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Esta Gente Há-de Ser Julgada

Do Conselho Nacional de Cultura ou da inimputabilidade

A Campo Aberto – associação de defesa do ambiente manifesta publicamente a sua solidariedade com as populações afectadas pela construção da barragem do vale do Tua e o repúdio pelo recente parecer do Conselho Nacional de Cultura, que despreza e ignora o imenso valor patrimonial da simbiose entre a obra humana ferroviária e a grandiosa paisagem em que se inscreve.

A prevista destruição da linha ferroviária do Tua, que uma barragem ameaça submergir, despertou um intenso movimento de repúdio na própria região e um pouco por todo o país. O início de um processo para classificar a linha do Tua como património nacional foi um dos resultados desse movimento, que chegou a despertar alguma esperança. No entanto, o Ministério da Cultura viria a arquivar o processo de classificação, com base num parecer do Conselho Nacional de Cultura. [Read more…]

Do FMI, o José Mário Branco fala por mim

Anteontem aconteceu no hipermercado, ontem no ‘Prós e Contras’, hoje no café. Não há lugar em que não ouça discutir a vinda do FMI para Portugal.

FMI para a esquerda, FMI para a direita, começo, de facto, a esgotar a paciência; e logo eu,  espoliado em 1983, de parte do 14.º mês; como, aliás, milhões de portugueses. Ao ouvir falar do FMI, sou assaltado por um ataque de psoríase que me coço da cabeça aos pés. Basta pensar que os ricos continuarão muito ricos e  eu serei condenado a medidas de austeridade. À semelhança de não sei quantos milhões de concidadãos.

Falar ou escrever sobre o FMI, mesmo antes da chegada, é para mim penoso. Nada melhor que recorrer a terceiros. E, neste caso, escolhi José Mário Branco (JMB) para se pronunciar no meu lugar. Sim, do FMI, melhor do que ninguém, JMB fala por mim. Quem não se satisfaça apenas com ‘parte1’, poderá ver e ouvir a ‘parte 2’ aqui.

Presidenciais, com pancada ou sem pancada, tudo na mesma

Com pancada ou sem ela, nada se altera na campanha e os candidatos agem como deles se espera.

Mas será mesmo assim? Vejamos:

Cavaco, igual a Cavaco, fala para dizer que não fala. Um presidente inspirador e profundo, como se vê. E não fala porquê? Porque hoje, naquele momento, usava o chapéu de PR e não o podia tirar. Usava, note-se, o chapéu deste PR, porque o próximo, está prometido, será Cavaco, lui même, versão “mais interventivo”. Nessa altura falará, atuará, criará crises políticas, está o país adiantadamente avisado.

Mas foi Cavaco – ou terá sido Silva? – quem há menos de nada apelou aos estudantes (e professores) que se manifestassem. Das duas uma:

– O que vale para estudantes não vale para sindicalistas.

– Os estudantes manisfestam-se, Cavaco põe o chapéu de PR, e fala para dizer que não fala. Estudantes atirados aos leões.

Já Alegre, igual a Alegre, não se cala, ninguém o há-de calar, como é óbvio. E condena, claro. Mas ressalva ” Atenção, muita atenção, José Sócrates não está em Portugal”, que é como quem diz, a polícia malhou na direita, correção, nos sindicalistas, mas o governo nem sonhava, não estava cá. E com esta postura de quem não se cala mostrou que, uma vez PR, perante um primeiro do PS que cá esteja, cala-se. [Read more…]

"Manifestações são sinal de vitalidade da sociedade civil", Cavaco Silva

Três dirigentes sindicais foram detidos hoje ao final da tarde junto à residência oficial do primeiro-ministro, foram algemados e levados para a esquadra da PSP de Alcântara. in Público

EDP: cautela com o que nos vêm exigindo

De uma consumidora alarmada uma mensagem do teor seguinte:

 “Gostaria que me tirassem uma dúvida:

Mudei de casa e pus termos ao contrato anterior com a EDP.

Agora recebi uma factura com acertos, desde 2005, num valor que me deixou estarrecida 2 200 euros.

Tenho de pagar?

Não tendo dinheiro nem para liquidar metade, como faço?”

