Um dos candidatos é muito menos igual que os outros

Salta à vista a um míope que José Manuel Coelho foi prejudicado na pré-campanha para as eleições presidenciais, e vai continuar a sê-lo. Por um lado porque a lei garante a igualdade, mas o sistema não, o sistema tem medo, neste caso de um efeito Tiririca. Pelas melhores ou piores razões é um candidato que encontrar votos nos descontentes com um regime onde político e ladrão viraram sinónimos.

coelho tiririca

Coelho parece ter optado pela estratégia emplastro para forçar a comunicação social a dar-lhe alguns segundos, mas isso é problema dele. O meu é simples: é candidato, tem os mesmos direitos que os outros. É também o meu direito de cidadão eleitor que está em causa, o meu direito a ser informado sobre a campanha de todos os candidatos. Por isso assinei a petição que o João Delgado no vermelhos.net em boa hora lançou e que aqui deixo: [Read more…]

Alemanha: a balela do desemprego causado pelo Inverno

Parte significativa dos analistas e jornalistas económicos usa uma semântica pensada para entendidos. Portanto, para a maioria, é hermética e tende a exibir-se como científica.

Em noticiários televisivos de economia, é comum ouvir desconexas justificações do ‘sobe e desce’ das bolsas. As cotações descem em função “de uma correcção técnica”, argumentam umas vezes; no dia seguinte, os mesmos títulos sobem por estímulo dos dados apenas estimados – “os resultados hoje foram melhores do que esperado, graças a…”, acrescentam. Depois, as cotações voltam a descer e a subir; e os estereótipos reproduzem-se.

Tudo isto a propósito de, nas notícias referentes à economia alemã, os mais sábios, da ‘Bloomberg’ por exemplo, terem ficado surpreendidos com o aumento do desemprego para 7,2% em Dezembro de 2010 – mais 85 mil desempregados do que em Novembro, e a primeira subida após 17 meses. Razão invocada pelos analistas: um Inverno duro e implacável. Curiosamente, a Noruega, com clima mais adverso, ficou-se por uma taxa de desemprego de 3,20% em 2010. [Read more…]

Contos Proibidos: Memórias de um PS Desconhecido. A queda do I Governo Constitucional

continuação daqui

Na madrugada de 7 para 8 de Dezembro cairia o I Governo. O Presidente da República, general Ramalho Eanes, iria fazer tudo ao seu alcance para que este governo que agora acabava e a «alternativa parlamentarmente exequível» fossem os Governos do nosso descontentamento, que iniciariam um longo processo de descaracterização dos ideais de altruísmo e solidariedade que tinham estado na origem do jovem movimento socialista democrático português.
A tentativa do «PS sozinho» caíra por terra, assim como as esperanças dos que pensaram que o I Governo seria imbatível na sua configuração PS/Eanes. Mas o receio de Sá Carneiro era tão grande, que o PS continuaria a contar com Ramalho Eanes para o bem e para o mal, apesar das suas constantes demarcações. Mesmo depois de se ter pressentido que Eanes mantinha uma velada ambição de substituir Soares na liderança do PS.
A questão formal que estivera na base da queda do I Governo, a exigência de um amplo apoio parlamentar para as negociações com o FMI, não passaria de uma falsa questão. [Read more…]

Mais uma

Mas confirmou essa informação?
O que eu sei é que, pelo país todo, há carros do Estado a irem buscar assessores a casa. Porque se vão cinco para o Cartaxo, também vão para Vila Franca, para Santarém… Tenho um amigo que é de um partido e ele sabe quem são esses assessores. São cinco só no Cartaxo. Está confirmado. Será que o Estado precisa de ter perto de 30 mil viaturas? Será que o Estado precisa de ter perto de 11 mil institutos? Será que o Estado precisa de recorrer tanto a pareceres externos? Eu não me candidato para que tudo fique na mesma. [na entrevista de Fernando Nobre ao i]

Sobre estes casos não posso atestar a veracidade. Apesar de não me surpreenderem. Pois sei que nem é preciso ser-se assessor para se ter direito a BMW com motorista. Sei porque conheço quem. Basta estar na linha certa das estrelas partidárias certas.

E nomes?

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O custo das ajudas

As ajudas de custo para deslocações em serviço foram alteradas (Decreto-Lei n.º 137/2010, de 28 de Dezembro).

Consultada uma tabela disponibilizada pelo Adduo verifica-se que, no respeitante a deslocações dentro do país, sofrem um corte de 20% ou de 15% consoante o vencimento do funcionário.

