio e os equilíbrios representativos que em função dela se estabelecem, até nas presidenciais (Alegre deve o apoio do PS ao resultado que obteve nas eleições anteriores, por exemplo).

Nestas eleições, para ser claro, penso que a abstenção [Read more…]

Frustração

É verdade que tenho estado suspeitosamente calada durante toda a campanha eleitoral. Não há razão para preocupações. A falta de tempo e um certo cansaço em relação à blogosfera provocaram isso. Agora, finalmente, estou de volta. Espero eu.

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Política à moda de Barcelos – Leia, se quiser

Apetecia-me dizer que a política, em Barcelos, e salvo excepções (poucas) inerentes à regra que as sustenta, se encontra a cargo de actores cujas pequeninas sensibilidades se vão revelando pequeninamente, fazendo ouvir, de vez em quando, as suas pequeninas vozes. Constitui por si uma verdadeira diversão, um fartote para apreciadores do género. Melodrama ou comédia capaz de passar, num instante, do sublime ao ridículo, limites que não raramente se tocam, se pensarmos, por exemplo, que toda a gente “por mais excelsa que seja, de vez em quando tira macacos do nariz”! E os nossos políticos, alguns dos nossos políticos não raramente são apanhados “a tirar macacos do nariz”, se me é permitido o recurso à imagística metafórica intencionalmente irónica. [Read more…]

Cortes, mas só para alguns

cortes salariais

E o urso sou eu?!

No Domingo, fico em casa

-Não me entusiasma minimamente ver Cavaco Silva na Presidência da República durante os próximos 5 anos, pior mesmo, só se o lugar fosse ocupado pela absoluta inutilidade que dá pelo nome de Manuel Alegre. Fernando Nobre desperdiçou a meu ver uma excelente oportunidade de dar uma merecida lição à classe política, mas faltou-lhe capacidade de discurso, propostas concretas centradas na acção, dentro das competências do P.R., mas a falta de experiência levaram-no a ceder à tentação de algum populismo e demagogia, fazendo promessas que não está de todo habilitado a cumprir enquanto Chefe de Estado. A forma como decorreu a campanha eleitoral, sem interesse, a par das tendências apresentadas nas últimas sondagens, levam a que não me sinta motivado a percorrer a pé no próximo Domingo, os 800 metros que distam da minha casa ao local de voto, sinceramente nenhum dos candidatos justifica que coloque a chave na ignição do automóvel, pois tal acto seria capaz de me custar uns 50 cêntimos e penso que nenhum deles merece tal esforço…

Ainda a casa de Cavaco: honestidade?

A casa de férias de Cavaco Silva continua a dar que falar. Cada investigação jornalística, cada minhoca. Segundo o Público:

Cavaco Silva fez obras durante um ano na sua actual residência de Verão com a licença caducada e em desrespeito do processo inicialmente aprovado.

Isto depois de se ter sabido que a tal permuta de terrenos foi feita deforma a não pagar impostos, e trocando terrenos quando a casa já estava em construção.

O conhecimento destes factos deve assegurar a vitória de Cavaco Silva à primeira volta: os portugueses querem que os deixem construir à vontade, impostos é fugir de os pagar,  e só não ganha uns cobres num cambalacho com um amigo que nos deve favores ou seja quem é parvo.

É complicado demitir este povo e eleger outro, mas às vezes apetece.

(corrigido)

Ao Menos, será Amarelo o Nosso Submarino?

“A redução de cinco mil docentes no actual ano lectivo foi um dos factores que ajudou a compensar a derrapagem da despesa pública provocada pelo pagamento dos dois submarinos.”

ministro que fala verdade merece a minha admiração; resta saber é se o naufrágio de 5,000 professores nos coloca mais próximos do “modelo finlandês” ou, pelo contrário, nos deixa mais na merda. Os Cagalhães flutuarão?

Presidenciais: Cavaco ainda não nasceu

Já há muito tempo que sei em quem não vou votar, a partir do momento em que Cavaco Silva concorra a umas eleições. É certo que o facto de ser um homem de direita já é suficiente para que me recuse a votar nele, mas há homens em quem nunca votei ou votarei e que, de alguma maneira, me merecem consideração. Lembro-me da inteligência de Lucas Pires, respeito a erudição de Vasco Graça Moura, aprendi muito com O Independente de Paulo Portas, aprecio a combatividade de Nuno Melo. Cavaco nunca me despertou nada de positivo. Para além dos vários defeitos que partilha com os restantes membros da classe política, é um poço de vacuidades e truísmos. Só uma partidarite extrema ou a defesa de interesses pessoais poderá ter levado homens inteligentes e cultos, como Pacheco Pereira, a defendê-lo. [Read more…]

Yo, Maria del Totoral. Ensayo de etnopsicologia de la infáncia

casas de adobe usadas en la éreas rurales de Chile e de América Latina

Escribí este libro en la parte más pesada de esas enfermedades que matan.

Mi suerte fue que el Ministro de la Ciencia, Tecnologia y Eseñanza Superior y mi antigua alumna, hoy compañera, Maria de Graça Pimentel Lemos, me llevaron a los mejores médicos. Parte de mi terapia para librarme de la muerte, fue escribir. Éste es el primero que escribí en 2007 y entregare por capítulos en Aventar. Una parte; la otra, corresponde a mi hermana analista, Blanquita Iturra de quien nació la idea para curarme, completar en breve. Agradezco a todos los que se interesaran por mí, me visitaron, me enviaran bouquet de flores y me acompañaran en los tristes días que apenas podía mover el cuerpo par air de la cama a ésta silla. Pero la persistencia siempre gana la causa que es nuestro objetivo. Vamos al libro…

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