Ante a concreta hipótese de facto suscitada, importa tomar em conta o que segue: [Read more…]

Vai ao fundo!


Era de esperar. Após a especial promoção do nome de Portugal em terras do Tio Sam, há quem queira criar um “fundo especial” para a defesa de uma causa que a ser classificável, é no mínimo, “exótica”.

O próximo passo poderá ser a convocação de uma marcha de rastos, a realizar-se entre o Rossio de Cantanhede e a porta da embaixada norte-americana em Lisboa. Pouco falta. Entretanto, a nossa imprensa vai fazendo passar a ideia de que a justiça americana, é parecida com aquela supina referência mundial, ou seja, a portuguesa que tão bem se conhece. Os deuses devem estar loucos!

Violei-a, mas foi só um bocadinho

O humor é um vírus para o qual não há antibiótico. É por isso que se insinua no meio dos assuntos mais sérios, é por isso que não há tragédia que não dê origem a um ror de anedotas, como é o caso recente da morte de Carlos Castro, como aconteceu com os mortos de Entre-os-Rios.

Sobre violação, por exemplo, há algumas piadas extraordinárias, como, por exemplo, a das duas freiras violadas por dois homens: enquanto uma pede a Deus que perdoe o violador “porque ele não sabe o que faz.” a outra responde “Fala por ti, o meu é um artista!” No genial A vida de Brian dos Monty Python, a mãe da personagem principal confessa-lhe que ele é fruto de uma relação com um centurião romano. Brian, então, pergunta à mãe se ela foi violada, ao que a senhora responde: “Bem, a princípio, sim!”

Como é costume, não há ficção que não seja ultrapassada pela realidade e o Tribunal da Relação do Porto considerou que deveria ser reduzida a pena a um homem, considerando que o crime de violação se consumou “de uma forma grave – introdução dos dedos na vagina – mas de uma forma menos gravosa que por exemplo as situações de coito, sendo que o acto praticado aconteceu uma vez”. Em conclusão, desde que a rapaziada se fique pelos trabalhos manuais, os incómodos causados pela justiça serão menores. Os danos psicológicos causados à vítima são ainda menos importantes.

Para além disso, o mesmo homem viu reduzida também a pena relativa a dois crimes de rapto, uma vez que a “privação de liberdade das vítimas se cifrou em alguns momentos que não terão ao atingido uma hora” e o meio empregado “foi o mais suave, a astúcia (…).” Perceberam? Se conseguirem privar alguém da liberdade durante menos de uma hora ainda se arriscam a que nem seja considerado rapto. Se usarem de astúcia, ainda poderão demonstrar competências suficientes para receberem um diploma das Novas Oportunidades.

Só espero que as Produções Fictícias comecem a ler com mais atenção os acórdãos do Tribunal da Relação do Porto.

Esta é de homem, é muito de homem

610xSweden’s Crown Princess Victoria speaks to Portugal’s Prime Minister Jose Socrates during the World Future Energy Summit at the Abu Dhabi National Exhibition Centre January 17, 2011 um achado da Ana Cristina Leonardo,

Duelo de candidatos

duelo dos candidatos alegre e cavaco

Televisão, futebol e política?

-Não constitui propriamente novidade a tentativa de Emídio Rangel e Rui Pedro Soares entrarem no mercado audiovisual. Após terem conseguido ao que parece, os direitos da Liga Espanhola a partir de Agosto 2012, o S.L.Benfica parece ser o próximo trunfo. Desde que o contribuinte não seja forçado a gastar um cêntimo, nem venhamos a constatar favorecimentos governamentais a amigos em processos de licenciamento, por mim nada a opor,  se tudo ficar no domínio da iniciativa privada, é saudável a concorrência entre operadores, pela busca de audiências. Claro está que conhecendo os personagens envolvidos e alguma tradição de promiscuidade entre política e futebol, é avisado ficar atento. Já basta a RTP para distorcer mercado e gastar o meu dinheiro, contratando a peso de ouro vedetas televisivas, para transmitir programas que de serviço público nada têm.