Os membros do governo levaram com um violento corte de 0%.

Com medidas destas nunca mais nenhum dos nossos governantes sairá em serviço do seu gabinete para conhecer o país real.

Calhaus falantes


Já percebeu o que possivelmente acontecerá no dia da não-ida às urnas e por isso, o marido da Sra. Dª Maria Cavaco Silva foi à Madeira insultar aqueles que no próximo dia 23, “comodamente ficarão em suas casas”, abstendo-se de participar na inutilidade eleitoral que aí vem. Os dichotes nem sequer rasam as cabeças daqueles que já decidiram ignorar, os interesses pessoais do senhor que ainda ostenta a Banda das Três Ordens – mutiladas -, porque neste caso, a ameaçadora abstenção também conta. Consiste numa legítima decisão política e por isso mesmo pressentida e muito temida, indicadora da clara rejeição do discurso oportunista dos irresponsáveis que conduziram Portugal ao estado desesperado que todos pagamos. Nisto, como em muitos outros aspectos, o actual Chefe de Estado não se distingue de qualquer outro dos candidatos, com a desvantagem de não poder apresentar no seu currículo, qualquer aspecto meritório de acção em benefício daqueles desprotegidos, para quem um pedaço de pão e uma pequena lata de água meio salobra, consiste num vital auxílio à subsistência. Os “apoiantes de honra” do prof. Cavaco Silva são sobejamente conhecidos, com outro tipo de exigências e há que dizê-lo, o re-candidato não descurará a protecção dos fiéis amigos. Agora, avoluma-se a desconfiança que torna todo este processo eleitoral, numa táctica cortina de fumo que servirá para durante mais algum tempo, prosseguir a azáfama de ocultação de certos casos escaldantes.

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Escritores do Chile – Volodia Telteibom

José Donoso: Volodia Teitelbom (17 de Março de1916 - 31 de Janeiro de 2008)

Há um escritor chileno, Jorge Marchant Lazcano, que teve a coragem de dizer: tengo poca opinión – o casi ninguna – sobre la actual literatura chilena, porque al pasar tanto tiempo fuera de Chile, en estos últimos años, he reducido mis lecturas nacionales. De cualquier forma, y aunque parezca una majadería, sigo creyendo que lo mejor de nuestras letras en el siglo XX ha sido José Donoso. Ningún otro escritor chileno supo captar la chilenidad desde tantos puntos de vista y convertir aquello en una profunda y dolorosa materia humana.

Escritor, dramaturgo e periodista chileno (9 de Março de 1950), a sua obra, vasta e articulada, virada mais para a política da direita chilena, mudou de rumo ao começar os seus estudos de jornalismo na Universidade do Chile em 1969. Filho de Jorge Marchant Montalva e María Ester Lazcano Cuevas, teve uma educação religiosa, conservadora e bastante formal, da qual se desligou, parcialmente, aquando do ingressar na faculdade. [Read more…]

Os identificadores para as SCUT são desnecessários

Há condutores que ainda não receberam o identificador para as SCUT, pedido e pago em Outubro, o que não os tem impedido de usufruir das benesses previstas, uma vez que a matrícula já está registada no sistema. Este facto conduz à conclusão de que os referidos identificadores não são necessários, sendo, portanto, incompreensível o pagamento dos mesmos, quando um simples registo da matrícula teria sido suficiente.

Este facto constitui mais uma imoralidade, uma vez que os utentes foram obrigados a realizar uma despesa desnecessária, proporcionando ao Estado mais uma receita. Mais um momento de absurdo, e, eventualmente, de ilegalidade, a juntar aos disparates associados a outros tipos de pagamento e à injustiça de impor cobranças nestas estradas, como já se pôde verificar aqui.

Candidatos presidenciais 2011 – Fernando Nobre

candidatos presidenciais - fernando nobre

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O Presidente de todos os silêncios

Dúvidas existenciais sobre o pântano

Neste pântano imenso que é o caso BPN só há um gajo preso? E os outros? E os contribuintes, palavra que está a substituir o termo cidadãos, têm de suportar este esterco por mais dez anos?

Porque é que o banco não foi falência? Por medo de afectar o resto da banca nacional? O BPN? Ai, ai…

Um Povo Assim Não Merece Misericórdia

As “Vendas de automóveis disparam 61,9 por cento em Dezembro” ao mesmo tempo que “petróleo atinge novo máximo e a gasolina já passa 1,50 euros” e, em simultâneo também acontece isto e se fazem longas bichas para comprar o chip para meter na orelha…
Um povo assim merece ser afogado na água choca das barragens.