Democracia e povo em dois momentos zen de uma campanha presidencial

Primeiro momento zen: Manuel Alegre, em Vila Real, acena com os perigos para a democracia

“Esta é uma luta de vida ou de morte para a democracia nacional”

Segundo momento zen: Cavaco Silva em Aveiro, ‘gasta’ a palavra povo

http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F9287352 CAVACO POVO by josefreitas2

Falta um Renato Seabra na campanha para as Presidenciais

Não me interpretem mal. Sim, faz falta nesta campanha eleitoral um Renato Seabra com o instrumento que Deus lhe pôs na mão – o saca-rolhas. Mas como não quero fazer concorrência ao rapazinho de Cantanhede, o saca-rolhas é em sentido figurado. Não desejo assim tanto mal a nenhum dos senhores e um tapume na boca, pelo menos até ao dia 23, chegava perfeitamente.
Cavaco é o mais detestável dos candidatos. Fez muito mal a Portugal ao longo de décadas e só um povo burro como o nosso é que voltará a dar-lhe uma vitória à primeira volta.
Manuel Alegre representa tudo o que de mau tem a política. Viveu na sombra dos Partidos durante mais de 30 anos, mas não hesitou em virar-se contra eles quando precisou de se travestir de anti-sistema. Foi sol de pouca dura e é vê-lo agora a defender o Governo Sócrates como se não tivesse passado nem memória.
Fernando Nobre é o homem errado no local errado. É um bom Homem, não podia ser um bom político.
Francisco Lopes tem sido uma agradável surpresa e o melhor dos candidatos. Tivesse mais carisma e podíamos ter uma surpresa no dia 23.
Defensor Moura foi um bom autarca em Viana, mas sempre que fala de política nacional sai asneira. Foi utilizado para roubar votos a Alegre, mas nem para isso vai servir.
José Manuel Coelho tem dito as verdades que tinham de ser ditas. Fazia falta alguém como ele na Presidência da República. O problema é que, para voto de protesto, falta ali alguma coisa. Talvez não ser um candidato tão a sério.

heresia, direito de Saramago, Ratzinger e candidatos

a corrida à Presidência da República, com mentiras, é uma heresia

Estamos em tempos de corrida à Presidência da República. Cada candidato fala bem de si e diz a piores coisas dos outros. Vivem em heresia. Cavaco acusa a Alegre de ser marxista, como se for pecado, Alegre riposta que por Santo, cavaqueou com as acções do BPN a 1€ cada e as vendeu ao 1.800€, ele e o seu filho. Nobre diz que a tirania da Madeira chega ao seu fim, enquanto Lopes diz que o povo tem sido traído pelos seus candidatos que prometem um assunto e, no poder, fazem como entendem, especialmente realizam actos de vil baixeza para ganhar dinheiro, criar um lucro e, especialmente à Alegre de ser mentiroso.

Estamos em um país de hereges. Saibamos, pois, qual é o conteúdo do que falam os candidatos, porque os seus discursos estão em todos os jornais e em toda informação televisiva. Entender porque se acusam uns aos outros, é simples: todos querem ganhar. Apesar de um deles estar em maus lençóis: ensina na Universidade Nova e Católica de Lisboa. [Read more…]

“A Escola Para o Meu Filho Sou Eu Que A Escolho” – 4

Externato Infante D. Henrique, Ruílhe – Braga – a educar e a formar cidadãos desde 1968.

Da mercearia para o hipermercado

No post anterior, o Jorge critica a postura de Sócrates. Também considero o Primeiro-Ministro de Portugal cada vez mais caixeiro-viajante e menos estadista. Mas se até aqui o homem foi fazendo algumas vendas menores a personagens pouco recomendáveis, que nos divertem pela excentricidade, de repente passou a ser recebido por gente que não brinca em serviço. Temos negócios com países árabes ao mais alto nível, a China compra dívida pública portuguesa, isto é um patamar completamente diferente da exportação de computadores para a Venezuela. Pouca gente refere o facto, mas Portugal ganhou subitamente importância no palco mundial, graças à eleição para o Conselho de Segurança das Nações Unidas. Não quero sequer pensar na possibilidade do voto português ficar refém ou condicionado, por razões de mercearia, em questões de Direitos Humanos.